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DIVULGAÇÃO


Sociedade Brasileira de Eubiose apresenta a Semana Guiomar Novaes – 100 anos do 1º. Prêmio do Conservatório de Paris.

De 15 a 22 de outubro, acontece a Semana Guiomar Novaes – 100 anos do 1º. Prêmio do Conservatório de Paris pela Sociedade Brasileira de Eubiose. O evento terá exposição, palestras e dois recitais em homenagem a uma das mais importantes pianistas brasileiras. A abertura da exposição acontece no dia 15, às 14h30. Às 20h., Ciro Gonçalves Dias Júnior faz uma pequena introdução sobre como aconteceu o 1º Prêmio e em seguida acontece o Recital de Cláudio de Britto. Na mostra, documentos inéditos, fotos e objetos da pianista. A palestra do dia 22 será com Ciro Gonçalves Dias Jr., colecionador do material do acervo de Guiomar Novaes às 18h., seguido de recital de Álvaro Siviero. A exposição e palestra são gratuitas. Os ingressos dos recitais custam R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados).

Em 1909, Paris era a capital cultural do mundo e o Conservatório de Paris era a mais importante instituição musical do planeta. Naquele ano, 388 candidatos pleiteavam as doze vagas oferecidas aos novos talentos. Quando uma das candidatas, uma menina de 13 anos, terminou de tocar a 3ª Balada de Chopin para um júri presidido por Gabriel Fauré, um dos jurados contrariou todas as regras e solicitou à menina para tocar novamente a balada, tal a beleza da interpretação. A jovem era Guiomar Novaes e o jurado, Claude Debussy.
Todo esse material que será exposto representa apenas uma pequena parte do acervo de Guiomar Novaes mantido ao longo de décadas pela dedicação apaixonada de dois pianistas e colecionadores: Ciro Gonçalves Dias Jr. e João Antônio Parizoto Filho, que desde 1996 são convidados a apresentar anualmente palestras sobre a nossa pianista na The Juilliard School, a mais célebre universidade de música de Nova York.
A exposição contará com inúmeros documentos inéditos, dentre os quais a revista francesa da época que divulga o prêmio, correspondências e dedicatórias a Guiomar Novaes por compositores, artistas e personalidades notáveis da época; dois dos 34 rolos originais de música gravados em Piano Rolls por Guiomar, muitos dos quais comprados em leilões internacionais, objetos pessoais e farto material fotográfico original.

Guiomar Novaes
Nasceu em 1895 em São João da Boa Vista em São Paulo, e faleceu em 1979 na capital de São Paulo. Começou a estudar piano muito cedo. Depois estudou com Luigi Chiaffarelli e, em 1908, estreou no Rio de Janeiro. Foi-lhe oferecida uma bolsa de estudos pelo Governo do Estado de São Paulo para estudar em Paris. É quando, em 1909, obtém o primeiro lugar no concurso de admissão do Conservatório Nacional de Música de Paris. Seu primeiro recital naquela cidade foi em 1911.
Em 1914, retornou ao Brasil para apresentações, deixando a Europa no período da Primeira Guerra Mundial. Em 1915, com 20 anos, recebeu um convite ir tocar nos Estados Unidos. Em 1921, apresenta-se no Carnegie Hall e executa o “Concerto em Sol Maior”, de Beethoven. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna. Ainda em 1922, casou-se com Octávio Pinto. Em 1923, teve uma filha, Anna Maria, e anos depois um filho, Luiz Octávio. Em 1938, tocou para o Presidente Roosevelt nos Estados Unidos. Toca pela última vez na Europa, em Londres, em 1967 e a última turnê nos USA em 1972.

Ciro Gonçalves Dias Jr. acompanhou a carreira de Guiomar Novaes desde quando era um jovem estudante de música em Santos, em 1954, até a morte da pianista, em 1979, assistindo seus recitais e concertos, frequentando sua casa, convivendo com ela e sua família por 25 anos. Seus filhos Ana Maria e Luiz Octávio presentearam Ciro com programas, cartas, manuscritos de compositores, fotos e preciosa documentação sobre a memorável carreira de Guiomar Novaes.
O espírito de pesquisa e profunda admiração por Guiomar Novaes por parte de Ciro Gonçalves Dias Jr encontraram na nossa maior pianista brasileira o amparo, a orientação e a amizade de toda uma vida. Essa vivência fez de Ciro Gonçalves Dias Jr. o maior especialista e colecionador do acervo deixado por Guiomar Novaes, o que o faz consultor da maioria dos projetos sobre a nossa grande pianista.

Detalhes da programação da Semana Guiomar Novaes – 100 anos do 1º. Prêmio do Conservatório de Paris
Exposição, palestra e recitais de 15 a 22 de outubro.

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA
Dia 15, sábado

- Exposição: “Guiomar Novaes: 100 anos do 1º. Prêmio do Conservatório de Paris”. Documentos inéditos, fotos e objetos. Abertura às 14:30hs.
Dias e horários de visitação: domingo a quinta das 14h30 às 19h. Sexta (21) fechada.
Encerramento da exposição no sábado (22) às 22h.
Local: Saguão da Sala Henrique José de Souza
Entrada Franca

- Recital de abertura – 20h
Cláudio de Britto – piano
Local: Sala Henrique José de Souza
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados)
J. S. BACH (1685-1750) – BUSONI (1866-1924)Prelúdio-Coral em Mi b Maior “Wachet auf, ruft uns die Stimme”
D. SCARLATTI (1685-1757)
3 Sonatas
F. SCHUBERT (1797-1828)
Improviso em Mi b Maior, Opus 90 no. 2
H. VILLA-LOBOS (1887-1959)
Poema Singelo
C. DEBUSSY (1862-1918)
Deux Arabesques (Mi Maior e Sol Maior).
G. FAURÉ (1845-1924)
Improviso no. 2, em Fá menor
J. BRAHMS (1833-1897)
Intermezzo em Si b Menor, Opus 117 no. 2
F. CHOPIN (1810-1849)
Balada no. 2, em Fá Maior, Opus 38
Balada no. 4, em Fá Menor, Opus 52

- Dia 22, sábado
- Palestra ilustrada: “Guiomar Novaes: o intérprete, a criatividade e a essência da música”.
Apresentando gravações e fotos de diversas épocas da histórica carreira da grande pianista, além de manuscritos, cartas e dedicatórias de grandes artistas e personalidades. Algumas das gravações que serão apresentadas:
Scarlatti: Sonata em Sol Maior
Chopin: Estudo Op. 25 No. 9 (Town Hall, 1949)
Leschetizky: Estudo Heróico, Op. 48 No. 3 (Piano Roll)
Albeniz: Triana
Camargo Guarnieri: Toccata
Grieg: Concerto Op. 16 (excerto)
Falla: Noites nos Jardins da Espanha (excerto)
Chopin: Concerto No. 2 (excerto) – Carnegie Hall, 1958
Chopin: Polonaise em Lá Maior, Op. 40 No. 1
Palestrante: Ciro Gonçalves Dias Jr.
Local: Sala Henrique José de Souza (206 lugares)
Horário: 18h.
Entrada Franca

- Recital de encerramento – 20h
Álvaro Siviero – piano
Local: Sala Henrique José de Souza (206 lugares)
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (Meia-entrada para terceira idade, estudantes, e associados)
FRANZ LISZT (1811-1886)
Transcrição Ave Maria de Schubert
Transcrição Widmung de Schumann
Estudo Transcedental n.11 “Harmonies Du Soir”
Fantasia e Fuga sobre um tema B.A.C.H.
Sonata Dante
Noturno n.3 “Liebestraum”
A Marcha dos três reis magos
Rapsódia Húngara n.11

Local
Sala Henrique José de Souza
Av. Lacerda Franco, 1059 - Aclimação
Tel: 11 3208-9914 / 3208-6699
Retirar os ingressos até uma hora antes do recital. Antecipadamente após as 14h30, por telefone, ou por email
lacerdafranco@eubiose.org.br
Estacionamento conveniado no número 1074 até as 23h.
Fonte:  http://www.movimento.com/

DIVULGAÇÃO

Ricardo Castro e CD Flausino Vale vencem 7º Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura

Ontem, no Auditório Ibirapuera em São Paulo, foram anunciados os vencedores da 7ª edição do Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura. Com apresentação do ator Lázaro Ramos – e acompanhamento de uma ótima banda de música popular liderada por Fernando Salém e com a participação da cantora Verônica Ferriani – o evento teve como tema “cultura para mais gente” e homenageou expoentes da produção cultural do país.

 

A categoria CD de música erudita foi vencida pelo CD “Flausino Vale e o violino brasileiro”, uma gravação feita pelo violinista Claudio Cruz dos prelúdios do compositor mineiro que viveu na primeira metade do século passado. O CD é resultado de um trabalho musicológico da pesquisadora e jornalista Camila Frésca (Camila é jornalista da Revista CONCERTO e colunista do Site CONCERTO). A gravação, que teve o patrocínio da Petrobras, foi idealizada por Camila Frésca e lançada em início deste ano pela CLÁSSICOS, selo da Revista CONCERTO.

Em outra importante premiação do meio clássico, o maestro e pianista Ricardo Castro venceu a categoria Personalidade cultural do ano, pela criação do projeto Neojibá. Envolvendo uma grande número de jovens músicos, o Neojibá (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) é um projeto de educação musical e inclusão sociocultural inspirado no El Sistema venezuelano. Criado em 2007, a orquestra principal do Neojibá, a Orquestra Juvenil da Bahia, acaba de retornar de uma viagem de concertos na Europa.

Fonte: http://www.concerto.com.br/

Argentina Ingrid Fliter substitui Maria João Pires com Osesp

A pianista luso-brasileira Maria João Pires cancelou sua participação nos concertos da próxima semana com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, ocasião na qual interpretaria o Concerto nº 2 de Beethoven. Alegando motivos de saúde, a pianista lamentou o cancelamento.

 

Em substituição, a argentina Ingrid Fliter tocará, sob regência do maestro Vasily Petrenko, o Concerto para piano em Sol maior, de Ravel. Completa o programa a Sinfonia nº 11 op.103 - O Ano de 1905, de Shostakovich

Nascida em Buenos Aires, Ingrid Fliter estudou na Argentina e mais tarde na Alemanha, no Freiburg Musikhochschule, e em Roma com Carlo Bruno e Franco Scala e com Boris Petrushansky na Academia "Incontri col Maestro" em Imola. Premiada nos tradicionais concursos Ferruccio Busoni, na Itália; e Chopin, em Varsóvia; e, mais recentemente, no Gilmore Artist Award.

Fonte: http://www.concerto.com.br/

DIVULGAÇÃO

Il Guarany, de Carlos Gomes

Theatro São Pedro de quarta a sexta (26 a 28.10), às 20h00, e sábado e domingo (29 e 30.10), às 17h, a ópera O Guarani. A montagem é uma realização do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, com produção da APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte. Os ingressos custam R$ 30,00 (inteiro) e R$ 15,00 (meia-entrada).


Ópera de Carlos Gomes, com libreto de Antônio Scalvini, baseado no romance de José de Alencar, Il Guarany foi apresentada pela primeira vez na cidade de Milão, em 1870. Tem como cenário do Rio de Janeiro do século XVI, onde Cecília, filha do fidalgo português D. Antonio de Mariz, apaixona-se por Peri, cacique da tribo guarani. Gonzales, um aventureiro espanhol, ama Cecília, mas não é correspondido. Os aimorés inimigos aprisionam Peri e Cecília e vão sacrificá-los em honra ao seu deus. O casal é salvo pelos guaranis, aliados dos portugueses. Querendo se vingar, Gonzales invade o castelo de D. Antonio, explode o paiol de pólvora e o castelo vai pelos ares, matando a todos, mas Peri e Cecília se salvam.


Il Guarany, de Carlos Gomes

Realização: Governo de São Paulo

Produção e direção artística: APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte

Regência: Roberto Duarte

Direção Cênica: João Malatian


ELENCO 1: 26/10, quarta-feira – 20:00h, 28/10, sexta-feira - 20:00h e 30/10 – 17:00h


Edna D’Oliveira – soprano (Ceci), Marcello Vannucci – Tenor (Peri), Innácio De Nonno – Barítono (Gonzales), Eduardo Janho-Abumrad – Baixo-barítono (Don Antônio), Lício Bruno – Baixo (Cacique), Gilberto Chaves – tenor (Don Álvaro), Misael dos Santos – Baixo-barítono (Pedro), Max Costa – barítono (Alonso), Murilo Sousa – Tenor (Ruy Bento).


ELENCO 2: 27/10, quinta-feira – 20:00h e 29/10, sábado – 17:00h


Nadja Sousa – Soprano (Ceci), Rinaldo Leone – Tenor (Peri), Leonardo Páscoa – Barítono (Gonzales), Gustavo Lassen – Baixo-barítono (Don Antônio), Jeller Filipe – Baixo (Cacique), Gilberto Chaves – tenor (Don Álvaro), Misael dos Santos – Baixo-barítono (Pedro), Max Costa – barítono (Alonso), Murilo Sousa – Tenor (Ruy Bento).






Data: quarta, quinta e sexta-feira  (26, 27, 28.10) às 20h00

           sábado e domingo (29 e 30.10), às 17h

Local: Theatro São Pedro

Endereço: Rua Barra Funda, 171 - Barra Funda

Número de Lugares: 636

Idade recomendada: 08 anos

Duração: 3 horas e 20 minutos, com 2 intervalos de 15 minutos

Ingressos das óperas: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada)

Vendas na bilheteria do Theatro e no Ingresso rápido (
www.ingressorapido.com.br)

Telefone para Informações: 11 3667-0499

 




Serviço:

Theatro São Pedro
Sala Principal - 636 lugares (balcão 1 - 110, balcão 2 - 124, platéia - 396); 06 lugares para deficientes físicos na platéia (sendo 3 p/ acompanhantes)
Rua Barra Funda, 171 - Barra Funda
São Paulo - SP
Estações do Metrô Próximas: Marechal Deodoro
Ar-condicionado
Acessibilidade para Pessoas com Necessidades Especiais (exceção para balcões 1 e 2)
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Indicação Etária: 8 ANOS
Informações: (11) 3667-0499 (de quarta a domingo, das 14h até 19h)
Horário da bilheteria: de quarta a domingo, das 14h às 19h ou até o início do espetáculo; para os concertos matinais aos domingo, abertura às 10 horas
Cartões: Visa e Visa Electron
Vendas online: www.ingressorapido.com.br / (11) 4003-1212

DIVULGAÇÃO-O Menino e os Sortilégios

A Orquestra Experimental de Repertório estréia, no Dia da Criança, esta fantasia lírica de Maurice Ravel.

Esta é a primeira encenação na história do Theatro Municipal de São Paulo da Fantasia Lírica O Menino e os Sortilégios (L’Enfant et les Sortilèges), de Maurice Ravel, sobre poema de Colette. Realizada anteriormente apenas em forma de concerto, o espetáculo se insere nas comemorações do Centenário do Theatro Municipal de São Paulo. Cantada em português com solistas, dois corais, bailarinos, bonecos e efeitos especiais.

Da produção, além da OER (Maestro Jamil Maluf, regente e diretor musical do espetáculo) participam os Corais Paulistano (Tiago Pinheiro , regente) e Infanto-Juvenil da Escola de Música de São Paulo (Alcione Ribeiro, regente), bem como os bailarinos do Balé Jovem de São Paulo , da Escola de Dança de São Paulo, e os atores da Cia. Imago nesse espetáculo cantado em português com uma hora de duração.

Para a Direção Cênica, foi convidada Lívia Sabag, diretora da elogiada montagem da ópera “Amelia al Ballo”, de Menotti, para a OER; e para os cenários, figurinos e efeitos de teatro negro da Cia. Imago, Fernando Anhê, um dos grandes responsáveis pelo sucesso da produção da ópera “João e Maria ”, de Humperdinck, também para a OER. A criação da coreografia é de Luiz Fernando Bongiovanni , profissional com reconhecida experiência internacional.

Com seus vinte e um papéis distribuídos por oito solistas, dois corais, atores, bailarinos, largo efetivo orquestral, além da grande quantidade de efeitos especiais, inerentes ao próprio libreto, a produção de O Menino e os Sortilégios representa um grande desafio musical e cênico. O maestro Jamil Maluf, realizou uma detalhada busca por vozes e tipos físicos que mais se adequassem a essa história fantástica, formando um elenco composto por alguns dos mais destacados cantores brasileiros, encabeçados por Denise de Freitas , no papel do Menino.

 

A Obra

O início da criação de “O Menino e os Sortilégios” aconteceu lentamente, durante a Primeira Guerra Mundial. A escritora Gabrielle Colette, que havia sido dançarina e mímica, procurou o diretor da Ópera de Paris, Jacques Rouché, e propôs a ele o que, inicialmente, deveria ser um “balé para minha filha”.

Ravel, que havia recusado o convite para compor a música, acabou não resistindo à sedução daquela história fantástica: um menino, que luta contra uma invencível preguiça diante de seus deveres e que só tem vontade de fazer o que é proibido, enfrenta a revolta de bichos e objetos animados, que se unem contra sua maldade. Ao final, ele se redime de suas ações, no que pode ser interpretado como uma metáfora da passagem da infância para o amadurecimento.

Ravel tinha verdadeira adoração por pequenos autômatos e miniaturas, que se espalhavam por sua casa de Monfort-L’Amaury. Conta-se que um de seus maiores prazeres era  fazer esses bibelôs animados funcionarem para algum visitante interessado. Pois, alguns deles acabaram se tornando personagens de “O Menino e os Sortilégios” como, por exemplo, um pequeno rouxinol cantor.

A estreia aconteceu em 1925, em Monte Carlo, sob a regência do maestro Victor de Sabata e coreografia do grande mestre George Balanchine. A obra toda é impregnada de uma requintada atmosfera de lirismo e humor. Nunca antes o canto esteve tão associado à dança, que por sua vez nasce da própria ação teatral. O público foi seduzido desde a primeira noite por essa espantosa fantasia lírica, confirmando a opinião do crítico e compositor Roland Manuel: “Uma obra-prima não deve necessariamente ser escrita em 6 atos e para uma grande orquestra que toca forte o tempo todo”.

 

Notas sobre a direção musical, pelo Maestro Jamil Maluf

“O Menino e os Sortilégios” é o mais próximo que uma ópera conseguiu chegar, até os dias de hoje, da linguagem do desenho animado. Para dar voz a objetos inanimados e bichos, que expressam seus sentimentos falando e cantando, Ravel compôs uma “música onomatopaica”.

A linha vocal lança mão do canto falado, de sons anasalados e vários recursos que buscam reproduzir os sons da natureza. O largo efetivo orquestral traz instrumentos inusuais a esse meio, como uma flautinha de êmbolo ou um piano lutheal que, através de um mecanismo, alterna o som do piano para o de um estranho timbre, semelhante ao do cravo. Portanto, dirigir musicalmente “O Menino e os Sortilégios”, é receber um verdadeiro convite à mais delirante e refinada viagem através da imaginação musical de seu criador, Maurice Ravel. Sedutora e rara aventura sonora.

 

Sobre a direção cênica, por Livia Sabag

Mais do que uma obra para crianças, L’Enfant et les Sortilèges é um obra sobre a criança. A história é fantástica, dramática, cômica e por vezes cruel, como o próprio universo infantil. Nesta fantasia lírica, como a chamaram seus criadores, o protagonista é uma criança que, ao sentir-se oprimida por um mundo que não compreende, reage a esta opressão de forma violenta, destruindo e agredindo objetos e seres que estão à sua volta. A partir dessa explosão, os seres maltratados ganham vida e passam a se expressar como humanos.

“Para a realização dessa dimensão fantástica criada pelos autores, a encenação lança mão de diferentes recursos cênicos e tecnológicos. Entre eles está o video mapping (mapeamento de vídeo), técnica que possibilita vários efeitos, como projetar imagens 3D em qualquer superfície de escala arquitetônica, e o teatro negro, técnica que, através de um truque de ótica, faz com que objetos pareçam flutuar no espaço. A encenação destina-se ao público infantil e também ao adulto, pois a obra contém uma enorme gama de conteúdos e referências que podem ser apreciados por todos” explica a diretora cênica Livia Sabag.

 

Sobre o cenário, figurino e técnica teatro negro, por Fernando Anhê

A utilização do Teatro Negro traduz a atmosfera onírica presente na ópera de Ravel, além de possibilitar a representação da natureza fantástica de seus personagens. Os figurinos de vários personagens (Poltrona, Xícara, Relógio…) são verdadeiras “esculturas de vestir” confeccionadas através de um processo de trabalho que integra escultura, pintura e costura. A pintura define não apenas cenários como “reveste” objetos, bonecos e figurinos.

A construção dos objetos e bonecos seguiu várias etapas – concepção, modelagem ou escultura, definição de articulações, revestimentos diversos e pintura – num processo extremamente artesanal realizado por uma equipe de aderecistas/escultores. Os efeitos e truques visuais do Teatro Negro possibilitam a existência de personagens como o Fogo e das ambientações fantásticas e surreais da ópera.

 

Sobre o vídeo mapping

A JD/A&T desenvolveu um novo sistema de video mapping, para atender especialmente às necessidades da produção dessa ópera. A nova tecnologia conta com a capacidade de executar diversos vídeos simultaneamente e possibilita a inserção de marcações para sincronia em cada cena específica. Também é levado em consideração o modelo tridimensional do palco, de forma a compensar, ou até mesmo realçar, as distorções das superfícies de projeção. Assim como, em tempo real, remapear pontos de controle e fazer, desta forma, ajustes de perspectiva.

 

Elenco

- Denise de Freitas – O Menino

- Luciana Bueno – A Mãe, A Xícara Chinesa, A Libélula

- Luísa Francesconi – A Poltrona, A Gata, O Esquilo, Um Pastor

- Caroline de Comi – O Fogo, A Princesa, O Rouxinol

- Gabriella Pace – O Morcego, A Coruja, Uma Pastorinha

- Leonardo Pace – O Sofá, Uma Árvore

- Vinícius Atique – O Relógio de Pêndulo, O Gato

- Paulo Queiroz – O Bule, O Velhote, A Rã

- Coral Paulistano – Tiago Pinheiro, regente – As Pastoras, Os Pastores, As Rãs, Os Bichos, As Árvores.

- Coral Infanto – Juvenil da Escola de Música de São Paulo- Alcione Ribeiro, regente – O Banco, O Divã, O Pufe, A Cadeira de Palha, Os Números.

 

Outros artistas envolvidos

- Orquestra Experimental de Repertório – Jamil Maluf, regência e direção musical
- Balé Jovem de São Paulo , da Escola de Dança de São Paulo – Susana Yamauchi, diretora
- Cia. Imago – Fernando Anhê, diretor
- Lívia Sabag, direção cênica
- Fernando Anhê, cenários e figurinos
- Luiz Fernando Bongiovanni, coreografia
- Wagner Pinto, iluminação
- Simone Batata, visagismo
- Thiago Mori, tradução e adaptação.

SERVIÇO

 

Teatro Municipal
Praça Ramos de Azevedo, s/nº, São Paulo, SP
Tel.: 0/xx/11/8527-1088

 

De 12 a 16/10. Qua: 17h.; qui: 21h.; sáb: 20h.; dom: 17h.

 

Ingressos: de  R$ 70,00 –  R$ 40,00 -  R$ 15,00
Funcionamento da Bilheteria: 2ª a 6ª, das 10h às 19h, ou até o início do espetáculo.
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h, ou até o início do espetáculo.
Vendas pela Internet: www.ingressorapido.com.br/prefeitura e 11.4003 2050

Fonte: http://www.movimento.com/

 

Aquecimento para O Menino e os Sortilégios, que estará em cartaz no Theatro Municipal de São Paulo.

 

 

Ravel: L'Enfant et les Sortilèges; Ma Mère l'Oye

Violinista holandesa Isabelle Van Keulen toca em SP e Paulínia

O Teatro Cultura Artística-Itaim recebe nesta quarta-feira, dia 5 de outubro, a violinista holandesa Isabelle Van Keulen, que se apresenta acompanhada pelo contrabaixista Rudiger Ludwi, o pianista israelense Roglit Ishay e os Solistas de Paulínia. No dia seguinte, quinta-feira, os músicos se apresentam na cidade de Paulínia, no interior paulista.

 

No repertório, o Quinteto da compositora francesa Louise Farrenc, o Quinteto “A truta” op.114 de Franz Schubert e, na apresentação de Paulínia, também Quarteto nº 3 de Rossini.

Violinista e violista do mais alto nível, a holandesa Isabelle van Keulen tem uma sólida reputação nos palcos de concerto de todo o mundo. É uma das intérpretes mais procuradas e carismáticas de sua geração, já tendo se apresentado com orquestras como a Filarmônica de Berlim, a Royal Concertgebouw, a Bayerischer Rundfunk e a Sinfônica da Rádio de Viena.

FONTE: http://www.concerto.com.br/

DIVULGAÇÃO

Gustav MAHLER – Sinfonia nº 8 em Mi Bemol Maior – Sinfonia dos Mil

A Sinfonia no. 8 em Mi Bemol de Mahler dá continuidade ao ciclo integral que a Osesp tem apresentado das sinfonias do compositor, desta vez com a regência do grande maestro russo Gennady Rozhdestvensky.

Conhecida como a “Sinfonia dos Mil”, é uma obra monumental, composta por dois grandes movimentos, e reúne 320 artistas em palco: oito cantores solistas, coro duplo e coro infantil (202 cantores), orquestra (109 músicos) e regente.

 

Gennady Rozhdestvensky

Nasceu na Rússia e estudou piano e regência no Conservatório de Moscou. Aos vinte anos, estreou no Teatro Bolshoi, cuja orquestra dirigiu entre 1964-70. Foi diretor artístico da Orquestra Filarmônica Real de Estocolmo (1974-77) e regente principal da BBC de Londres (1978-81). Entre suas mais de 400 gravações, destacam-se as integrais das sinfonias de Shostakovich e Prokofiev (Selo Melodya).

 

Outros artistas envolvidos

- Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo

- Manuela Freua (soprano) –  MAGNA PECCATRIX

- Lisa Milne (soprano) –  UNA POENITENTIUM

- Talia Or (soprano) –  MATER GLORIOSA

- Silvia Tessuto (contralto) –  MULIER SAMARITANA

- Edineia de Oliveira (mezzo soprano) –  MARIA AEGYPTIACA

- Jon Villars (tenor) –  DOCTOR MARIANUS

- Douglas Hahn (barítono) –  PATER ECSTATICUS

- Nikolai Didenko (baixo) –  PATER PROFUNDUS

- Coro da Osesp

- Coro Juvenil da Osesp (vozes femininas)

- Coro Infantil da Osesp

- Coral Lírico Municipal

SERVIÇO

 

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, s/no.
Fone: 11 3223 3966
Dias 04 e 06.10, às 21h. e dia 08.10, às 16:30h.
Ensaio aberto no dia 03.10, às 18h.
Ingressos
Concertos – preços entre R$ 40,00 e R$ 135,00
Ensaio – R$ 10,00

FONTE: http://www.movimento.com/

Crítica de José Neistein no Blog de Ópera e Ballet:

"O ANEL DO NIBELUNGO"  DE WAGNER NA ÓPERA DE SÃO FRANCISCO.

 

Em junho e julho de 2011, a San Francisco Opera apresentou três vezes o ciclo completo das quatro óperas que compõem ”O Anel do Nibelungo”.

 

Esta obra de Richard Wagner, geralmente é considerada, no seu conjunto, como a maior obra jamais concebida para o palco operístico. Essa nova produção foi criada e dirigida por Francesca Zambello, e foi apresentada pela primeira vez por essa companhia como ciclo completo.

O regente foi Donald Runicles, ex-diretor da SFO, e tido como um dos maiores regentes wagnerianos hoje. As quatro óperas, “O ouro do Reno”, “A Valquíria”, “Siegfried” e “Crepúsculo dos Deuses”, foram apresentadas no correr de uma semana, de terça-feira à noite a domingo à tarde, num total de 17 horas de duração, três vezes, em três semanas consecutivas, na War Memorial Opera House, construída no grande estilo tradicional, em substituição à Grand Opera House, erigida no final do século 19, e destruída no terremoto de 1906. A nova casa foi inaugurada em 1935 com este ciclo, e com este ciclo ela acaba de celebrar seus 75 anos.

O elenco reuniu alguns dos melhores cantores wagnerianos desta geração, tais como Nina Stemme (Brünnhilde), Mark Delavan (Wotan), Stefan Margita (Loge), Jay  Hunter Morris (Siegfried), Jan Storey (também como Siegfried, no “Crepúsculo”), Gordon Hawkins (Alberich), Elizabeth Bishop (Fricka), David Cangelosi (Mime), Anja Kampe (Sieglinde), Brandon Jovanovich (Siegmund e Froh), e outros mais.

Composto entre 1853 e 1874 sobre libretto de sua própria autoria, “O Anel do Nibelungo” é inspirado na mitologia germânica reunida no poema épico alemão anônimo do século 13, “A canção dos Nibelungos”, e na mitologia nórdica. A primeira apresentação completa do Anel foi feita em 1876 em Bayreuth, na Alemanha, no teatro idealizado por Wagner, e em uso até hoje. Alguns de seus grandes temas são a atração pela fortuna e pelo poder, a beleza sagrada da natureza, e as forças destrutivas do homem.

O enredo da tetralogia, de fato um drama musical épico, gira em torno de um anel feito com o ouro roubado do Rio Reno. O anel só pode ser forjado por alguém que renuncie ao amor para sempre, e que dá ao seu possuidor poderes ilimitados. Mas o anel vem também com a maldição mortal que determina o destino de todas as pessoas que entram em contato com ele. Ao longo do ciclo, várias figuras míticas lutam para conseguir o anel, principalmente Wotan, o deus de todos os deuses.

Wotan luta para desfazer a maldição, tornando-se pai de um herói de coração puro, mas ele perde o controle dos acontecimentos, quando os seus filhos semi-mortais Siegmund e Sieglinde, e a valquíria Brünnhilde, também filha de Wotan, esta, porém, deusa imortal, desafiam as vontades de Wotan. Em certa altura da ação, o anel é conquistado pelo herói Siegfried, filho da união incestuosa de Siegmund e Sieglinde, o qual atravessa um círculo de fogo para despertar Brünnhilde, condenada por seu pai Wotan a um longo sono, por desobediência, já destituída de suas características divinas imortais.

Ao ser despertada por Siegfried, Brünnhilde se apaixona perdidamente por ele, e ele por ela. Como sinal de sua união, Siegfried dá o anel a Brünnhilde, e a  deixa, a caminho de outras aventuras. Numa delas, ele trai Brünnhilde, e é morto. Brünnhilde decide se sacrificar, a fim de restituir o anel à sua casa natural, que é o Rio Reno. Com isso, ela põe um fim aos poderes dos deuses, deixando entrever uma nova ordem.

Na visão de Francesca Zambello, uma das grandes diretoras de ópera da atualidade, ela localiza a ação do drama épico em quatro partes (“O ouro do Reno” é um prólogo, e as demais três óperas são jornadas), em vários momentos da história dos Estados Unidos, nos últimos 150 anos. Sua idéia era criar um “Anel” americano, nacionalizando, assim, uma mitologia que era originalmente germânica e nórdica.

O público recebeu a produção com grande entusiasmo, mas a crítica se dividiu em polos opostos, como por exemplo o crítico do “San Francisco Chronicle”, que legitimizou essa americanização da tetralogia, embora ela seja cantada no original alemão, com legendas em inglês, e a crítica de “The Wall Street Journal”, de Nova York, para a qual esta produção apresenta características  demasiado óbvias, tanto na americanização forçada da ação, como pela campanha, nela imbutida, contra a degradação do ambiente natural, justamente os dois pontos principais da conceitualização da diretora, no seu esforço de atualizar o ciclo, tirando-o da esfera mítica para relacioná-lo à realidade americana, e, com isso, falar mais de perto à audiência do país, através de dimensões históricas, com as quais ela se possa identificar. O que para um é o forte, para a outro, é o fraco, por achatar e banalizar o mito, em nome de um quotidiano intranscendente.

Seja como for, essa produção não deixa ninguém indiferente. No meu entender, certas cenas funcionam mais que as outras, mesmo no contexto americano, já que este foi o propósito básico. Por exemplo, as cenas do “gold rush” na Califórnia ilustram perfeitamente a ambição e a ganância, muito próximas do espírito do original, em ”O ouro do Reno”.

Já em “Siegfried”, o todo-poderoso Wotan se apresenta como um alto executivo, de terno e gravata, em seu escritóro no Central Park, e aí a desmitologização se dilui nas malhas do quotidiano. Em “A Valquíria”, o vilão Hagen aparece brincando com o controle remoto da televisão, e provoca a risada do público, no momento em que ela é inoportuna. Em algumas cenas de “Crepúsculo dos Deuses”, a diretora usa elementos de ciência-ficção, e consegue, com isso, restaurar o clima mítico da obra.

Esta produção é feita de centenas de detalhes, e apontar os contrastes entre o que funciona e não funciona poderia ser tedioso. Parece-me mais importante assinalar com clareza os acertos e desacertos. Entre aqueles, está a destreza com que o regente fez fluir o discurso musical da orquestra, noite após noite, nunca deixando e interesse do público cair. Entre os desacertos, está o fato de que a produção mais ilustra o “Anel” do que o realiza como um todo orgânico.

O ponto alto de toda a produção foi o extraordinário desempenho da soprano sueca Nina Stemme como Brünnhilde, nas três óperas em que a personagem aparece. Sua voz é forte, límpida, de firme suporte e ampla projeção, perfeito legato, belo timbre, e fascinantes dotes dramáticos. Atualmente, é a melhor Brünnhilde possível.

No confronto com ela, os demais cantores, mesmo os melhores, sofrem com a inevitável comparação. O Wotan de Mark Delavan foi muito convincente, mas desigual: vigoroso em “A Valquíria”, porém com menos sustentação em “Siegfried” e “Götterdämmerung”.

Gordon Hawkins como Alberich (o Nibelungo que forja o anel), esteve bom, mas não explorou todas as possibilidades vocais e dramáticas desse complexo personagem. Heidi Melton insuflou com sua voz lírica muita humanidade a Sieglinde. Os tenores, muito eficientes, mas sem muito brilho, nos deram Siegfried jovem, feito com ímpeto por Jay Hunter Morris, e o maduro, por Ian Storey, bom, mas com menos entusiasmo. Fricka, a implacável mulher de Wotan, teve em Elizabeth Bishop sua exuberante intérprete. Ótimas as vozes de Stefan Margite como Loge, Brandon Jovanovich como Siegmund, Andrea Silverstralli como Hagen, e RonnitaMiller, como Erda. Apesar das restrições, o conjunto de vozes e atuações manteve alto padrão nas quatro jornadas.

As ambições desta produção se sustentaram também com a inventividade dos cenários de Michael Yeargan, os figurinos de Catherine Zeiber, a imaginosa iluminação de Maria Mc Cullough, e as projeções e efeitos speciais de Jan Hartley e S. Katy Tucker. Impecável o coro, dirigido por Ian Robertson.

Esta apresentação do “Anel” mobilizou um grande número de instituições culturais, artísticas e sociais na realização de eventos paralelos, que transformaram a cidade num grande simpósio correlato. Deles, dou apenas alguns exemplos significativos:
- a Universidade de Stanford organizou um simpósio “Siegfried”;
- a Academia de Ciências da Califórnia ofereceu um seminário sobre “A consciência do meio ambiente no “Anel” , de Wagner”;
- a Sociedade Wagner da Califórnia patrocinou a palestra “A transformação dos heróis” e um simpósio sobre “O amor ao poder e o poder do amor no “Anel” de Wagner”;
- a San Francisco Opera organizou um ciclo de seis conferências introdutórias;
- o Museude Arte Asiática organizou um seminário sobre a influência do budismo no “Anel” de Wagner;
- todos os espetáculos na SFO foram precedidos de palestras introdutórias uma hora antes dos espetáculos;
- o Instituto Fromm apresentou “O Anel: música, mito e significado”;
- a Universidade de São Francisco patrocinou um seminário sobre a tetralogia, aberto ao público;
- o Contemporary Jewish Museum organizou a mesa redonda “Quem tem medo de Wagner”, versando sobre a resposta judaica à visão de Wagner dos judeus e as consequências políticas da música e dos escritos de Wagner;
- o Jewish Community Center of San Francisco organizou um painel para a discussão de “Wagner pela lente judaica: o enigma do gênio de Wagner e o anti-semitismo”.

Tendo Wagner composto música de extraordinária beleza e sendo ao mesmo tempo um anti-semita virulento, a discussão abordou as questões: é possível separar a obra do homem? Há evidência de anti-semitismo nas próprias obras, e foram elas manipuladas pelos nazistas? Qual deverá ser a resposta apropriada da comunidade judaica: banir o “Anel”, a exemplo de Israel, ou tentar se aproximar do assunto o mais perto possível, para entendê-lo melhor? O painel contou com o pronunciamento de grandes personalidades da vida cultural, intelectual e artística dos Estados Unidos.

Jose Neisten,Setembro /2011.

Fonte: http://www.movimento.com/

 

DVD LANÇAMENTO: ÓPERA

 

 

 

 

 

 Blog de Ópera e Ballet entrevista a bailarina Ana Botafogo.

   A bailarina Ana botafogo completa 35 anos de carreira e 30 anos como primeira bailaina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Para coroar o sucesso de tão grandiosa carreira esta encenando um clássico inédito em seu repertório. Marguerite e Armand , obra baseada em A Dama das Camélias , de Alexandre Dumas. Durante os 35 anos de balé Ana Botafogo dançou quase todos os personagens do balé clássico , é reconhecida mundialmente pela versatilidade, técnica e dedicação a dança . Participou da novela Páginas da Vida de Manoel Carlos, transmitida pela rede globo. Ana Botafogo concedeu uma entrevista ao Blog de Ópera e Ballet. 

 


Blog de Ópera e Ballet: Você estudou balé no Brasil e em outros países, conhece as duas realidades,  o nível do balé brasileiro é igual ao do exterior?

Ana Botafogo: Cada vez mais me impressiono com a qualidade dos bailarinos que se formam no Brasil. Temos um ensino de altíssima qualidade que vem formando grandes profissionais. Não por acaso, nos concursos de dança que são realizados no mundo inteiro, sempre temos brasileiros ocupando várias posições entre os primeiros colocados e as maiores companhias de dança da Europa e Estados Unidos têm também bailarinos brasileiros no seu quadro principal. Não devemos nada a nenhum país do mundo.


 
Blog: Você dançou quase todos os balés clássicos, qual personagem desses balés mais se identifica com você?

Ana Botafago: Sempre me identifico mais com os balés que contam histórias, são mais próximos de mim do que as narrativas mais abstratas. Difícil escolher apenas um, pois já dancei todos os personagens do balé clássico. Gosto muito da Coppelia, da Giselle, mas todas são fascinantes.


 
Blog :Diversos artistas brasileiros optam por priorizar sua carreira no exterior, você fez grande parte de sua carreira no Brasil. Quais motivos levaram você a ficar em sua terra natal?

Ana Botafogo: Na verdade, sempre sonhei em ser a primeira bailarina do Municipal do Rio de Janeiro e obtive grande reconhecimento aqui no Brasil e sempre que pude me apresentei pelo mundo afora levando a minha dança. Era importante também popularizar o balé no Brasil, divulgando o altíssimo nível profissional que alcançamos.


 
Blog: O que é mais difícil, ser atriz de novela ou primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro?

Ana Botafogo: Eu sou, antes de tudo, uma bailarina e dediquei minha vida inteiro à dança. Fui convidada para fazer a novela e quis vivenciar essa experiência, mas sei que ainda preciso estudar muito caso queira me tornar uma atriz. No momento, a minha dedicação total ainda é à dança.


 
Blog: A maioria dos pais brasileiros adoram que suas filhas façam balé. Quando um menino quer estudar balé os pais geralmente discordam ou mesmo proibem. O que deve ser feito para acabar com o preconceito em relação aos meninos estudarem balé ?

Ana Botafogo: Esse preconceito é cada vez menor. Uma prova disso é que o Brasil exporta mais bailarinos homens para o exterior do que jogadores de futebol. É uma profissão séria, que exige absoluta dedicação e disciplina e cada vez mais as famílias percebem que esse preconceito não faz sentido.



Blog:Marguerite será a última grande estreia de Ana Botafogo ? 

Ana Botafogo: Com certeza não. Sempre me perguntam quando vou parar, mas ainda não chegou a hora. Estou em excelente forma física e ainda posso me propor novos desafios, como é esse espetáculo.

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Carla Domingues será a protagonista nas récitas da ópera Rita, de Donizetti, com montagem da Orquestra Unisinos.

 

A regência é do maestro Evandro Matté. A direção cênica ficará a cargo de Luiz Paulo Vasconcellos e a iluminação será de Fernando Ochôa. Integram ainda o elenco Flávio Leite (Beppe) e Homero Velho (Gasparo).

Rita, ou Le mari battu (Rita, ou o marido que apanhava) é uma ópera cômica em um ato, composta por Gaetano Donizetti com libreto francês por Gustave Vaez. A ópera, uma comédia nacional que consiste de oito números musicais ligados por diálogos falados, foi concluída em 1841, sob o título original Deus hommes e une femme (Dois homens e uma mulher). Nunca foi apresentada durante a vida de Donizetti, tendo sido estreada postumamente na Opéra-Comique, em Paris, em 07 de maio de 1860.

Embora não tenha sido um grande sucesso na época e só esporadicamente levada à cena nos 100 anos após a sua estreia, a ópera foi revivida e calorosamente recebida, primeiro em Roma em 1955 e, em seguida, no Scala Piccola, em Milão, em 1965. No 50 anos que se seguiram, Rita tornou-se uma das óperas mais frequentemente apresentadas de Donizetti.

Em 2009, a Casa Ricordi publicou uma nova edição crítica da partitura, que restabeleceu o diálogo falado original francês e removeu as mudanças que haviam sido foram feitos para a sua estreia póstuma e em revivals subsequentes. A versão original francesa foi reconstruída pelos musicólogos italiano Paolo Rossini e Francesco Bellotto, a partir de um libreto manuscrito recentemente descoberto com anotações de autógrafas de Donizetti.

SERVIÇO

Theatro São Pedro – Porto Alegre

Dias 1.10, às 21h. e 02.10,às 18h.

Ingressos: ver no local

FONTE: http://www.movimento.com/

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 Ana Botafogo: Não é todo dia que se faz 35 anos de carreira.

 

   Antes de assistir a Marguerite e Armand, balé inspirado na Dama das Camélias de Alexandre Dumas no Teatro Alfa/SP, fui ver o único vídeo que possuo com a bailarina Ana Botafogo. A decepção dessa gravação é a capa, tudo gira em torno do bailarino Fernando Bujones, seu nome esta escrito em letras enormes e o de Ana Botafogo parece ser irrelevante. Programa gravado em 1984 pela extinta Rede Manchete e lançado pelo selo Kultur, algum executivo da gravadora imaginou que o nome Fernando Bujones vende bem, tremenda sacanagem. 

 Ana Botafogo, no frescor da juventude, encarna uma doce e suave Giselle no primeiro ato e dramática e sensacional no segundo. Bujones, já era reconhecido como um dos grandes bailarinos da segunda metade do século XX, mostra todo seu talento. A imagem e o som são precários, o corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro não decepciona. Uma gravação única, um documento raro do balé brasileiro.

   Nunca tive a oportunidade de ver Ana Botafogo ao vivo. Descubro essa semana que a grande bailarina vai se apresentar no Alfa. Corro para comprar os ingressos. Na sexta recebo o material para divulgação. Teatro Alfa com muitos lugares a disposição no evento, em minha mente Ana Botafogo lota qualquer teatro brasileiro. Imagino que faltou uma melhor divulgação  do evento.

   Três coreografias abrem o programa, um aperitivo interessante com a participação da Cia Jovem de Balé do Rio de Janeiro. Ana Botafogo ao lado de Joseny Coutinho nos brinda com "Sabiá" de Vasco Wellenkamp e música baseada na canção de Chico Buarque e Tom Jobim. Todas as coreografias interessantes, com representação acertada, mas nada empolgantes.

   O prato principal é Marguerite e Armand, coreografia de Frederick Ashton, de 1963, elaborada para a grande bailarina Margot Fonteyn. Acontecimentos rápidos , gestos dramáticos e um cenário perfeito são as grandes sensações da obra. Ana Botafogo está em grande forma, dança com leveza, flutua no ar. Mostra graciosidade nos movimentos ou força quando necessário, interpreta as cenas de maneira convincente e real. Sua técnica , aprimorada em anos de balé está no auge. Acompanhada do bailarino Frederico Fernándes , do Teatro Colón da Argentina, faz as dores e a paixão de Marguerite parecer reais. 

   A música original de Liszt, tocada ao piano pelo jovem Iván Rutskauskas, de volume elevado e sonoridade fraca. Não vi nada de "virtuoso pianista do Colón" que consta no material de divulgação. Os cenários simples e funcionais, os figurinos impecáveis e a luz ideal realçaram a apresentação. Cobrar R$ 20,00 pelo programa é exploração acintosa. 

   Marguerite e Armand pode ser a última grande estreia de Ana Botafogo, o último clássico de sua carreira. Torço para que não seja, se for, ela fechou com brilhantismo. Uma récita inesquecível, que ficará na memória, que pode fechar um ciclo de uma grande bailarina brasileira.  

Ali Hassan Ayache 

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Cortina Lírica de “A Noite do Castello” encerra o Mês de Carlos Gomes

Em setembro de 1861, Carlos Gomes estreou no Rio de Janeiro a sua primeira ópera. Agora, os 150 anos da obra do jovem “Tonico de Campinas” serão lembrados com uma cortina lírica no Teatro do Centro de Convivência.

 A montagem da cortina lírica da primeira ópera de Carlos Gomes, A NOITE DO CASTELLO, tem a intenção de festejar os 150 anos da première realizada em 04 de setembro de 1861, no Teatro Lírico Fluminense, no Rio de Janeiro. O compositor tinha então 25 anos e esse primeiro trabalho operístico marcou um grande triunfo. Para encerrar as comemorações do Mês de Carlos Gomes, a Secretaria Municipal de Cultura e a ABAL Campinas apresentarão uma récita do espetáculo no Teatro Interno "Luis Otavio Burnier", no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, no dia 28 de setembro de 2011, às 20 horas, com entrada franca. A Secretaria também se esforça também para realizar uma segunda récita na Concha Acústica (Auditório Beethoven), do Parque Taquaral. A cortina lírica marcará a estreia da Orquestra Cia. de Ópera Carlos Gomes, que tem a direção artística e a regência do maestro Hermes Coelho.

Segundo Alcides Acosta, presidente da ABAL Campinas, entidade responsável pela produção do evento, “a intenção da apresentação na Concha Acústica e também no teatro do Convivência, com entrada gratuita, e democratizar e popularizar as óperas de Carlos Gomes. A garantia do aspecto didático do espetáculo, é o fato da ópera ser cantada em português, o que permite a todos entenderem a estória, sem a necessidade de legendagem”.

O maestro Hermes Coelho regerá um grupo de solistas, orquestra e os corais “Collegium Vocale” e Ars Musicalis, que foram preparados pelo regente Sérgio Akira. A orientação cênica é de Jonas Rocha Lemos e seis solistas líricos encarnam os papéis principais: o barítono Sebastião Teixeira (Conde Orlando, pai de Leonor), soprano Pergy Grassi (Leonor), tenor Christian Dayner (Henrique, noivo prometido de Leonor, que se supõe morto na Terra Santa), tenor Nunno Dellalio (Fernando, noivo de Leonor), barítono José Luiz Águedo-Silva (Raymundo, um velho andarilho), e o mezzosoprano Karine Martimbianco (Ignez, mãe de Leonor).

A ópera é baseada no libreto de Antônio José Fernandes, construído sobre o poema do poeta português Antônio Feliciano de Castilho. Conta que Henrique partira para a Terra Santa, incorporado à Primeira Cruzada, deixando seu amor, a jovem Leonor, sua prima de quem gostava desde criança. Os anos passam, mas o Cavaleiro das Cruzadas não volta. Supõem-no morto. Um jovem nobre, Fernando, chega para abrasar o peito da moça. Empolgada pela paixão, ela se entrega ao seu novo amor. Fernando, já seu amante, tem com Leonor encontros noturnos numa cabana existente no parque do Castelo, propriedade de seu pai, o Conde Orlando. Henrique regressa da Terra Santa e descobre os amores clandestinos daquela que lhe tinha sido prometida. Na véspera do casamento, quando os amantes em passeio pelo parque encontram Henrique, este lhes barra o acesso e Fernando é desafiado para um duelo. O combate termina com a morte de Fernando. Leonor, reconhecendo o homem a quem dedicara seu primeiro amor, quase enlouquece. A vingança de Henrique não pára, entretanto. Decide matar Leonor também. Quando está para executar o trágico crime, o Conde Orlando e fere de morte o assassino de Fernando. Só então reconhece seu sobrinho Henrique, já agonizando. Henrique, que muito amava e respeitava o tio, pede perdão. Perdoa a Leonor pelo perjúrio e desonra e morre. Leonor, enlouquece e se mata. Para concluir, tão ao gosto da época, o espectador sai com a impressão que o Conde Orlando também morrerá, visto que ele diz no final da ópera: “A este golpe não resisto... meus dias já vão findar...”

A Orquestra Cia. de Ópera “Carlos Gomes” de Campinas, formada para esta montagem, é integrada por músicos profissionais com experiência orquestral. O objetivo principal agora será a preparação de óperas, focalizando essa manifestação musical e divulgando o estilo. Vem completar uma lacuna existente nessa área na cidade de Campinas e região. A orquestra contribuirá para o aproveitamento de jovens músicos recém-formados pela Unicamp e escolas técnicas da região dando-lhes a oportunidade de iniciar uma carreira orquestral. O maestro Hermes Coelho possui ampla experiência na área orquestral, o que possibilitará um crescimento humano e musical aos integrantes e a garantia de um trabalho de alta qualidade artística. O maestro Hermes Coelho é o curador e diretor artístico do Festival de Música Sacra de Campinas, cuja nona edição ocorreu em 2011. Foi premiado com a Medalha Carlos Gomes, pela contribuição Artística e Cultural à Cidade de Campinas em 2000, 2003 e, por duas vezes, em 2006. Em 2004 recebeu o Diploma de Honra ao Mérito “Herbert de Souza – Betinho”, com a Orquestra de Câmara Ars Musicalis, por trabalhos prestados à comunidade. Em 2008, venceu o concurso para maestro titular da Orquestra Sinfônica de Americana. Atualmente é regente titular da Orquestra de Câmara e Coral Ars Musicalis, Orquestra de Câmara da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Canto Coral Exsultate, (SP), Coral do Círculo Militar de Campinas e Coral Deloitte de São Paulo.

 Sebastião Teixeira, barítono, viverá o personagem Conde Orlando. Ele foi duas vezes premiado pela APCA como melhor cantor erudito e constam em seu repertório mais de trinta óperas. Interpretou os papéis principal em Il Barbiere di Siviglia, La Boheme, Carmen, La Forza del Destino, Don Pasquale, Madame Butterfly, Cavalleria Rusticana, I Pagliacci, Il Cappella di Paglia di Firenze, Pedro Malazarte, Dido and Eneas, Tenente Kijé, Pelleas et Mélissande, Candide, Les Pêcheurs de Perles, LÌtaliana in Algeri, Il Travatore, Jenufa e Salbador Rosa entre outras.

Grande Intérprete de Carlos Gomes, gravou o oratório “Colombo” para a IV Cutlura de São Paulo. Cantou ao lado de artistas como Elena Obraztsova, Leona Mitchell, Lando Bartolini e Arthur Thompson e sob a batuta de Eugene Kohn, Isaac Karabtchesvisky, Ira Levin, Karl Martin, Jamil Maluf, John Neschiling, Claudio Cruz, Mário Zaccaro, Roberto Tibiriçá, Roberto Minczuk, T. Collaccioppo, L.F.Malheiro, A.Sangiorgi, L. Friend, G. Mannis, Silvio Barbato entre outros. Teixeira também interpretou o papel-título da ópera “Chagas” de Silvio Barbato, em estréia mundial na sala Palestrina do Palazzo Pamphilj sede da embaixada brasileira em Roma, em novembro de 2008.

 Como Leonor aparece Pergy Grassi, soprano natural de Dois Córregos, São Paulo, Pergy graduou-se em Música pelo Instituto de Artes do Planalto-UNESP. Participou do “XI Curso de Música Barroca y Rococco” em San Lorenzo de El Escorial (Espanha), e de diversos masterclasses, destacando-se com Fedora Barbieri(Itália), Julie Simson(EUA),Emmanuel Stroesser(França), Daniel Taylor(Canadá) e Sherrill Milnes(EUA). Em 1996 esteve em Budapeste aperfeiçoando técnica vocal e repertório com Mª Tereza Uribe e Tamás Salgó. Atualmente, é orientada pelo famoso soprano Nina Voziki. Foi finalista premiada no VI Concurso Villa-Lobos, em Vitória-ES e no IV Concurso Interpretação da Canção de Câmara Brasileira, em SP. Como idealizadora e cantora tem se apresentado desde 1994 nos recitais cênicos “A Carta” e “O Realejo- Imagens de Nossa Terra”. Atuou junto a orquestra na “Missa”, de Igor Stravinsky; e nas óperas “Dido e Eneas”(Purcell) como Belinda; “Flauta Mágica” (Mozart) como Primeira Dama; “Norma”(Bellini) como Norma e “O Barbeiro de Sevilha”(Rossini) como Berta. Participou de especiais sobre Música Colonial Brasileira para a Radio e TV Cultura e Rede Globo, tendo apresentado este mesmo repertório no “III Festival Internacional de Música Renascentista y Barroca Americana- Misiones de Chiquitos 2000”, Bolívia. Em 2003 apresentou-se como solista no “Messias” de Haendel com a Camerata Antiqua de Curitiba sob a regência do Maestro Nicolau de Figueiredo(Suíça/França). Vem se apresentando em Cortinas Líricas e em recitais camerísticos em São Paulo, Paraná, e Rio Grande do Sul. Em 2005 participou do projeto 60 Anos Itaú, e no mesmo ano, em primeira audição mundial apresentou e gravou o CD das obras do compositor e maestro José Tescari no projeto "Maestro Tescari - Compondo o Futuro", realizando o recital "Canções" pelo SESC Araraquara. Em 2008 participou do “Réquiem” de Mozart, “Gilda” da ópera “Rigoletto”, na série “Scena Lírica”, nas séries “Hebraica Meio-Dia” e “Encontro com a Ópera”,como Primeira Dama, da “Flauta Mágica” de Mozart e como “Manon” na ópera “Manon” de Massenet levada para diversas salas de concerto no estado de São Paulo e capital.

 O tenor Christian Dayner encarna Henrique. O tenor é nascido em Campinas e desde 2007 estuda o Canto Lírico, no registro de tenor ligeiro, sob a orientação da professora Suzana Cabral. Realizou aulas de aperfeiçoamento vocal, técnica e interpretação de ópera com a Soprano Neyde Thomas. Estuda também, teoria elementar da música e piano sob a orientação da professora Lucielena Terribile. Foi solista em recitais realizados na Igreja Presbiteriana do Jardim Guanabara e na Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos (ABAL), interpretando árias de Mozart, Bellini, Verdi, Donizzeti e Puccini. Participou de Máster Class com o Tenor Kohdo Tanaka, Tamas Salgo - Maestro e Co-repetidor da Allame Opera House de Budapest – Ungria e Abel Rocha - Maestro Residente e Diretor de Vozes da Primeira Companhia Brasileira de Opera sob Direção Artística de John Neschling. Participou da 28º Oficina de Musica de Curitiba de 10 a 20 de Janeiro de 2010, no curso Técnica e Interpretação de Ópera ministrada pelos Digníssimos Cantores e Professores de Canto Neyde Thomas e Rio Novello, interpretando Arias de Óperas de Mozart, Donizetti e Rossini. Sua apresentação foi realizada na Capela Santa Maria em dois Concertos de Alunos de Canto realizados pela Oficina de Musica com co-repetição do pianista e maestro Joaquim Espírito Santo. De 09 a 19 de 2011 participou da 29º Oficina de Musica de Curitiba – Ópera Stúdio – Gianni Schicchi interpretando o papel de Rinuccio, A opera foi apresentada no teatro Guairinha e executada a piano pelo pianista e maestro Joaquim Espírito Santo. A ópera teve como regisseur Walter Neiva.

 No personagem Fernando o público ouvirá o tenor Nunno Dellalio. Nunno teve seu primeiro contato com a música através do Sr. Otávio Busca, mestre titular da Corporação Musical Santa Cecília, de Itatiba. Iniciou estudos de violino com Antonio Carlos Lacerda e integrou-se ao Coral Quatro Cantos regido por César Cerassomma Junior, em Itatiba. Participou do curso de regência coral e técnica vocal pelo CCA da PUC-Campinas com a Profa. Ana Yara Campos. Estudou canto lírico primeiramente com a prof. Rosa Cioffi, de Itatiba, e depois com outros vários professores. Cantou na ópera LO SCHIAVO, de Carlos Gomes, em setembro de 2004 junto a OSMC (Orquestra Sinfônica de Campinas) sob regência do Maestro Cláudio Cruz e direção de Fernando Bicudo, no Teatro “José de Castro Mendes”, em Campinas e como tenor nas recitas menores da mesma ópera, apresentadas na PUCC e UNICAMP cantando o personagem Américo. É professor de italiano e trabalhou como tradutor na montagem da ópera, bem como apoio no idioma para o restante do elenco. Em 2005 cantou como convidado no coro da ópera DON GIOVANNI, de W.A. Mozart, junto da OSMC, sob regência do Maestro Cláudio Cruz e direção cênica de Beppe de Tomasi (Itália) e coro da UNICAMP, sob regência do Maestro Carlos Fiorini, no coro dos camponeses e coro dos espíritos, também no teatro “José de Castro Mendes” em Campinas. Em 2006 participou de Masterclass com o tenor japonês Kohdo Tanaka, em Campinas na sala “Carlos Gomes” e em 2007 participou do Master Class, com a então cantora Regina Elena Mesquita, do teatro Municipal de São Paulo. Mantém uma intensa atividade artística na região de Campinas, se apresentados em diversas salas nas cidades de Itatiba, Jundiaí e Campinas. Foi finalista do primeiro Concurso Nacional de Canto Lírico ''Estímulo a Jovens Talentos'' Carlos Gomes, no Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) em Campinas, em 2008, ficando entre as 06 (seis) finalistas. Atualmente dedica-se às apresentações da ABAL-C, com repertorio operístico e canções, como tenor solista, e participa em eventos e cerimonias em casamentos e recepções.

 

A ABAL Campinas, que assina esta produção juntamente com a Secretaria de Cultura, se constitui em um dos principais programas para a popularização da música operística e canções de compositores eruditos e semi-eruditos em Campinas, existindo há 29 anos. Em 18 de dezembro de 2011 a entidade celebrará 30 anos da série “Encontros Musicais”. A ABAL Campinas foi criada a partir de uma reunião realizada em outubro de 1981, na sede da Associação Campineira de Imprensa (ACI). No encontro, quando foi cunhado o lema “Para Nossa Voz Queremos Vez”, um grupo de artistas, liderado por Alcides Ladislau Acosta, gerou uma atividade semanal de recitais de solistas líricos, conjuntos de câmera, corais e declamadores. A assembleia extraordinária de fundação ocorreu no salão social do Clube Semanal de Cultura Artística, na Avenida Irmã Serafina, em 16 de abril de 1982, com a presença de autoridades, apreciadores da música lírica, cantores e músicos, e também, de outros membros da comunidade artística de Campinas. Para poder realizar a série de recitais “Encontros Musicais” a ABAL Campinas reivindicou e obteve da Secretaria de Cultura um espaço desocupado à época, existente no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, em 1982, e ali estabeleceu a sala que denominou “SALA CARLOS GOMES”. Ali permaneceu realizando atividades artísticas por cerca de 10 anos. Temporariamente o espaço da “SALA CARLOS GOMES” foi explorado comercialmente pelo CAFÉ DE LA RECOLETA. Entretanto, no início da ADMINISTRAÇÃO atual, o espaço foi devolvido às suas finalidades culturais e artísticas, mantida a denominação de “SALA CARLOS GOMES”, dada pela ABAL Campinas, e a entidade voltou a realizar, regularmente, os recitais líricos da série “ENCONTROS MUSICAIS”.

DVD LANÇAMENTO: BALÉ

 

 

 

 

Artigo de Marcus Góes no Blog de Música , Ópera e Ballet.

Presença brasileira na Música Européia.

O sete de setembro me fez vir à mente uma composição de célebre  autor de outro país relacionada com o Brasil.

 

Essa composição é a  mais que célebre entrada do “brasileiro” na opereta La Vie Parisienne, de Jacques Offenbach (1819/1880), criada em Paris em 1866, com libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy.

Todos cantarolam ou assobiam a melodia dessa parte da famosa opereta, símbolo musical de toda a estética burlesca  offenbachiana, estreitamente ligada ao que depois se denominou “can can”, sem saber que é ela a arquetípica “canção do brasileiro”. Pasmem os leitores: os mesmos libretistas da Carmen, de Bizet, foram capazes de ironizar e ridicularizar o “brasileiro”,  já naqueles  tempos visto em Paris como um dos “tipos” característicos da “vie parisienne”, rico, ingênuo e gastador, com as seguintes palavras :

“Je suis le brésilien / j´ai de l´or /

Et j´arrive de Rio-Janère/

Plus riche aujourd´hui que naguère/

Paris, je te reviens encore!/

Deux fois je suis venu  déjà/

J´avais de l´or dans ma valise/

Des diamants à ma chemise/

Combien a duré tout cela ?/

…O Paris! Paris! En six móis/

Tu m´as tout raflé/

Et puis,vers ma jeune Amerique/

Tu m´as, pauvre et mélancolique /

Delicatement remballé !

Je ne suis pas mort, j´ai gagné/

Tant bien que mal, de sommes folles/

Et je viens pour que tu me voles/

Tout ce que là-bas j´ai volé ! “

 

Não é de certo confortante verificar que já naquela  época o brasileiro em Paris era visto como um turista desonesto e gastador a ser, por sua vez, roubado por uma Paris também desonesta e aproveitadora. Hoje em dia as coisas não  mudaram muito…

Mas deixada de lado a Moral, o fato é que ficou a música do “brasileiro” como uma espécie de emblema da música de burla e “vaudeville” de um dos períodos mais férteis e bem humorados da trajetória do tipo. Pena que a relação do Brasil com esses fatos seja ignorada por quase todos os brasileiros. Todos, repito, cantarolam ou assobiam a melodia da canção. Quem quiser verificar, procure na internet.

MARCUS GÓES-SETEMBRO 2011

Fonte: http://www.movimento.com/

ANA BOTAFOGO COMPLETA 35 ANOS DE CARREIRA E 30 COMO PRIMEIRA BAILARINA DO THEATRO MUNICIPAL ENCENANDO  CLÁSSICO INÉDITO EM SEU REPERTÓRIO

`Marguerite e Armand’, baseado em ‘A Dama das Camélias’, de Dumas, terá apresentações em Curitiba (17/09, no Teatro Guaíra), São Paulo (24 e 25/9, no Teatro Alfa) e Rio de Janeiro (1 e 2/10, no Theatro Municipal)

 

Lá se vão 35 anos desde que Ana Botafogo dançou profissionalmente pela primeira vez, no tradicional Les Ballets de Marseille. Com uma estreia estimulante, o que se viu depois foi uma trajetória meteórica. Na volta ao Brasil, ingressou como bailarina principal do Balé Teatro Guaíra (de Curitiba) e, cinco anos depois, em 1981, debutou no lendário Theatro Municipal do Rio de Janeiro já como primeira bailarina. Nestas três décadas, interpretou os papéis principais das mais importantes obras do repertório da dança clássica, como ‘Coppélia’, ‘O Quebra Nozes`, ‘Giselle’, ‘Romeu e Julieta’, ‘Don Quixote’, ‘O Lago dos Cisnes’, ‘Floresta Amazônica’, entre várias outras. Há 35 anos, os grandes momentos do balé clássico brasileiro passam, inevitavelmente, pelos pés de Ana Botafogo.

Para celebrar a dupla comemoração, os 35 anos de carreira e 30 como primeira bailarina do Theatro Municipal, Ana se propôs um novo desafio: escolheu ‘Marguerite e Armand’, uma versão de ‘A Dama das Camélias’, de Alexandre Dumas, com coreografia de Frederick Ashton, criada em 1963, especialmente para a bailarina inglesa Margot Fonteyn, uma das maiores de todos os tempos. Nesta primeira montagem– que chegou a ser apresentada no Brasil, em 1967 - Armand  foi interpretado por Rudolf Nureyev, que formou com Margot a mais famosa parceria da história do balé.

- Pensei muito até definir qual personagem eu interpretaria. Queria algo novo , que nunca tivesse dançado . Quando me ocorreu a Marguerite, não tive dúvida. Há alguns anos Dalal Achcar e Peter Wright sugeriram que este era um balé talhado para mim. Pouco depois foi a vez de Bibi Ferreira  dizer que havia visto Margot dançar, que esta coreografia tinha elementos dramáticos  e  ela me imaginava neste papel . Decidi-me – contextualiza Ana. “É um papel sob medida para este momento da minha carreira, para uma bailarina experiente e com tantos anos de estrada. Marguerite e Armand é a culminância dos clássicos que eu já encenei nestes 35 anos “, complementa.

Ana terá como partner, no papel de Armand, Federico Fernández, o principal bailarino do Teatro Colón. Os dois dançarão a música original de Liszt, no ano do bicentenário de nascimento do compositor húngaro. Completando, há as participações especiais dos bailarinos Marcelo Misailidis e Joseny Coutinho que interpretam, respectivamente, o pai de Armand e o duque.

Os  cenários e figurinos do espetáculo são do teatro argentino . Além de Federico Fernández, a montagem contará também com o jovem e virtuoso pianista do Colón,  Iván Rutskauskas. A regência fica a cargo do maestro Henrique Morelenbaum, que também participou da estreia de Ana Botafogo como primeira bailarina do Theatro Municipal, em ‘Coppélia’, e regeu para Margot Fonteyn quando ela esteve no Brasil em 1967 . A remontagem é de Grant Coyle, o principal coreólogo do Royal Ballet, de Londres.

A turnê que marca os 35 anos de carreira de uma das mais importantes bailarinas do país começa dia 17 de setembro, no Teatro Guaíra. Na apresentação de Curitiba, a primeira parte  constará da coreografia ‘Treze Gestos de um Corpo’ - da portuguesa Olga Roriz, e música de Antonio Emiliano -, com participação do Balé Guaíra (no qual Ana Botafogo estreou profissionalmente no Brasil), e  ainda do ‘Dupo Beatriz , de “ O Grande Circo Mistico “,  coreografia de Carlos Trincheiras . Na sequência, o espetáculo segue para São Paulo, dias 24 e 25, no Teatro Alfa. E, finalmente, aporta no Rio Janeiro, 1 e 2 de outubro, no Theatro Municipal.  No Rio e em São Paulo haverá a participação da Cia Jovem de Ballet do Rio de Janeiro nas coreografias  ‘Mozarteando’ e ‘FugA_Technic@’ (de Éric Frédéric, e música de Alexander Bàlànescu). Ana Botafogo dançará ainda, com Joseny Coutinho, a coreografia ‘Sabiá’ (de Vasco Wellenkamp, com base na canção de Chico Buarque e Tom Jobim).

 

Sinopse

 

Na Paris da primeira metade do século XIX, a elegante cortesã Marguerite se deixou conquistar pelo amor do jovem Armand. Quando os dois decidiram viver juntos, o pai de Armand, preocupado com a reputação da família e o casamento da filha, implorou a Marguerite que rompesse a relação. Culpada por sua condição e buscando a redenção pelo sacrifício, Marguerite se afastou de Armand sem que ele soubesse a razão. Revoltado, Armand se vingou humilhando Marguerite publicamente. Tuberculosa e endividada, Marguerite foi abandonada pelos amantes e falsos amigos. Somente depois de sua morte, Armand descobriu o sacrifício feito por ela.

 

                                                                                       

Crítica: Ballet de Leipzig no Theatro Municipal de São Paulo. 

  

A rica e variada programação do ano de reabertura do Theatro Municipal de São Paulo trouxe no último dia 21/09 a trupe do Ballet de Leipzeg. No repertório uma obra incompleta de Wolfgang Amadeus Mozart, A Grande Missa. Uwe Scholtz (1958-2004) colocou a mão na massa e fez de tudo nesse trabalho: Encenação, coreografia, cenários e figurinos.

  A obra de Mozart é fragmentada, para uni-la em uma única peça Uwe Scholtz acrescentou variados trabalhos de Mozart e obras de outros compositores. Ficou uma salada russa sem azeite e maionese. A intenção é discutir as grandes questões da fé, tema de grande relevância para a humanidade. Sabemos que tudo pode ser representado através da arte, a dança pode abarcar essa idéia. A estética moderna pode levar a caminhos tortuosos, mas é fácil se perder nos seus diversos ardis.

  Primeiro pecado do balé é não apresentar a música orquestrada ao vivo. Temos diversas orquestras que podem e devem fazer esse trabalho. A coreografia intercala músicas de Mozart e outros compositores, na missa geralmente os bailarinos estão de branco , nas outras composições estão de preto. Nas cenas brancas temos movimentos simples e repetidos a exaustão. Os dançarinos utilizam todo o palco em diversas cenas, solos de pequena duração em movimentos curtos  e saltos baixos. Nas cenas negras a característica são movimentos estranhos, ora engraçados e muitas vezes caóticos.  

   Mistura de dança moderna e peça sagrada não é um casamento perfeito nesse trabalho. Sem lógica nos movimentos e nas cenas e sem a menor ideia central. Trabalho extremamente longo e penoso de assistir, sem grande inspiração. Os bailarinos exibem excelente técnica.  Uma conclusão sem o menor nexo, todos vestem suas roupas do dia a dia e se sentam no palco olhando para o infinito. Se você alterar a música e mantiver a coreografia, por exemplo, sai a Grande Missa e entra uma música pop do século XXI, ou um Cazuza ou as músicas da Legião Urbana o resultado é o mesmo. Não existe inspiração, nada que lembre o sagrado ou que nos leve a uma reflexão sobre a espiritualidade ou religiosidade do homem moderno. 

   Aqueles que foram ao teatro e tiraram diversas fotos, se esbaldaram de aplaudir. Os entendidos fizeram caras de poucos amigos e aplaudiram com moderação. Vir da longínqua Alemanha para apresentar uma coreografia desse nível, é melhor ficar por lá comendo salsichas.

Ali Hassan Ayache     

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 São Paulo Companhia de Dança chega a Buenos Aires esta semana

 

 

 Criada pelo Governo do Estado de São Paulo, em 2008, a SPCD apresenta obras de seu repertório no Festival Internacional de Buenos Aires, na Argentina, pela primeira vez

 

 

Depois de uma bem sucedida temporada de espetáculos em Baden-Baden, Alemanha, a estreia de uma nova obra no repertório em sua temporada em São Paulo e de diversas apresentações com casa lotada pelo interior do Estado, a São Paulo Companhia de Dança, criada e mantida há três anos pelo Governo do Estado de São Paulo, se prepara para realizar sua segunda apresentação internacional de 2011. O grupo embarca para Buenos Aires esta semana, para apresentar três coreografias de seu repertório no Festival Internacional de Buenos Aires (FIBA), no Teatro Presidente Alvear, nos dias 24 e 25 de setembro, às 21h.

 

“As turnês internacionais atestam a qualidade atingida pela SPCD em tão pouco tempo de atividade”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo. “Por isso, quando a SPCD realiza apresentações no interior e litoral de São Paulo, temos a certeza de que estamos ampliando o acesso do público paulista a espetáculos de altíssimo nível”, completou.

 

No repertório: Gnawa, de Nacho Duato, Prélude à l’aprés-midi d’un Faune, de Marie Chouinard e Sechs Tänze, de Jíri Kylián. Em Buenos Aires, também no dia 25, dentro do eixo dos Projetos Educativos e de Formação de Plateia da SPCD, será realizada uma Oficina para Bailarinos – Repertório em Movimento, com Karina Mendes, professora e ensaiadora da Companhia. As inscrições estão esgotadas.

 

FIBA | Com direção artística de Darío Lopérfido o FIBA é um dos mais importantes festivais de arte contemporânea da América Latina. Criado em 1997 contempla espetáculos nacionais e internacionais de qualidade e tem como objetivo apresentar diferentes estéticas e tendências do teatro, da dança, das artes visuais e musicais, provocando uma reflexão sobre a própria criação.

Serviço:

São Paulo Companhia de Dança | em Buenos Aires

Teatro Presidente Alvear (av. Corrientes, 1659)

Gnawa, de Nacho Duato, Prélude à l’aprés-midi d’un Faune, de Marie Chouinard e Sechs Tänze, de Jíri Kylián

Dias 24 e 25 de setembro| 21h

Ingressos: $ 30 a $ 70

 

ATIVIDADES EDUCATIVAS E DE FORMAÇÃO DE PLATEIA

Oficina para Bailarinos

Repertório em Movimento, com Karina Mendes

Dia 25 de setembro | Atividade gratuita | Inscrições esgotadas

   DVD CRÍTICA: O Espelho d'água de Katia kabanova.

 

   Leos Janácek compôs parte expressiva de sua obra nas duas últimas décadas de vida. Um amor fulminante por uma jovem, de então 25 anos de idade, fez a inspiração do compositor tcheco aflorar de maneira arrebatadora. A Raposinha Esperta, Da casa dos Mortos, O caso Makropolus e Katia Kabanova pertencem a esse período de grande inspiração. A ópera em três atos Katia Kabanova é, ao lado de Jenufa, a obra prima do compositor. Inspiração elevada ao limite, que representa a dor apaixonada do ser humano.  
 Música extremamente pessoal, composta com frases curtas e repetitivas que não se adaptam a nenhum gênero. Óperas de Janácek não têm grandes árias e sim recitativos com personagens simples, humildes e alguns deles complexos. O importante em sua obra é a música, que mostra a personalidade dos personagens. A orquestra narra a ação, e nela expressa profundas emoções. As falas são coadjuvantes. Janácek constrói linhas melódicas adequadas a cada personagem de suas óperas, música que reflete o sentimento e o caráter . De beleza única e um lirismo que faz chorar o mais frio dos machistas. 

  

 A gravação lançada em DVD e Blu-Ray pelo selo FraMusica e realizada no Teatro Real de Madri, em 2009, tem toda beleza da música de Janácek e muito mais. Uma leitura profunda, inédita e singular do diretor Robert Carsen. O espelho d'água presente em todo o palco e durante toda a apresentação é o personagem principal dos eventos. Símbolo máximo do Rio Volga, em torno dele se passa todo o drama. Tudo é mínino, com a ausência de cenário e uma luz em degradê no fundo do palco, onde cores se alternam de acordo com o desenrolar da peça; a luz do fundo se mescla a um espelho que reflete as cenas aquáticas, em um lindo efeito visual. Uma interpretação inesquecível, irretocável e com unidade durante toda a apresentação. Ópera moderna da melhor qualidade, leitura diferenciada com inteligência que segue o libreto.
 Os cantores não colocam os pés na água: as dançarinas, verdadeiras ninfas ou almas perdidas do rio Volga, moldam peças de madeira conforme o desenrolar da ação. Acabam sendo parte do cenário. Mais um efeito de arrepiar. Carsen muitas vezes opta pela expressão em detrimento do canto. O Rigoletto de Felipe Hirsch apresentado no Teatro Municipal de São Paulo em 2011 utilizou esse mesmo recurso do espelho d'água no terceiro ato. Deve ser pura coincidência. 

 

Karita Mattila encontra um equilíbrio entre canto e encenação, foge da cafonice apaixonada e faz uma Katia sedutora e melancólica. Sua voz tem sublime emissão, peso e um timbre pujante. Uma das melhores atuações desse soprano em vídeo. Os demais solistas estão em estado de graça: todos interpretam e assumem seus papéis com realismo e cantam com consistência e segurança. 
  A Orquestra do Teatro Real de Madri toca com paixão e entusiasmo, parece familiarizada com as difíceis passagens líricas de Janácek. A regência de Jirí Behlolávek é possante e estável. Entende a penetrante música do compositor e a transpõe no teatro. A imagem digital em Blu-Ray é de grande qualidade, e as entrevistas com o diretor e o regente realçam ainda mais as ideias contidas na função. Um dos melhores lançamentos de 2011.

Ali Hassan Ayache 

 

     

Victor Hugo Toro assume a Sinfônica de Campinas.

O maestro chileno Victor Hugo Toro, que foi assistente de John Neschling na Osesp, acaba de assumir o posto de regente titular da Orquestra Sinfônica de Campinas, no interior paulista. O anúncio, realizado na tarde desta terça-feira, teve também a divulgação da nova diretora administrativa do grupo, a advogada, empresária e produtora cultural Adriana Camargo Canguçú .

 

Victor Hugo Toro chegou ao Brasil para participar do II Concurso Internacional de Regência Orquestral da Osesp, conquistando o primeiro lugar e ocupando o posto de regente assistente e diretor artístico assistente da Osesp, ao lado de John Neschling. Ele também participou da temporada inaugural da Cia Brasileira de Ópera e manteve atividade no Brasil no comando de orquestras como a Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas e a Sinfônica da Bahia, além de outros grupos latino-americanos como a Sinfônica de Sodre (Uruguai), da Universidade Nacional de Cuyo (Argentina), de Rosário (Argentina) e da Filarmônica da Universidade Nacional Autônoma do México (OFUNAM).
 
Além do trabalho com orquestras jovens de seu país, Victor Hugo é também compositor e suas obras têm sido interpretadas por diversos grupos sinfônicos e de câmara. Em 2008 foi escolhido um dos 100 líderes jovens do Chile pelo jornal “El Mercurio” e em 2009 recebeu uma homenagem da Câmara Municipal de São Paulo pelo trabalho em prol da música, a sociedade paulistana e o acercamento cultural entre Chile e Brasil. Entre 2009 e 2010 foi regente principal da Orquestra Sinfônica do Sodre, no Uruguai, e regente residente da Companhia Brasileira de Opera, com quem realizou tournée de 89 espetáculos por 15 cidades brasileiras.

Victor Hugo nasceu em Santiago, graduou-se pela Faculdade de Artes da Universidade do Chile e realizou estudos de regência orquestral com David del Pino Klinge, além de ter se aperfeiçoado com os maestros Jean Fournet, John Neschling e Kurt Masur.

Fonte: http://www.concerto.com.br/

Crítica de Marcus Góes, Tosca do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Uma Pequena Porção.

Por motivo de mal súbito e subsequentes problemas de saúde, só pude estar presente ao  primeiro ato da TOSCA do dia 10/09 . Mas, como para quem sabe ler um pingo é letra, permito-me algumas observações.

 

Sempre que escrevo sobre a ópera TOSCA,  lembro, com incontido sorriso, que Sardou, autor da peça teatral em que se baseia a ópera, disse que os críticos são aquelas pobres criaturas que querem sempre saber o que é que ele Sardou vai fazer amanhã quando acordar…Victorien Sardou (1831-1908), famosíssimo e festejadíssimo teatrólogo francês do final do século XIX e início do século XX, escreveu várias peças em que o toque principal foi sempre a busca da teatralidade. “La Tosca”, criada em 1887 por Sarah Bernhardt, talvez seja a mais teatral de todas as suas peças.

Por isso, logo ao saber de sua existência, muitos compositores pensaram em transformá-la em uma ópera, e o mais famoso e bem sucedido destes foi Giacomo Puccini (1858-1924), e  TOSCA, como ópera, foi estreada em Roma em 1900, depois de muitas tratativas entre o compositor, os libretistas Luigi Illica e Giuseppe Giacosa e o próprio Victorien Sardou, tendo este tomado parte muito ativa nas adaptações da peça, nas palavras do libreto, nos cenários e figurinos e na encenação geral.

Isso tudo concedeu a TOSCA o título de ópera mais teatral já composta, segundo a opinião de quase todos os estudiosos, dividindo-o com “I Pagliacci” (1892), de Leoncavallo, “Carmen” (1875), de Bizet, e “Salomé” (1905), de Richard Strauss. Portanto, não só os que a cantam, mas os que a encenam e executam em seus instrumentos, têm de ter sempre em mente que estão usando suas capacidades artísticas tanto para a música e o canto quanto para o teatro. Esse terá sido certamente o motivo que levou Puccini a escolher como criadora da ópera no papel título o soprano Haryclé Darclée, afamada “attrice cantante”.

Na presente edição do TMRJ, a vocalidade dos três cantores principais, exibida no ato que vi,o soprano norte-americano Sondra Radvanovsky, de voz ampla, robusta e maleável, o tenor brasileiro Thiago Aracam, de agudos mais que convincentes, e o barítono espanhol Juan Pons, de voz expressiva mas carente de maior volume em certas passagens (baccano in chiesa,dimenticare Iddio), esteve quase sempre dentro da linha canto/teatro aconselhável.  Além disso, fora dessa relação canto/teatro, os três solistas principais cantaram muito bem no ato que presenciei, principalmente na partes em que se deseja sempre um robusto volume, com as exceções apontadas.

A parte cênica, dirigida por Carla Camurati, apesar de certas modernosidades tão em moda em nosso maior teatro, foi efetiva e agradável de se ver. Houve decerto bom aproveitamento das cenas mais teatrais de todo aquele ato, como a entrada de Scarpia, a “cantoria”, os enravecimentos de Tosca, a submissão de Spoletta, as gaiatices do Sacrristão.

O soprano Sondra tem voz ampla e maleável, plena de recursos de ffff´s, pppp´s, mezza voce e  alto teor dramático e o que vi e ouvi foi excelente.

A presença e atuação do regente Silvio Viegas à frente da OSTMRJ foram como sempre ponto alto do ato. Em Tosca, Puccini utilizou bizarras combinações instrumentais e variadíssimas aliterações rítmicas, e o regente Silvio Viegas, sensível como ele só, soube valorizar no ato que vi todos esses elementos a um grau máximo, inclusive nas muitas passagens de alternância de ffff’s e pppp’s.

Esse ato de TOSCA, prenúncio do que viria depois segundo a opinião de muitos experts, foi a melhor coisa que a regisseuse Carla Camurati realizou ao conduzir encenações de ópera. Pelo efetivíssimo e muito bonito primeiro ato que vi, aplaudo com entusiasmo, lamentando profundamente não ter visto tudo. Mas quem me contou como foi o que não vi entende muito do assunto…

MARCUS GÓES – SET 2011

Fonte: http://www.movimento.com/

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"A Grande Missa", de Mozart, pelo Ballet de Leipzig.

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O Leipzig Ballet é uma das poucas companhias do Ballet alemão, com mais de 50 bailarinos procedentes de mais de 20 países distintos.

Pouco depois que Uwe Scholz assumiu a companhia de ballet da Ópera de Leipzig, em 1991, ele nomeou a companhia como “Leipziger Ballet”, ou seja, o Ballet de Leipzig, e, desde então, este nome está intimamente ligada ao estilo coreográfico de Scholz, bem como à grande tradição da sinfônica da cidade. Desde que Uwe Scholz  começou a trabalhar em Leipzig, muitas de suas obras se conectaram com a vasta gama de compositores que passaram por Leipzig  ou fizeram de Leipzig seu  local de trabalho, como Richard Wagner, Johann Sebastian Bach e Felix Mendelssohn.

Mesmo que a dança tenha tido sempre em Leipzig uma grande tradição, nunca esta cidade foi tão importante para o balé como agora, com Scholz e o Ballet de Leipzig.

 

Uwe Scholz

uwe scholz 250 A grande missa, de Mozart, pelo Ballet de Leipzig

Uwe Scholz

Nasceu em Hessen (1958) e fez suas primeiras lições de balé aos 4 anos. Aos 6 anos, ingressou no Landestheater de Darmstadt, para continuar dançando. Em 1973, John Cranko aprovou seu ingresso na Escola de Ballet do Teatro do Estado de Württemberg, em Stuttgart, onde se graduou em 1979.

Neste mesmo ano, foi contratado pelo Ballet de Stuttgart, onde Marcia Haydée o encarregou de coreografar várias peças, influenciando poderosamente em sua trajetória posterior. Em 1980, fez um contrato com Haydée para produzir coreografias, o que fez com que se retirasse da função de bailarino. Com 2 anos, chegou a ser coreógrafo residente, após a morte de Cranko.

Sua visão acerca da interpretação ideal da dança não se limita a uma simples tentativa de alcançar a perfeição, pois está mais interessado na habilidade dos bailarinos, para poderem transmitir numa ideia através da linguagem corporal.

Scholz entregou-se de corpo e alma a esta ideia, como Diretor Artístico e como coreógrafo chefe, e criou para sua companhia um repertório que representa um contínuo desafio para os mais de 50 bailarinos. Com uma peça clássica como “A bela adormecida”, uma sinfonia clássica ou um trabalho como “A grande missa”, ele oferece tanto à sua trupe quanto ao público um balé teatro sempre mutante.

SERVIÇO

 

Teatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/no.
Fone: 11 3397 0327

Dias 21, 22 e 23, às 21h. e 24.09 às 20h.

Ingressos entre R$ 15,00 e R$ 70,00

Fonte : http://www.movimento.com/

DIVULGAÇÃO

 

Após o sucesso da ópera Suor Angelica, apresentada ano passado, mais uma vez Vitória tem o privilégio de assistir à ópera Pagliacci, de Ruggero Leoncavallo.

 

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Reconhecida em todo o mundo por sua história emocionante e já interpretada por grandes nomes da música clássica como Pavarotti e Plácido Domingo, agora a ópera ganha voz com cantores de destaque estadual e nacional que prometem transmitir ao público capixaba toda a emoção dessa trama que mistura humor, amor, drama e tragédia.

A ópera nos leva à Calábria do final da década de 1860, no dia da Festa da Assunção da Virgem, quando a trupe de Cânio (o chefe da companhia), Nedda (esposa de Cânio), Beppe e Tonio chega para mais uma noite de espetáculo na praça. Nedda, sufocada pelo ciúmes de Cânio, se acerta com o jovem aldeão Sílvio e eles planejam fugir. No entanto, tudo é descoberto e inesperados atos são cometidos por amor.

Este espetáculo inédito com orquestra no Espírito Santo é a realização de seu diretor executivo, o produtor cultural Tarcísio Santório, idealizada pela Associação Coro de Câmara de Vitória, e tem a frente o maestro Cláudio Modesto (Coro de Câmara de Vitória e Coral da Ufes) como diretor musical. A regência será de Leonardo David (Maestro da Orquestra Camerata SESI) e a direção geral de Francisco Mayrink (MG).
O elenco

- Rinaldo Leone (SP – Canio/Pierrô)
- Janette Dornellas (DF – Nedda/Columbina)
- Edison Aude (MG – Tonio/Taddeo)
- Alessandro Santanna (ES – Sílvio)
- Dayvison Martins (ES – Beppe/Arlequim)
- João Marcos Charpinel (Aldeão I)
- Marco Antônio Cypreste (Aldeão II)

- Coro de Câmara de Vitória e trupe do Circo Miúdo.

 

 

SERVIÇO

 

Theatro Carlos Gomes
Informações: (27) 3132-8396

Dia 23/09 (sexta-feira) às 20h30
– Entrada gratuita (retirar ingressos uma hora antes na bilheteria do teatro)
Dia 24/09 (sábado) às 20h30
– Ingressos na Bilheteria ou no www.ingresso.com.br : R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia)
Dia 25/09 (domingo) às 19h.
– Ingressos na Bilheteria ou no www.ingresso.com.br : R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia)

FONTE: http://www.movimento.com/

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