A contralto parisiense Nathalie Stutzmann responde por um dos mais extraordinários talentos vocais e musicais de sua geração.
Capaz de aliar rara versatilidade à técnica privilegiada, essa excepcional intérprete apresenta-se com igual virtuosismo como recitalista, solista de concerto e cantora de ópera.
Dona de amplo repertório, que contempla as obras mais importantes do barroco, do romantismo e da música contemporânea, Stutzmann é presença de destaque no cenário erudito mundial, do Carnegie Hall de Nova Iorque ao Scala de Milão.
Idêntica tem sido sua consagração no mundo do disco, que já a agraciou com o Diapason D"Or e o Grammy, dentre outros prêmios. Seus recitais ao lado da pianista sueca Inger Södergren tiveram início em 1994, e têm sido alvo de rasgados e merecidos elogios desde então.
Sala São Paulo - SP
SÉRIE BRANCA - dia 21.09 às 21h.
Schubert
Die schöne Müllerin
SÉRIE AZUL - dia 22.09 às 21h.
Schubert
Drei Klavierstücke
Schwanengesang
Teatro João Caetano - RJ
No progrma, obras de Schubert
Ingrssos
Sala São Paulo
De R$ 60,00 a R$ 130,00
Estudantes até 30 anos, pagam R$ 10,00 meia hora antes do espetáculo, na bilheteria.
Teatro João Caetano
R$ 200,00 e R$ 120,00
fonte: movimento.com
Dia 27 de setembro, domingo, às 15h, será a estreia do documentário Notas Soltas Sobre Um Homem Só de Carlos de Moura Ribeiro Mendes sobre Camargo Guarnieri no Cine Odeon, dentro da programação do Festival do Rio 2009.
O documentário é uma ampliação do projeto Camargo Guarnieri - 3 concertos para violino e a Missão, patrocinado pela Petrobras, e nele encontramos preciosas entrevistas de Guarnieri - do acervo da família – as quais apenas recentemente tornaram-se disponíveis. Notas Soltas Sobre Um Homem Só não terá exibição comercial posteriormente. “A exibiçao no festival do Rio é uma rara oportunidade para se conhecer mais sobre este talentosíssimo criador”, comenta o diretor, que também assina a edição. A produtora é a Berço Esplêndido Produções Cinematográficas.
Sinopse
Notas Soltas Sobre Um Homem Só fala da obra, do método de criação e do homem que foi Camargo Guarnieri, a partir de entrevistas com alguns dos compositores mais expressivos da atualidade, de depoimentos históricos do próprio Guarnieri (acervo da família), de verdadeiras aulas ao piano sobre as principais características de sua criação, da execução integral do concerto nº 1 para violino e orquestra (o qual não era tocado há 60 anos), e de uma conversa franca, sensível e didática entre o regente Lutero Rodrigues e o violinista Luiz Filipe sobre sua música.
A execução integral do Concerto nº 1 para Violino e Orquestra foi gravada ao vivo no Theatro Municipal de São Paulo, em agosto de 2008, sob a licença da Associação dos Músicos da Orquestra Sinfônica Municipal do Theatro Municipal de São Paulo (G-10), com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, regência de Lutero Rodrigues e, como solista, o violinista Luiz Filipe, que tocou em um violino Lorenzo Storioni de 1774 pertencente ao Governo Alemão e oferecido pela Deutsche Stiftung Musikleben de Hamburgo.
O projeto Camargo Guarnieri 3 concertos para violino e a Missão, que originou o documentário Notas Soltas Sobre Um Homem Só, destaca a importância do compositor Camargo Guarnieri (1907-1993) para a música clássica brasileira e retrata seu envolvimento com as propostas do Departamento de Cultura, criado por Mário de Andrade. Contemplado pelo Programa Cultural Petrobras 2007 - Memória das Artes, o projeto mostra a atuação do músico na Discoteca Pública Municipal, hoje Discoteca Oneyda Alvarenga do Centro Cultural São Paulo, e no Coral Paulistano do Theatro Municipal de São Paulo.
Para este projeto, foi produzida uma caixa com um DVD, um CD-ROM e um encarte gráfico. O DVD traz a gravação de Três concertos para violino e orquestra e um documentário sobre a vida do músico. O CD-Rom contém arquivos sonoros do Acervo Histórico da Discoteca Pública Municipal, documentos digitalizados da Missão de Pesquisas Folclóricas, todas as partituras editadas dos concertos gravados, pesquisas, além de depoimento em áudio do próprio compositor.
Apesar de ser um dos compositores brasileiros de música erudita mais tocados, apenas cerca de 120 dentre os mais de 700 títulos de Guarnieri foram impressos. O Centro Cultural São Paulo promoveu a edição das partituras dos três concertos para violino de Guarnieri e também produziu o primeiro registro audiovisual desses concertos com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência do maestro Lutero Rodrigues, tendo como solista o violinista Luiz Filipe. Além dos três concertos para violino, Guarnieri compôs 7 sonatas para violino e piano. O acervo do compositor está catalogado no IEB - USP - Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo. Esse projeto está disponível no site CCSP – Camargo Guarnieri: http://www.centrocultural.sp.gov.br/cg/home.html
Notas sobre os concertos de Guarnieri por Flávio Silva: “Camargo Guarnieri compôs três obras para violino e orquestra: o concerto de 1940, o choro de 1951 e outro concerto, em 1953. Lutero Rodrigues observou que o choro foi composto "imediatamente após a Carta Aberta ( 1950), no momento mais combativo da vida do compositor em prol do nacionalismo musical". Em programas de concerto, o compositor declara que "preferiu choro [em vez de concerto] porque a mensagem, ou melhor, a linguagem musical é nacional, própria do autor e com raízes na terra".
Uma interpretação literal dessa citação poderia levar à conclusão de que o concerto seguinte, e o anterior, não teriam essas características, mas Lutero Rodrigues assinala que essa mudança de designação não corresponde a nenhuma alteração de linguagem musical, e conclui: "Como não há diferença formal significativa entre choro e concerto, pode-se afirmar que a escolha deste ou daquele termo foi ditada mais por critérios pessoais do que estéticos".
A "Carta aberta aos músicos do Brasil" criou uma forte discussão no Brasil sobre estética musical. Escrita em 07/11/1950 por Camargo Guarnieri e divulgada inicialmente por folhetos, a carta foi também publicada em jornais, entre os quais o Estado de São Paulo, quando passou a ter respostas por parte do compositor H. J. Koellreutter convidando Guarnieri para um debate público no MASP, que não chegou a acontecer.
A grosso modo pode-se dizer que houve uma divisão entre a corrente da música nacionalista e a corrente da música de vanguarda que incluía, entre outras, a técnica dodecafonista. Hoje, este assunto faz parte da história da música brasileira, tendo sido muito debatido e esporadicamente retorna como tema de debates e conferências. O leitor poderá se aprofundar neste assunto consultando a bibliografia referente, com destaque para "Abrindo uma carta aberta" in Camargo Guarnieri - o tempo e a música, de Flávio Silva, Ed. Imprensa Oficial-2001. (Nota do coordenador deste projeto)
Fonte: movimento.com
Depois da bela apresentação da OSESP, agora temos Der Rosenkavalier em DVD.
Offenbach com direção de Walter Felsenstein.
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