O TEMPO E A SÃO PAULO CIA DE DANÇA.  

Tempo, palavra complexa, abstrata e implacável. Tudo gira em torno dele. Com ele adquirimos sabedoria e maturidade. Com o tempo envelhecemos, aprendemos e o principal, vivemos. Para atingirmos níveis de excelência em nossa área precisamos dele. Alguns sabem enganá-lo e ludibriá-lo, conseguem brincar com a abstração. O que leva décadas para se conseguir, fazem em poucos anos. Isso sóocorre com uma conjunção ideal de fatores. A São Paulo Cia de Dança é um dos raros fenômenos que enganaram o tempo, precisaram pouco dele para atingir um nível de qualidade única. A apresentação , no Teatro Alfa dia 27/08/2011 me deixou com essa impressão.

    Acostumado a freqüentar teatros de todos os gêneros há alguns anos: ópera, balé, concerto, peças, musicais. Poucas coisas me emocionam, me deixam perplexo, me tiram o sono. Nesse mesmo dia o compatriota Anderson Silva faria sua defesa de título pelo UFC Rio, estava louco para assistir sua luta (meu gosto é eclético). A São Paulo Cia de Dança me fez esquecê-lo. Quatro coreografias, quatro apresentações únicas, onde tudo deu certo.

   Legend (1972)de John Crancko é a exuberância da técnica. Passos complexos, de elevada dificuldade, expostos a movimentos apaixonados pelos dois bailarinos. Uma coreografia empolgante, expressiva, que contagia o espectador.  Luisa Lopes e Norton Fantinel mostraram grande virtuosismo, técnica superior em passos árduos e de difícil execução. Pequenas falhas são compensadas quando o risco e o limite dos movimentos levam a plasticidade.  Coreografia inspirada na grande bailarina russa Galina Ulanova (1910-1998), eterna primeira bailarina do Bolshoi. Assisti com ela um Romeu e Juliet no Bolshoi , 1954. Grande técnica, aliada a movimentos expressivos. Pena que foi em DVD.

   A forma caracteriza Inquieto (2011) de Henrique Rodovalho. Traços e linhas se multiplicam como mágica, deixando o espaço cênico complexo. Movimentos que levam as inquietudes, que mostram as complexidades de vida moderna. Coreografia que induz o espectador a reflexão. Os bailarinos tiraram de letra, dançaram com vivacidade . Grande interpretação cênica e musical. A música de André Abujamra e  os figurinos de Cássio Brasil adaptam-se perfeitamente ao contexto da obra.

   Tchaikovsky Pas de Deux (1960) de George Balanchine é puro balé clássico. Marcelo Gomes e Paula Penachio mostraram todo o virtuosismo que exige a coreografia. Inspirada no Lago dos Cisnes a coreografia tem grandes desafios . Velocidade, rotações, quedas e grandes saltos. Vindo do American Ballet Theater, Marcelo Gomes mostrou técnica de sobra . A prata da casa Paula Penachio dançou com delicadeza e refinamento. Bailarina de técnica apurada e uma beleza incontestável, me apaixonei por ela desde o ensaio.

   Confesso que torci o nariz quando vi o ensaio de Supernova (2009) de Marco Goeck. No teatro , ao vivo , tudo muda. Passos frenéticos , rápidos como a vida nas grandes metrópoles, são misturados a diversos elementos. Luz , fogo e pequenas pedras atiradas no palco expressam cenicamente energia e contraposição. Movimentos curtos, cheios de energia e contrastes. Coreografia reflexiva que mostra o contemporâneo do contemporâneo da dança. Muitas vezes choca o espestador.

   A observação é matéria prima de minha escrita. Sentada na fileira de trás uma moça delirava, boquiaberta com a precisão e a dificuldade dos números. Comentava com seu companheiro, se deliciava com os grandes saltos, aplaudia com entusiasmo. Parecia estar em outro mundo, aqueles momentos mágicos que a dança proporciona, únicos e delirantes. Terminado o espetáculo fui correndo para casa, deu tempo de ver o Anderson Silva massacrar o japonês na luta pelo título do UFC. Depois disso tudo , o sono dos justos, realmente uma noite como poucas.  

Ali Hassan Ayache  

Legend

 

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Vito Clemente faz homenagem a Puccini no Theatro São Pedro/SP

Neste sábado, dia 27, e domingo, dia 28, o maestro italiano Vito Clemente presta uma homenagem ao compositor Giacomo Puccini no Teatro São Pedro, em São Paulo, com a participação da orquestra da casa. Alguns dos mais conhecidos duos e árias de Puccini poderão ser ouvidos nas vozes da soprano Elayne Casehr e do tenor Marcello Vannucci.

 

Dentre os trechos a serem interpretados estão Che gelida manina, Si, mi chiamano Mimì e O soave fanciulla da ópera La Bohème; Un bel dì vedremo de Madama Butterfly; Senza Mamma de Suor Angelica; Recondita armonia, Vissi d'arte e Lucevan le stelle de Tosca e Nessun dorma da ópera Turandot.

O maestro Vito Clemente, que tem atuado em diferentes montagens brasileiras nos últimos anos, é diretor musical da Temporada de Ópera do Teatro da Fortuna, em Fano, e da Orquestra de Câmara Tomaso Traetta.

Fonte: http://www.concerto.com.br/

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Pianista Cyprien Katsaris toca em São Paulo e Rio com OSB e Minczuk

Na terça-feira, dia 30 de agosto, a Orquestra Sinfônica Brasileira volta a São Paulo para mais um concerto da série Safira. A apresentação, na Sala São Paulo, tem regência de Roberto Minczuk e a presença do pianista franco-cipriota Cyprien Katsaris, que toca o Concerto nº 5, Imperador, de Beethoven. A OSB interpreta ainda a Sinfonia nº 104, Londres, de Haydn, e a Sinfonia nº 1, Clássica, de Prokofiev. O mesmo programa é apresentado no Rio de Janeiro no dia 3 de setembro.

 

Vencedor de diversos prêmios, honrarias e condecorações em concursos por suas gravações, como o Rainha Elizabeth da Bélgica, o Grand Prix Du Disc Frédéric Chopin e Artista da Unesco pela Paz, Cyprien Katsaris já se apresentou com maestros como Leonard Bernstein, Mstislav Rostropovich, Simon Rattle, Charles Dutoit, Ivan Fischer, Nikolaus Harnoncourt, Kent Nagano, Charles Mackerras e Jukka-Pekka Saraste. Gravou para os selos Teldec, Sony Classical, EMI, Deutsche Grammophon, BMG-RCA, Decca, Pavane e pelo seu próprio, PIANO 21. Participou de uma série de 13 programas sobre Chopin em coprodução com a NHK do Japão, além de ter sido protagonista em outros dois filmes sobre seus concertos, dirigidos por Claude Chabrol e François Reichenbach.

Nascido em Marselha em 1951, Cyprien Katsaris iniciou os estudos aos quatro anos em Camarões, onde morou com a família, e se formou pelo Conservatório de Paris.

Fonte: http://www.concerto.com.br/

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Kirov Ballet se apresenta na Quinta da Boa Vista, no Rio, no feriado de 7 de setembro, em apresentação gratuita.

 

Com os ingressos esgotados para sua temporada carioca, que acontece entre os dias 31 de agosto e 04 de setembro, no Theatro Municipal, o Ballet Kirov, principal companhia de dança em todo o mundo, fará uma nova apresentação na cidade, e desta vez, gratuita. Ela vai acontecer no feriado do dia 07 de setembro, às 17h30, na Quinta da Boa Vista.

É um presente para os cariocas e os nossos visitantes que estiverem no Rio no feriado”, destaca o prefeito Eduardo Paes, que viabilizou a apresentação, através da RIOTUR, junto à produtora nacional da turnê, a Dell´Arte Soluções Culturais, e ao Bradesco Seguros, que patrocina toda a turnê nacional. A apresentação conta ainda com o apoio da GLOBO RIO

Estamos felizes em proporcionar a cidade e seus visitantes um espetáculo de rara beleza e rica tradição”, frisa Eduardo Paes. “O Rio de Janeiro cada vez mais assume seu papel de servir de palco para grandes eventos internacionais e manifestações culturais do porte do Ballet Kirov do Teatro Mariinsky, de São Petersburgo, a mais celebre companhia de dança do mundo. A iniciativa conta com a valiosa parceria do Bradesco Seguros, que também entende a importante função da cultura para o desenvolvimento da sociedade”.

Esta é a quarta turnê do Ballet Kirov no país, a primeira nos últimos 10 anos. E será a segunda vez que eles se apresentam gratuitamente para o público carioca – na temporada brasileira de de 1998 eles fizeram uma apresentação gratuita para 50 mil pessoas na Enseada de Botafogo.

O Secretário de Turismo da cidade, Antonio Pedro Viegas Figueira de Mello, aposta em uma apresentação histórica: “Será um evento único, de rara beleza e muita emoção, para um público de todas as idades. Uma celebração perfeita que reúne a tradição de uma companhia com 300 anos de história e a beleza de um dos cartões postais da cidade maravilhosa”.

A nova turnê do Kirov pelo país, que assim como as anteriores leva a assinatura da Dell´Arte Soluções Culturais, começou no dia 23 de agosto e vai até o dia 10 de setembro, com 16 apresentações em três capitais – São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Para a apresentação gratuita na quinta da Boa VIsta, eles dançarão “Chopiniana”, balé com música de Chopin coreografado pelo lendário Michel Fokine e o segundo ato do célebre “Lago dos Cisnes”. (Programa sujeito a alteração)

Símbolo do balé clássico em todo o mundo, a mais aclamada companhia de todos os tempos, o  Kirov Ballet é também uma história de tradição e sucesso que tem 273 anos. Em seus palcos surgiram os maiores balés de todos os tempos, espetáculos como “Don Quixote” e “La Bayadère” e três grandes peças assinadas por Tchaikovsky, “O Lago dos Cisnes”, “A Bela Adormecida” e “O Quebra-nozes” — ainda hoje entre os maiores sucessos da companhia. Nos palcos do Kirov nasceu também a genialidade dos maiores bailarinos da história, como Anna Pavlova, Vasláv Nijinsky, Rudolf Nureyev, Natalia Makarova e Mikhail Baryshnikov.

Tanta excelência transformou a companhia em um padrão para o mundo inteiro – o mais alto patamar que um bailarino pode almejar e conquistar. Pertencer ao Kirov é pertencer ao “dream team” da dança mundial, ter seu nome inscrito na história da dança. Suas apresentações nos cinco continentes são eventos disputados, que não decepcionam os mais exigentes amantes da dança mundial. Assim foi em suas três passagens anteriores pelo Brasil, em 1996, 1998 e 2001, assistido por mais de 120 mil pessoas, incluindo uma apresentação ao ar livre, realizada na temporada de 2001 na Enseada de Botafogo, para mais de 30 mil espectadores, a maior apresentação de um balé clássico no país.

fonte: movimento.com

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Parsons Dance & East Village Opera Company.

Considerada um dos expoentes do cenário da dança contemporânea, a companhia norte-americana Parsons Dance está de volta ao Brasil.

 

Em uma realização da Dell’Arte Soluções Culturais, em setembro o grupo retorna ao país,  três anos depois de sua última passagem por aqui, para apresentar uma das principais peças de seu repertório: o espetáculo Remember Me, que tem música ao vivo assinada e executada pelo EVOC – East Village Opera Company, celebrado grupo de rock na cena teatral dos Estados Unidos, especialista em dar um tom moderno e elétrico à ópera e aos clássicos.

Com uma agenda de apresentações internacionais lotada pelos próximos três anos, a Parsons Dancerealiza anualmente turnês por todo o mundo. Em seu currículo contabiliza mais de mil e quinhentas apresentações nos seis continentes, mostrando peças de um repertório que, atualmente, possui mais de setenta obras, algumas criadas especialmente para ela.  Em 2008 fez uma turnê pelo Brasil com duas peças musicadas por Milton Nascimento, que lotou apresentações em seis cidades.

O East Village Opera Company (EVOC) reúne 11 músicos em uma mistura rara: dois vocalistas, um quarteto de cordas, teclado, duas guitarras, baixo e bateria. Tudo isso somado a um visual impactante, típico das bandas de rock.

“Remember Me” teve sua estreia mundial no The Joyce Theater (Nova York), em 2009, com a casa completamente lotada. É uma releitura moderna de uma clássica história de amor. Com dança contemporânea, dança aérea, música ao vivo, projeções de vídeo, complexo esquema de iluminação digital e efeitos visuais, “Remember Me” é a produção mais ambiciosa já criada por David Parsons em 22 anos de carreira.

 

A Parsons Dance Company

A Parsons Dance é uma companhia comprometida com a criação de novas platéias para a dança contemporânea, a partir da criação de obras americanas de extraordinária vocação artística, que estão conquistando o público mundo a fora. Anualmente, a companhia empreende turnês regionais, nacionais e internacionais.

Em Nova Iorque já se apresentou no Joyce Theater, City Center, The New Victory Theater, Central Park Summerstage, The Guggenheim Museum e no Metropolitan Museum of Art. Apresentou-se também nos festivais de Spoleto (Itália), Charleston e Melbourne. Foi a única companhia a participar de três festivais de Spoleto em um único ano. Dançou também no Jacob’s Pillow por seis temporadas consecutivas. Apresentou-se nos teatros mais importantes do mundo, aí incluídos o La Fenice (Veneza), Maison de la Danse (Lyon), Teatro Municipal do Rio de Janeiro e o Kennedy Center for the Performing Arts (Washington, D.C).

A companhia é integrada por 10 bailarinos fixos e mantém um repertório de cerca de setenta obras, vinte das quais com partituras originais encomendadas a grandes compositores e músicos, aí incluídos Dave Matthews, Michael Gordon e Milton Nascimento. A Parsons Dance colaborou com muitos outros artistas de destaque como Julie Taymor, William Ivey Long, Annie Leibovitz, Donna Karan e Alex Katz.

O grupo é altamente reconhecido por suas residências baseadas na comunidade e já deu centenas de máster classes, palestras ilustradas e workshops, beneficiando milhares de pessoas de todas as idades.

Em 1991, a Companhia participou de uma gravação da Rádio Dinamarquesa para um programa de televisão que foi transmitido para todos os Estados Unidos, Europa e América do Sul. Nos Estados Unidos, apresentações televisivas incluíram, entre outras, a série “Behind the Scenes” da emissora educativa PBS, transmitida para todo o país no outono de 1992, o canal a cabo Bravo, a rede A & E e o New Jersey Channel. Em 1994 a Parsons Dance e o Billy Taylor Trio foram apresentados em uma transmissão ao vivo da Nebraska ETV Network, com seu trabalho conjunto Step Into My Dream. AParsons Dance recebe, desde 1989, apoio financeiro público do “National Endowment for the Arts” e do Conselho de Artes do Estado de Nova Iorque.

A Companhia apresentou-se em Nova Iorque no “New Year’s Eve for Times Square 2000”, uma maratona de vinte e quatro horas de espetáculo, comemorativa da chegada do Milênio em todos os quadrantes do mundo. Além de terem sido programadas no “CBS Sunday Morning” e no canal “Discovery”, as apresentações da Companhia para este projeto foram vistas pelos milhões que lotaram a Times Square, assim como por um bilhão de pessoas do mundo inteiro, que assistiram às festividades via satélite. A sede de a Parsons Dance localiza-se na Rua 42, bem no coração criativo de Nova Iorque.

Site Oficial: http://www.parsonsdance.org

SERVIÇO

 


RIO DE JANEIRO

 

Theatro Municipal
Praça Floriano, s/nº –  Centro

Dias: 21 e 22 de setembro (quarta e quinta-feira), às 20h30

Preços:
Frisa e camarote  (6 lugares) ……………………….  R$ 900,00
Plateia   ………………………………………………………..  R$ 150,00
Balcão nobre  ………………………………………………  R$ 150,00
Balcão superior …………………………………………..  R$   90,00
Galeria  ……………………………………………………….   R$   40,00

Vendas: Disque Dell`Arte: 3235-8545 
http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/

Abertura vendas: 22 de agosto

30% desconto:
Flyer eletrônico/impresso promocional Dell´Arte
Assinantes O Globo
Clientes e funcionários Unimed Rio
Funcionários Braun
* descontos não cumulativos

 


BELO HORIZONTE

 

Palácio das Artes
Avenida Afonso Pena 1.537, Centro

Dias 24 de setembro (sábado), às 21h.

Preço:
Plateia I  ……………………………………………………….. R$ 80,00
Plateia II  ……………………………………………………… R$ 80,00
Plateia superior  …………………………………………..  R$ 80,00

20% desconto:
Assinantes Estado de Minas na compra de ate 2 ingressos
Flyer eletrônico/impresso promocional DellArte
* descontos não cumulativos

Vendas: Palacio das Artes
Informações: (31) 3236-7400
Bilheteria: segunda-feira a sábado, de 10h às 21h, e aos domingos e feriados, de 14h às 20h

Call Center Dell´Arte: 4002-0019 (custo de ligação local)
Abertura vendas: a definir
Site: http://www.fcs.mg.gov.br/home/default.aspx

 


SÃO PAULO


Teatro Abril

Av. Brg. Luís Antônio, 411 – Bela Vista

Dia 28 de setembro (quarta-feira), às 21h.

Preço:
Camarote   ……………………………………………………. R$ 150,00
Plateia  …………………………………………………………. R$ 120,00
Balcão A  ………………………………………………………. R$   70,00
Balcão B ……………………………………………………….  R$   50,00

20% desconto:
Flyer eletrônico/impresso promocional Dell´Arte
Funcionários Braun
* descontos não cumulativos

Vendas: Disque Dell`Arte: 4002-0019
Bilheteria Teatro:
Teatro Abril – 2ª a Sáb, 12h às 20h; Dom, 14h às 20h;
www.ticketsforfun.com.br

Fonte: movimento.com

Crítica de Marcus Góes para o Blog de Música , Ópera e Ballet.

“CRÍTICA DE MARCUS GÓES” DO ESPETÁCULO DE 27/08/2011 ,OSB ,REGENTE ROBERTO MINCZUK, SOLISTA VIOLINISTA  LARA ST. JOHN

A OSB , agora regida por seu titular Roberto Minczuk, apresentou-se no TMRJ no dia 27 de agosto de 2011,em variadíssimo , equilibrado e bem bolado programa.Tivemos o mais que famoso concerto em ré maior para violino e orquestra de Tchaicovsky , a conhecida e querida sinfonia n. 104 de Haydn e a popular sinfonia “Clássica” de Prokofiev.

Em todas as peças executadas sentiu-se a mão firme e incisiva do regente Minczuk, preciso ao dar entradas e a comandar cortes  , inspirado na escolha dos tempos e dos diferentes estilos , visivelmente dedicado a sua arte e a seu métier. Minczuk nos tem dado cada vez mais a imagem de um regente de orquestra profissional e ao mesmo tempo apaixonado pela Música, tal o seu entusiasmo no pódio e fora dele .

Indo agora a outro pólo , diremos que o maior problema dos instrumentos de corda é a afinação, e com as atuais condições de acústica do TMRJ não nos foi possível concluir nada nessa área .Foi possível por outro lado ver e ouvir que tivemos um concerto bem tocado pela solista Lara St. John ,tanto na área técnica ,dedilhado firmíssimo e agilíssimo, quanto na área interpretativa.Sobrou romance, sobraram melodias amorosas , sobrou “slancio” . Sem um regente de pulso e de inspiração musical à flor da pele muito do que se assinalou acima não teria ocorrido.Perdão pelo óbvio. Às vezes é bom ser óbvio. Muitos se esquecem dele...

A sinfonia 104 de Haydn foi exemplarmente regida e tocada , ritmo muito bem exposto pelo regente, que muitas vezes o batia com os pés e assinalava com gestos sumamente convincentes.O mesmo se poderá dizer da peça de Prokofiev. Muitos aplausos saudaram o regente Minczuk , inclusive porque não se conseguia esconder a alegria e a emoção de vê´lo ali no pódio regendo a “sua” OSB .

 

MARCUS GÓES –OSB/MINCZUK/ST. JOHN/TMRJ/27-08-2011.    

 Minczuck            

ARTIGO DE MARCUS GÓES PARA O BLOG DE ÓPERA E BALLET.

"UMA OUTRA INVERDADE NA VIDA DE CARLOS GOMES”

 

As biografias de Carlos Gomes (1836/1896) ,desde o famoso “Perfil Biográfico” escrito pelo amigo Luis Guimarães Junior ,distribuído ao público na estréia de Il Guarany no Brasil (Rio de Janeiro, 02/12/1870) , passando pelas referências dos mais que amigos Visconde de Taunay,André Rebouças e Salvador de Mendonça ,até a escrita pela filha Itala Gomes,a escrita por Silio Bocanera Junior, a “ficção” escrita por Rubem Fonseca, tem sido causa de muita inverdade amigável,interessada (eira...) ou fruto de amor filial adotada como verdade .

Uma das inverdades que povoam as biografias e referências a Carlos Gomes é a origem de sua separação e dissolução de seu casamento com Adelina Peri (1842/1887) : todos dizem que foi ela quem pediu a separação,por não suportar as aventuras extra-conjugais do marido ,que o marido era um Don Juan inveterado, que mantinha romances secretos,logo ele que não era de romances.

Nada mais falso. Foi Carlos Gomes quem pediu a separação,e por adultério. Era ele Carlos Gomes quem se julgava traído pela mulher.

Para descobrir esse detalhe de um processo que não poderia deixar de acabar tendo influência na obra do compositor (o processo de separação é de 1879 , ano do fracasso da “ MARIA TUDOR” na Scala ) quem escreve estas linhas procurou inicialmente os arquivos judiciários gerais de Milão , e através deles e de informações dadas por colegas advogados chegou ao Arquivo do Senado , que conserva o original do processo de separação, o qual miraculosamente atravessou várias crises políticas, várias ocupações estrangeiras e duas guerras mundiais e lá está,íntegro e todo legível.O autor deste artigo possui cópias xeroxes do processo em seus arquivos.

Bem clara é a posição de Carlos Gomes como autor da demanda,e muitas são suas queixas contra a “pérfida’ mulher que lhe ‘manchou a honra” . Carlos Gomes ia longe,misturando sua honra pessoal com o “nome brasileiro” .Para ele,até isso entrava no conjunto de elementos de cunho moral ofendidos e atingidos...

O processo enveredou pelos tristes mas cômicos caminhos típicos de querelas judiciais desse tipo: houve grossa disputa por pensões, poupanças, mobílias, por pequenos objetos, até se chegar ao cúmulo de briga por garrafas vazias... O compositor de óperas italianas mais representado na Scala na década 1870/1879 ,depois de Verdi, o que era ser o quase-primeiro,descia publicamente ao nível de disputas e querelas vulgares com uma mulher que conhecera mal chegado a Milão, que o ajudara tanto e que não o traíra ,como ao menos não ficou evidenciado no processo , que não teve seu fulcro em traições conjugais.

Tudo isso consta por escrito com detalhes no processo que correu no Tribunal de Justiça de Milão, então presidido pelo magistrado Cesare Malacrida,que assina o documento de desfecho da lide,na qual nem se chegou a promover inquéritos ou indagações sobre o suposto adultério .

A separação de Gomes e Adelina foi um prato cheio para a sociedade milanesa da época.Exigia-se de um compositor famoso um comportamento muito diferente do desenvolvido por Carlos Gomes em um processo judicial cheio de vulgaridades,no qual se lavava uma quantidade enorme de roupa suja. Além disso ,em 1879 o filho de Gomes Mario Antonio,de quatro anos, por causa de desvairada e inóspita viagem a que o submeteu o pai , morre para desespero geral. É a partir desses acontecimentos que o prestígio de Carlos Gomes na Itália começa a declinar.Suas óperas famosas, principalmente Guarany e Salvator Rosa,continuam a ser representadas, mas só em 1889 ,ou seja, dez anos depois ,apresentará ele uma ópera nova , Lo Schiavo, mesmo assim levada ao palco pela primeira vez no Brasil. Além do mais, depois de separar-se de Adelina, Carlos Gomes começou a aumentar seus problemas de relacionamento com o mundo da ópera que o cercava.Seu temperamento irascível veio mais à tona , deu início a um sensível aumento em uma velha mania sua,a de pedir empréstimos e adiantamentos, e se mostrou desorientado onde antes era sagaz e equilibrado . No entanto , como ocorria com quase todos os artistas da época de CG, o sofrimento engendra muitas obras de valor, e CG no período é pródigo em composições de notável beleza, principalmente hinos e canções para canto e piano ,das quais foram editados álbuns pela Ricordi.

Era natural que a filha Itala e os parentes de Adelina , cujos descendentes o redator deste artigo conheceu pessoalmente em Milão ,não tenham nunca querido colocar Adelina na incômoda posição de adúltera . Duas filhas de Laura Donadon, nascida em 1879 e falecida em 1972, passaram a este escriba várias informações que receberam da mãe,que conheceu muito bem Carlos Gomes e era a prima dileta de Itala,com quem residiu muitos anos.Foi Giuseppina Donadon,irmã de Adelina,que a recebeu em família depois da morte de Adelina em 1887. Essas informações nunca conduziram ao adultério suposto por Carlos Gomes.

Escrito de memória.Para melhor fazer verificações e conhecer o assunto,há três livros do autor à disposição dos leitores:1- “CARLOS GOMES – a força indômita” ,Editora Secult,Belém do Pará , 1996,publicado no centenário da morte de CG na cidade em que morreu ; 2 – “CARLOS GOMES – un pioniere alla Scala” , original em italiano,publicado em 1997 por Nuove Edizioni , Milão , na cidade onde CG viveu a maior parte de sua vida ; e 3 – “ CARLOS GOMES – documentos comentados”, Algol Editora,São Paulo, 2008,publicado na cidade em que recebeu os primeiros estímulos para partir para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira de maior compositor nascido em solo americano de sua época .


MARCUS GÓES –AGOSTO 2011

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MARLOS NOBRE NO FESTIVAL INTERNACIONAL DE COROS DE SAN JUAN NA ARGENTINA, AGOSTO 2011.



Mais um Festival Internacional de Coros, desta vez realizado de 11 a 16 de agosto, em San Juan,Argentina, dá especial destaque à produção coral de Marlos Nobre. No concerto de encerramento do Festival, realizado em 16 de agosto 2011, o destaque ficou para o Coro Contemporâneo de Campinas dirigido pelo maestro Ângelo Fernandes e para a apresentação da peça CANCIONEIRO DE LAMPIÃO (Muié Rendêra, É Lamp, Cantigas de Lampião) de Marlos Nobre com texto da literatura de cordel que foi ovacionada pelo público e participantes dos corais presentes no Festival.

O Cancioneiro de Lampião de Marlos Nobre foi recentemente gravado de maneira primorosa pelo Coro da OSESP e sua regente Naomi Munakata em excelente versão, lançada no CD de estréia do conjunto pelo selo Biscoito Fino. A obra foi também recentemente ovacionada no concerto de abertura do Festival Feldkirch na Áustria, tendo sido apresentada pelo Coro de Câmera do Festival.

Nelson Freire toca com Osesp em setembro

O público de São Paulo, que não tinha previsão de ouvir Nelson Freire em 2011, poderá conferir o pianista nos dias 8, 9 e 10 de setembro no Concerto de Schumann com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – Osesp.

 

O pianista inglês Steven Osborne, que seria o convidado naquela semana, cancelou sua participação nos três concertos que faria com a Osesp interpretando Rachmaninov e em um recital que ocorreria no dia 11 de setembro na Sala São Paulo.

Nascido em Boa Esperança, Minas Gerais, Nelson Freire é reconhecido mundialmente, tendo se apresentado com orquestras como a Filarmônica de Berlim, Royal Concertgebouw e orquestra sinfônica de Viena. Único brasileiro integrante da série de CDs Grandes pianistas do século XX, Nelson Freire lançou recentemente o disco "Harmonies du Soir", dedicado à obra de Franz Liszt.

A Fundação Osesp informa que aqueles que adquiriram ingresso avulso para o recital podem ter o valor do ingresso ressarcido na Bilheteria da Sala São Paulo ou pela Ingresso Rápido até o dia 11 de setembro. Os assinantes da série Recitais, em razão do cancelamento do recital do dia 11,  receberão e-mail com instruções para troca de ingresso ou ressarcimento do valor e para qualquer dúvida devem entrar em contato com o Serviço de Assinaturas da Osesp.

FONTE: http://www.concerto.com.br/

DIVULGAÇÃO: ÓPERA "LA SERVA PADRONA" ABRE ENCONTRO NACIONAL DE CANTO.

“Orfeu no Inferno” fechará as atividades relacionadas ao evento, que neste ano priorizou a modalidade Canto Lírico.

 

O 2º Encontro Nacional de Canto, promovido pelo Governo do Estado de São Paulo e pelo Conservatório Dramático e Musical “Dr. Carlos de Campos”, terá início com a apresentação da ópera “La Serva Padrona”, de Giovanni Pergolesi, no dia 1º de setembro, às 20h30, no Teatro Procópio Ferreira, com direção de Carlos Ribeiro.

Atuarão na ópera:
- Paula Garcia Psillakis (soprano)
- Ricardo Silva (barítono)
- Leonardo Thin (ator)
- Déborah Melissa (piano)

Desde a criação do evento, cada edição tem abordado temas diferentes e, neste ano, a modalidade escolhida foi o Canto Lírico. Desta maneira, além de “La Serva Padrona” será apresentada a ópera “Orfeu no Inferno”, de Jacques Offenbach, no dia 4 de setembro, às 20h30, no Procópio Ferreira.

O 2º Encontro Nacional de Canto contará com atividades artísticas também nos dias 2 e 3 de setembro, quando serão apresentadas árias de óperas francesas e italianas, respectivamente, todas no Procópio Ferreira, sempre às 20h30. Os concertos são abertos ao público, com ingressos a R$ 10 (R$ 5 para estudantes, idosos e aposentados).

A produção das óperas iniciou-se neste mês de julho e envolve alunos, professores e grupos pedagógico-artísticos do Conservatório de Tatuí. “Esta iniciativa é inédita dentro da instituição. As produções resultarão em importantes apresentações ao público e, principalmente, serão ferramentas de aprendizado e aprimoramento dos corpos discente e docente do Conservatório de Tatuí”, afirmou Cadmo Fausto, coordenador do evento.

 

Atividades pedagógicas

O Encontro Nacional de Canto é um evento bienal que reúne atividades pedagógicas e artísticas sobre a arte do canto. Participam dos eventos pedagógicos especialistas de destaque no meio artístico e acadêmico, nacional e internacional, que ministrarão workshops, palestras e masterclasses. As inscrições para esta parte do evento já estão encerradas.

No dia 2 de setembro, às 9h, haverá o workshop “Cantor – Ator”, com Laura de Souza. Às 13h30, no mesmo local, acontecerá a masterclass “Piano e Canto”, com Ricardo Ballestero. E, às 16h, no Salão Villa-Lobos, Mauro Wrona ministrará a palestra “Produção de Ópera no Brasil”.

No dia 3 de setembro, a programação pedagógica segue intensa com a masterclass “Autour de l’Opera”, apresentada por Alzeny Nelo, às 9h, e com o workshop “Cantor – Ator”, com Laura de Souza, às 13h30, ambas no Teatro Procópio Ferreira. Às 16h, o Salão Villa-Lobos está reservado para a palestra “Tipos de Vozes para Ópera Italiana: Um Ensaio de Classificação – Vozes Femininas”, com Sérgio Casoy.

SERVIÇO

 

Teatro Procópio Ferreira
Rua São Bento, 415, Centro
Tatuí – SP

Dia 1º de setembro, às 20h30

Ingressos: R$ 10 (R$ 5 estudantes, idosos e aposentados)

FONTE: http://www.movimento.com/

HOMENAGEM A NEYDE THOMAS

A Camerata Antiqua de Curitiba, com regência de Wagner Polistchuck, junto com outros artistas, presta homenagem a esta espetacular artista.

PROGRAMA

Wolfgang A. Mozart (1756-1791)
Requiem em ré menor KV 626

Solistas

- soprano: Adélia Issa
- contralto: Ariadne Oliveira
- tenor: Miguel Geraldi
- baixo: Pepes do Valle

SERVIÇO

 

Capela Santa Maria Espaço Cultural
Rua Conselheiro Laurindo, 273
Centro – Curitiba

Dia 26.08, às 20 h. e dias 27 e 28.08, às 18:30h.

Entrada franca

Fonte: http://www.movimento.com/

DIVULGAÇÃO: Osesp toca com Renaud Capuçon e Marin Alsop, com transmissão ao vivo pela internet

O violinista francês Renaud Capuçon é o convidado da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo nos dias 25, 26 e 27 de agosto, em um concerto especial com a regente titular da Osesp a partir de 2012, a norte-americana Marin Alsop. Juntos, eles apresentam o Concerto para violino op. 35 de Korngold e a Sinfonia nº 5 de Prokofiev.

 

O concerto de sábado, dia 27 às 16h30, será o primeiro transmitido pela Fundação Osesp ao vivo, pela internet. Saiba mais.

O francês Renaud Capuçon nasceu em Chambéry em 1976 e estudou no Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris e depois em Berlim com Thomas Brandis e Isaac Stern, ganhando o prêmio da Berlin Academy of Arts. Em 1997, foi convidado por Claudio Abbado para o posto de concertmaster da Gustav Mahler Jugendorchester. Desde então tem tocado como solista com orquestras como a Filarmônica de Berlim, Boston Symphony, Orchestre de Paris, Orquestra Simon Bolivar, London Symphony, City of Birmingham Symphony, Philadelphia Orchestra, Chicago Symphony, dentre outras. Em música de câmara, trabalhou com parceiros como Argerich, Barenboim, Bronfman, Grimaud, Kovacevich, Pires, Pletnev, Repin, Bashmet e o violoncelista Gautier Capuçon. Participou também de festivais como os de Edinburgh, Mostly Mozart, Berlim, Lucerna, Verbier, Aix-en-Provence, Roque d’Anthéron, San Sebastian, Stresa, Tanglewood e muitos outros. Renaud Capuçon toca com um violino Guarneri del Gesù “Panette” 1737.

Nascida em Nova York, filha de uma violoncelista na Orquestra do New York City Ballet, Marin Alsop iniciou os estudos de violino aos três anos e estudou na Yale University e na Juilliard School. Aluna de Leonard Bernstein, foi a primeira artista a receber, na mesma temporada,  o prêmio de “Artista do Ano” no Gramophone Award e no Royal Philharmonic Society's Conductor's Award. Venceu ainda o Classical Brit Award for Best Female Artist, o Royal Philharmonic Society's BBC Radio 3 Listeners Award e o European Women of Achievement Award. Ela rege regularmente orquestras como a Filarmônica de Nova York, a Orquestra da Filadélfia, a Filarmônica de Los Angeles, a Sinfônica de Londres, a do Royal Concertgebouw, a Tonhalle de Zurique, a Orquestra de Paris e a Orquestra do Teatro alla Scala de Milão.

Fonte: http://www.concerto.com.br/

Renaud Capuçon

Ensaio aberto da São Paulo Cia de Dança.

Tchaikovsky Pas de Deux

  Você pode pensar que o bairro paulistano do Bom Retiro é só comércio, com lojas de coreanos por todos os lados. Por isso,  é bom morar em São Paulo, pois esta cidade nos traz muitas surpresas. Nesse Bairro fica a sede da São Paulo Cia de Dança. Aposto que você nem imaginava isso:  se  duvida, passe na Rua Três Rios e comprove. Bairro comercial onde reside uma Cia de dança, só em São Paulo mesmo!
   No dia 23 de Agosto,  os bailarinos deram uma mostra do que apresentarão nos dias 26 a 28,  no Teatro Alfa. O ensaio aberto aconteceu na sede da companhia, com a presença do Secretário Estadual da Cultura, Andrea Matarazzo. Jornalistas de vários tipos de mídia se fizeram presentes. Câmeras por todos os lados, filmando tudo de todos os ângulos.
  Ensaio  aberto é só sorrisos, a descontração faz parte da apresentação. 
Marcelo Gomes tem um extenso currículo como bailarino, atualmente é primeiro bailarino no American Ballet Theatre . Convidado da Companhia, o talentoso rapaz, juntamente com a bela e competente Paula Penachio , 25 primaveras,  apresentaram a obra Tchaikovsky pas de Deux (1960) do renomado coreógrafo George Balanchine. A idéia de trazer um dançarino experiente motiva os jovens dançarinos da Cia e junto com ele vem uma experiência internacional de 18 anos. Grande jogada! A coreografia ja faz parte do repertório da companhia, que tem as belas melodias de Tchaikovsky com passos rápidos de Balanchine.
   Supernova estréia no Teatro Alfa,  e o jovem coreógrafo alemão Marco Goecke inventa moda. Passos frenéticos, rápidos como a vida nas grandes cidades, são misturados a diversos elementos. Luz, fogo e pequenas pedras atiradas no palco  expressam cenicamente energia e contraposição. Isso é a teoria, na prática temos movimentos  estranhos que provocam o espectador. Vemos o contemporâneo do contemporâneo da dança. Segundo as diretoras  da Cia, esse tipo de coreografia enriquece a técnica dos bailarinos. Concordo com a diretoria, eles usam movimentos fora da rotina. Os mais conservadores vão achar bobagem , os moderninhos vão delirar. 
   Após as apresentações, o Secretário Estadual da Cultura e os bailarinos concederam uma entrevista aos jornalistas presentes. Político adora falar,  ficamos sabendo de coisas interessantes: o Complexo Cultural Luz, nova sede da Cia está em fase de projeto e provavelmente as obras se iniciarão em 2012. O Teatro Sérgio Cardoso terá uma sala especial para o Teatro de Dança. A manutenção da Cia é prioridade do governo estadual, visa a fomentar a dança e a cultura.  
   Indaguei ao bailarino Marcelo Gomes sobre a técnica dos dançarinos brasileiros em relação aos americanos. A resposta foi  "acho que eles estão no mesmo nível". 

  Três anos de trabalho e muita dedicação, repertório contemporâneo, bailarinos jovens , viagens por diversas cidades do Estado de São Paulo e pelo Brasil, formação de novas platéias . Esta é a São Paulo Cia de Dança, polo difusor de cultura. Falta a cereja no bolo, sinto falta de balés completos. Giselle, Lago dos Cisnes, Romeu e Julieta entre outros tantos. Isso é só uma questão de tempo e quando acontecer os teatros lotarão aos montes.
   Ali Hassan Ayache 

Supernova

DIVULGAÇÃO

Prateleira Neles: Gravações que merecem ficar mofando na prateleira

Attila não é das mais famosas óperas do repertório verdiano. Existe uma excelente gravação do Scala di Milano com Ramey, Studer, Zancanaro, Gavazzi e regência de Muti. Mas a versão da Arena di Verona é uma aberração de ruindades.

-Vocalmente os solistas estão péssimos . Somente Maria Chiara mostra uma grande voz.

-As atuações cênicas são inexistentes.

-As legendas em português estão fora de sintonia com as falas, escritas em péssimo português.

-As tomadas de câmeras são horríveis.

-Os cenários são simples e óbvios.

-A orquestra é mediana.

Prateleira neles, essa merece ser trucidada pelas tropas hunas.  

DIVULGAÇÃO- Marlos Nobre

KABBALAH de MARLOS NOBRE ESTRÉIA NA COLOMBIA NO XVIIIº  FORO DE COMPOSITORES DO CARIBE.

 

Jueves 8 de Septiembre

Programa 8: Concierto de clausura.

Auditorio Fundadores 8 p.m.

(Con el auspicio de la Alcaldía de Medellín)

Orquesta Filarmónica de Medellín

Director invitado: Alejandro Posada

Solista invitado: Javier Asdrúbal Vinasco, clarinete

 

 

Alberto Villalpando, (Bolivia)

Transformaciones del agua y del fuego en las montañas

 

Andrés Posada, (Colombia)

Concierto para clarinete y orquesta (2010)

en tres movimientos.

 

Jorge Sarmientos, (Guatemala)

Budafonías

 

Marlos Nobre, (Brasil)

Kabbalah



O Último Romântico.

  Sergei Rachamaninoff

 Estava tomando um café na Sala São Paulo no dia 20/08/2011, a Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo apresentaria naquela noite um programa exótico.  Ao meu lado sentam duas senhoras. Perguntei a elas se conheciam ou gostavam de Rachamaninoff ou Marcos Padilha. Levei um susto, elas nem sequer sabiam o que constava no programa. Estavam lá para tricotar conversa , exibir as novas bolsas e acompanhar os maridos diletantes de música clássica. Assim é a vida, todos são diferentes.

    No primeiro tempo tivemos uma obra do conterrâneo Marcos Padilha, Sinfonia Concertante "Das Vozes Esquecidas" para fagote, Oboé , cordas e percussão, opus 20. Um aperitivo diferente. Segundo o compositor é um manifesto contra toda e qualquer forma de exclusão . “A peça faz referências aos soldados convocados para uma guerra injusta, aos excluídos pela opção sexual, pela situação política e, ironicamente inclui o compositor de música erudita, que de certa forma é mais um excluído no Brasil”. Exclusão é tema recorrente e está na moda. Tantas exclusões geraram uma música lenta, tensa e enigmática. Abusa da percussão, as intervenções dos solistas são curtas e incisivas. Música sem melodia, sem um grande tema central. Os aplausos do público foram calorosos, ninguém se levantou, nem a presença do compositor fez a galera ficar de pé e aplaudir. Fato raro entre o público brasileiro.

   O prato principal era a Sinfionia número 2 de Sergei Rachmaninoff. Considerado o último grande compositor romântico russo, grande parte de sua obra foi composta antes da revolução russa, 1917. Sua carreira de compositor começou bem, a ópera Aleko teve boa recepção do público , até Tchaikovsky elogiou. Quando tentou a sinfonia a coisa desandou. Sua sinfonia número um gerou críticas ferozes, dizem as más línguas que o regente Glazunov tomou umas vodcas a mais no dia da apresentação e deu tudo errado.

  Anos depois voltou a composição, grande parte da obra é dedicada ao piano. Rachmaninoff teve coragem de compor mais duas sinfonias. A segunda apresentada pela OSUSP é a mais conhecida do grande público. Quatro grandes e longos movimentos. O primeiro com tema trágico e melodias fluentes. A OSUSP começou delicada com suas cordas precisas. O segundo movimento é um Allegro Molto, apesar do tema angustiante a orquestra conseguiu , na execução, o brilho ideal dessa peça. O Adagio do terceiro movimento tem uma intimidade nas cordas, mais uma vez a orquestra da maestrina Ligia Amadio teve uma boa performance. O quarto movimento , com seu final explosivo encerrou com grandiosidade a apresentação. Um desequilíbrio, tende pro lado dos metais, sempre eles tem mais força na apresentação da OSUSP, muitas vezes encobrindo as madeiras e as cordas.

   O público aplaudiu de pé. As senhoras que estavam tirando uma pestana , acordaram, se empolgaram com o final majestoso e soltaram a mão. A OSUSP esta se destacando por apresentar programas de compositores brasileiros e outros que são pouco apresentados por estas bandas. Grande orquestra nas mãos de uma grande maestrina. Bravo OSUSP.  

Ali Hassan Ayache

        

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO. COMO SEMPRE DANÇA CONTEMPORÂNEA. DANÇA CLÁSSICA DEVE SER BOBAGEM DO SÉCULO XIX PARA OS DIRETORES DA COMPANIA.

 

 

O Balé da Cidade de São Paulo apresenta no Theatro Municipal, apresentando 3 coreografias contemporâneas.

As coreografias são La Valse, de Luis Arrieta; Frágil, de Itzik Galili e, pela primeira vez no palco do Municipal, Coisas que ajudam a Viver, de Susana Yamauchi.

 

LA VALSE

Em 1992, no Teatro Sérgio Cardoso de São Paulo, no espetáculo “1,2,3 de Luis Arrieta”, estreava “La Valse”, duo especialmente criado para Mônica Kodato e Irineu Marcovechio, então bailarinos do Balé da Cidade de São Paulo. Nesse mesmo ano, a convite da direção dessa companhia, “La Valse” passava a fazer parte do seu repertório. Desde então a obra tem sido apresentada no Brasil e no exterior com grande sucesso e mostrando a alta qualidade técnica e interpretativa dos seus solistas.

 

Luis Arrieta

Coreógrafo, bailarino, professor e pesquisador Luis Arrieta iniciou seus estudos de dança em 1972 na Argentina, sua pátria, onde estreou como bailarino. Sua primeira coreografia, Camila, data de 1977 e desde então em mais de uma centena de obras tem trabalhado com os mais variados temas e gêneros musicais, junto a diversas companhias internacionais da Europa e das Américas, bem como às companhias oficiais brasileiras e aos mais importantes grupos de dança do Brasil.

Ocupou por duas vezes o cargo de Diretor Artístico do Balé da Cidade de São Paulo – em 1981 e de 1986 a 1988 – e foi co-fundador e Diretor Artístico do Elo Ballet de Câmara Contemporâneo de Belo Horizonte (1982). Paralelamente a suas atividades como coreógrafo, professor e bailarino têm integrado júris dos mais importantes festivais e encontros de dança do Brasil e do exterior.

Por sua contribuição à dança brasileira foi agraciado com inúmeros prêmios e distinções, dentre os quais se destacam: Prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte – APCA – (1977, 1979, 1980, 1988); Prêmio Governador do Estado de São Paulo (1978 e 1979); Prêmio Conselho Estadual de Cultura de Salvador (1985), Bolsa Vitae de Artes para Criação Coreográfica e Pesquisa (1991) e diversos prêmios de Melhor Coreógrafo e Melhor Coreografia concedidos pelos mais importantes festivais de dança do país.

 

“La Valse” (Remontagem de 2008)

Coreografia – Luis Arrieta
Música – Maurice Ravel
Desenho de luz – Luis Arrieta
Figurino original – Renata Schussheim

FRÁGIL

Criado em 1997 para a Galili Dance e incorporado ao repertório do BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO em 2005, “Frágil” é uma ode ao bailarino, sublinhando a vulnerabilidade e medos inerentes à profissão de bailarino. Um dueto íntimo no qual a mulher expõe a sua vulnerabilidade, e daí o seu vigor, na expectativa de convencer o homem a transpor os seus limites. Estréia absoluta pelo Galili Dance, no Stadsschouwburg, em Heerlen, na Holanda, em 8 de Janeiro de 1997. Estreia em Portugal pelo Ballet Gulbenkian, no Grande Auditório Gulbenkian, em 8 de Novembro de 2000.

 

Itzik Galili

Nascido em Telaviv,  ingressou para a Bat Dor Company e mais tarde para a Batsheva Dance Company. Internacionalmente, Itzik emerge em 1992 quando, com The Butterfly Effect, ganhou o prémio do público no Concurso Internacional para Coreógrafos, na Holanda. Em 1994, com apenas quatro anos de experiência coreográfica, foi-lhe atribuído o Prêmio ”The Philip Morris Finnest” pela sua contribuição em prol da Cultura Holandesa.

Estas três distinções representam apenas o princípio de uma carreira coreográfica que implicou, até agora, a criação de mais de quarenta trabalhos, entre os quais destaca Between L… (1995), See under X (1997), Below Paradise (1997), Until…with/out.enough (1998) e The Drunken Garden (1999). As mais aclamadas criações de Galili têm sido apresentadas por companhias mundiais de dança como o Ballet Nacional da Holanda, o Nederlands Dans Theater, o Ballet du Grand Théâtre de Genève, a Batsheva Dance Company e Les Grands Ballets Canadiens e pelo Ballet Gulbenkian,.  Em 1997, Galili foi nomeado, pelo Ministro da Cultura holandês, Diretor Artístico da Fundação de Dança da Holanda setentrional. Criou  a NND/Galili Dance, sediada em Groningen, a qual tem obtido inegáveis êxitos quer em território holandês, quer no estrangeiro em países como a Alemanha, a Áustria, a Suíça, a Itália e o Japão.

 

“Frágil” 10’

Coreografia – Itzik Galili
Música – Gavin Bryars
Figurino – Adaptação de Madalena Machado
Desenho de Luz – Itzik Galili

 


COISAS QUE AJUDAM A VIVER

Criado para o Balé da Cidade de São Paulo. Estreia Teatro Paulo Autran, 04/12/2009. Recortes que traçam um percurso de vida. Uma reflexão sobre a relação do homem com a natureza, a espiritualidade, o amor e o medo: o que nos move em busca de um sentido para a vida. Foi a partir do instantâneo banal que me inspirei para investigar o que nos torna mais profundos e inventivos.

Pequenas ações e gestos se escondem numa dança desenhada para 21 corpos pulsantes. Anunciam diferentes estados de tensão e são ruídos propositivos. Cenas simultâneas se descortinam para aos poucos revelar detalhes discordantes. Entrever um movimento impreciso, um descontrole momentâneo, um erro, que no fundo constituem as partes essenciais que dão sentido poético a esta dança.

Da somatória de uma narrativa fragmentada com uma linguagem corporal ágil e quase patética resulta a possibilidade da livre leitura desta obra. A dança foi elaborada coletivamente com os intérpretes-criadores da companhia, que contribuíram não somente na coreografia, mas também no aprofundamento das idéias.

Susana Yamauchi

 

“Coisas que ajudam a viver” 45

Direção e Concepção: Susana Yamauchi
Coreografia – Suzana Yamaushi em parceria com os intérpretes
Música original – Ed Côrtes
Cenário e adereços – Cassio Amarante
Desenho de Luz –  Sérgio Funari
Figurinos – Simone Mina

SERVIÇO

 

Theatro Municipal de São Paulo
Praça Ramos de Azevedo, s/n°
Bilheteria: 11 3397 0327

Dias 19 a 21 de agosto, de sexta a domingo.

Horários: sexta, 21h.; sábado, 20h.; domingo, 17h.

Ingressos: R$ 40,00, R$ 20,00 e R$ 10,00

Funcionamento da Bilheteria: 2ª a 6ª, das 10h às 19h, ou até o início do espetáculo. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h, ou até o início do espetáculo.

Vendas pela Internet: www.ingressorapido.com.br/prefeitura e 11.4003 2050

Classificação etária: livre, recomenda-se a partir dos sete anos
Ar Condicionado – Acesso para portadores de necessidades especiais – Café

FONTE: http://www.movimento.com/

Crítica de Marcus Góes para o Blog de Ópera e Ballet

OSB, UMA GRANDE ORQUESTRA

A Orquestra Sinfônica Brasileira, cercada de boas influências: sucesso absoluto.

Lorin Maazel

 

 Quem escreve teve a sorte de ver de perto e por dentro e  de atuar com algumas delas como cantor de coro, muitas orquestras em vários  países, a maioria deles de modo absoluto à frente da história da música ocidental. O autor viu de perto e participou de muitos ensaios com muitas orquestras desses países.

Por ter tido esses contatos, o redator destas mal traçadas se acha  em condições de dizer que nossa OSB não deve nada a nenhuma das orquestras internacionais com as quais teve íntimo contato, pela capacidade de fazer boa música, pela constante busca de elevação de nível de contrastes e sonoridades, pelas tradições que tem cultivado, pelos instrumentistas que a compõem e pelos regentes de orquestra que a comandaram e a regeram.

O subscritor não faz parte do clube dos que pensam que as grandes orquestras estrangeiras e seus regentes são sempre, por princípio, muito melhores que nossas grandes orquestras e nossos  regentes. Mas atenção, inocentes do Irajá: tudo isso NÃO quer dizer o oposto, ou seja, que a OSB seja MELHOR que todas as orquestras estrangeiras.

Isto posto, a OSB no concerto de 18/08/2011 ocorrido no TMRJ foi a OSB de sempre e mais alguma coisa: executou de modo trabalhado e burilado a sexta e a sétima sinfonias de Beethoven, compositor com quem sempre se entendeu à maravilha, e contou com a regência em ambas as sinfonias do inspirado, experiente e festejado regente de orquestra LORIN MAAZEL, que, em obras de intenção essencial tão diferente, opostas mesmo, conseguiu o resultado perfeito: na Pastoral, toda executada com profusão de bem colocados ppp’s, crescendos e diminuendos, tivemos lirismo, doçura, encanto e emoções advindas de contato com a Natureza sem cair no piegas de romance para mocinhas, e na sétima tivemos a alegria esfusiante do ritmo e da dança (vide Richard Wagner, que afirmou ser a sétima “o triunfo da dança), o brilho da capacidade inventiva de Beethoven exibido em todo seu esplendor. Tudo sob o comando da mão segura de um grande regente, como é Maazel, que inclusive nos brindou com uma Pastoral de suma delicadeza, refinada como nunca  havíamos visto, e com uma sétima de tirar o jôlego.

Tais ocorrências musicais levaram o público ao delírio e o TMRJ se engalanou jubiloso. Não é todo dia que temos uma festa musical como essa.

Em parte causa do triunfo, não se pode omitir que não era difícil sentir no ar a presença do novo co-diretor artístico da orquestra FERNANDO BICUDO. Homem da música e do teatro, assumiu ele recentissimamente o cargo, mas informações seguras nos dão conta de que seus contatos com músicos da orquestra, com o regente e com todo o pessoal envolvido nas atividades da OSB para os presentes concertos, foram sumamente benéficos, simpáticos, otimistas, esclarecedores  e anunciadores de um muito promissor futuro.

Outra marcante presença nesses momentos de triunfo, a qual não pode deixar de ser assinalada, é a do regente ROBERTO MINCZUK, causa maior de todo o benéfico “terremoto” que recentemente tem feito muita coisa ruir em prol de mudanças de mentalidade no meio musical brasileiro. Minczuk é parte ativa do sucesso obtido no concerto ora em foco. Nesta nossa terrinha de memória curta, o nome de Minczuk deverá ser sempre lembrado.

Em resumo, sucesso absoluto. E previsão de muito boa música pela frente. A OSB, cercada de benéficas influências, pode ir muito longe, mesmo com regentes brasileiros, sem necessidade de mandar vir os Joh´s e os Dimiter´s.

LORD, HOW I WANT TO BE IN THAT NUMBER…

MARCUS GÓES – OSB MAAZEL TMRJ  18/08/2011

FONTE: http://www.movimento.com/

Crítica de Marcus Góes para o Blog de Ópera e Ballet

O PRIMEIRO TEATRO DO BRASIL.

 

Na foto, o Real Theatro São João (1835), mandado construir por D. João VI, por Loeillot.

Real-Theatro-São-João-(1835)-por-Loeillot 

 

Neste período de comemorações de centenários de teatros, convém falar do primeiro teatro conhecido do Brasil. Era este o Teatro do Padre Ventura, conhecido por alguns outros nomes, entre os quais se destacava o nome de Casa da Ópera. É conveniente  assinalar que o termo “ópera”, quando aplicado genericamente,  durante muito tempo não significava no Brasil o que passaria a significar já avançado o século XIX. “Ópera” servia como resumo de toda atividade teatral, com ou sem música. A Casa da Ópera do Padre Ventura abrigava  acrobacias, mágicas, lanternas, danças, teatro de prosa, solos instrumentais, trechos de óperas propriamente ditas e muita coisa mais.

Ficava esse teatro no Rio de Janeiro, mais precisamnte no Largo do Capim, junto à Rua do Fogo, onde hoje a Rua Uruguaiana quase se encontra com a Avenida Presidente Vargas, cuja construção foi a causa de demolições e total reurbanização do local. O teatro não deixou traços.

Suas atividades tiveram início antes de 1747, o que é objeto de muita discussão. Seu fundador e proprietário era um dito sacerdote conhecido como Padre Ventura, tocador de “rabeca” (na época violino rudimentar, às vezes com menos cordas), tipo curioso, corcunda e sempre vestido de hábitos eclesiásticos. Foi essa personagem a primeira a montar um teatro em recinto fechado, com palco, lugares para o público e para os músicos. Segundo relatos de quem lá esteve, era um teatro simples mas de alguma beleza.

Narra Varnhagen, em sua preciosa História do Brasil, que o almirante francês Bougainville lá esteve e deixou relato escrito, no qual diz que lá um elenco “de mulatos”, em uma sala “muito bela”, executava e representava trechos dos mestres italianos, com uma orquestra dirigida por um “padre corcunda”.

Pouco se sabe a respeito do que se representava nesse teatro. Sabe-se de peças musicadas de Antonio José, o judeu, e de obras de Metastasio.

De curta mas profícua duração, o Teatro do Padre Ventura pegou fogo em 1769 e tudo indica que, em 1773, sob a vice-reinança do Marquês do Lavradio, tiveram início as atividades do Teatro de Manuel Luís, depois Teatro Régio,  muito mais desenvolvido e bem aparelhado que o anterior, situado ao lado do Palácio dos Governadores, hoje impropriamente chamado de “Paço Imperial”, cujas atividades perduraram até 1813, ano da inauguração do Teatro São João, depois com vários outros nomes até adotar o nome pelo qual foi mais conhecido: Teatro São Pedro, situado exatamente onde fica hoje o Teatro João Caetano, com as mesmas arcadas na fachada.

Marcus Góes

AGOSTO 2011

DVD LANÇAMENTO - ÓPERA E BALÉ

 

 

 

 

 

 

 

DIVULGAÇÃO-ORQUESTRA JOVEM DA FILARMÔNICA DE ISRAEL

Com regências de Zubin Mehta e Zeev Dorman, realiza tour pelo Brasil, com concertos em várias cidades.

 

A Orquestra Jovem da Filarmônica de Israel, formada por alunos da Buchmann-Mehta School of Music, da Universidade de Tel Aviv − orquestra que prepara músicos para ingressarem na sempre aclamada Orquestra Filarmônica de Israel −, está em turnê por várias cidades brasileiras.

Exceto por um concerto especialíssimo em Paulínia, em 18 de Agosto, quando de apresentará juntamente com a Sinfônica Heliópolis sob regência de Zubin Mehta, a orquestra faz sete apresentações, todas elas sob regência do maestro Zeev Dorman, diretor da Buchmann-Mehta School of Music.

Serão solistas desses concertos o violinista finlandês Petteri Iivonen e, em dois deles, o extraordinário violoncelista Mischa Maisky, que volta ao Brasil depois de uma longa ausência de quase vinte anos.

 

PROGRAMAÇÃO

 

Rio de Janeiro
Segunda-feira, 15 de Agosto, 20 horas, Theatro Municipal

Solista: Petteri Iivonen, violino

Liszt
Les Prélude

Tchaikovsky
Concerto para violino
Sinfonia nº 5

 

Paulínia

Quinta-feira, 18 de Agosto, 20 horas, Theatro Municipal

Concerto conjunto com a Sinfônica Heliópolis

Regente: Zubin Mehta

Liszt
Les Préludes

Tchaikovsky
Romeo e Julieta

Berlioz
Sinfonia Fantástica

 

Araraquara

Sábado, 20 de Agosto, 20 horas, Praça Pedro de Toledo (ao ar livre)

Solista: Petteri Iivonen, violino

Verdi
Abertura da ópera A força do destino

Dvorák
Danças eslavas Op. 46 Nº 8 e Op. 72 Nº 2

Tchaikovsky
Valsa de O Lago dos Cisnes
Concerto para violino

Brahms
Danças Húngaras Nºs 5 e 6

Tchaikovsky
Sinfonia nº 5

 

São Paulo

Domingo, 21 de Agosto, 21 horas, Sala São Paulo

Solista: Mischa Maisky, violoncelo

Mozart
Abertura da ópera As Bodas de Figaro

Dvorák
Concerto para violoncelo

Bruch
Kol Nidrei para violoncelo e orquestra

Tchaikovsky
Sinfonia nº 5

 

Poços de Caldas

Segunda-feira, 22 de Agosto, 20 horas, Cenacon

Solista: Petteri Iivonen, violino

Verdi
Abertura da ópera A força do destino

Dvorák
Danças eslavas Op. 46 Nº 8 e Op. 72 Nº 2

Tchaikovsky
Valsa de O Lago dos Cisnes
Concerto para violino

Brahms
Danças Húngaras Nºs 5 e 6

Tchaikovsky
Sinfonia nº 5

 

Paulínia

Terça-feira, 23 de Agosto, 20 horas, Theatro Municipal

Solista: Mischa Maisky, violoncelo

Mozart
Abertura da ópera As Bodas de Figaro

Dvorák
Concerto para violoncelo

Bruch
Kol Nidrei para violoncelo e orquestra

Tchaikovsky
Sinfonia nº 5

 

São Carlos

Quarta-feira, 24 de Agosto, 20 horas, Ginásio do SESC São Carlos

Solista: Petteri Iivonen, violino

Verdi
Abertura da ópera A força do destino

Dvorák
Danças eslavas Op. 46 Nº 8 e Op. 72 Nº 2

Tchaikovsky
Valsa de O Lago dos Cisnes
Concerto para violino

Brahms
Danças Húngaras Nºs 5 e 6

Tchaikovsky
Sinfonia nº 5

 

Ribeirão Preto

Quinta-feira, 25 de Agosto, 20:30 horas, Theatro Pedro II

Solista: Petteri Iivonen, violino

Liszt
Les Préludes

Tchaikovsky
Concerto para violino
Sinfonia nº 5

 


ORQUESTRA JOVEM DA FILARMÔNICA DE ISRAEL

(Buchmann-Mehta School of Music)

A Orquestra Jovem da Filarmônica de Israel (Buchmann-Mehta School of Music) é a orquestra que prepara músicos para a Orquestra Filarmônica de Israel (IPO), oferecendo a eles um abrangente programa de treinamento orquestral. Nesse programa, os estudantes trabalham junto aos principais instrumentistas da IPO e integram a orquestra em grandes concertos pelo mundo, como parte do programa de estágio.

Master classes com maestros convidados e solistas da IPO proporcionam aos estudantes um enriquecimento profissional do mais alto nível artístico. O diretor do programa de treinamento orquestral é o professor Zeev Dorman, que rege regularmente a orquestra, juntamente com Yoav Talmi, Vag Papian, Yi An Xu e outros membros da universidade.

Entre os músicos que têm colaborado com a Orquestra Jovem da Filarmônica de Israel estão os maestros Zubin Mehta, Christoph von Dohnányi, Gustavo Dudamel e Kurt Masur e os solistas Mischa Maisky, Yo-Yo Ma, Itzhak Perlman, Maxim Vengerov, Julian Rachlin, Menachem Pressler e Yefim Bronfman.

A Orquestra Jovem da Filarmônica de Israel mantém séries de concertos na Universidade de Tel Aviv e se apresenta anualmente sob a batuta do maestro Zubin Mehta no Mann Auditorium em Tel Aviv. Turnês recentes incluíram apresentações no Auditório Nacional de Música em Madri, na Konzerthaus em Berlim e na Tonhalle em Zurique.

Em Janeiro de 2008, a Orquestra apresentou-se na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, sob regência de Zubin Mehta, em concerto comemorativo do Dia Internacional em Memória do Holocausto. Em Dezembro de 2010 a Orquestra apresentou-se na Tonhalle em Zurique, novamente sob a batuta do maestro Mehta.

DIVULGAÇÃO -OSUSP

A Orquestra Sinfônica da USP, órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, apresenta nos dias 19 e 20 de agosto concerto dedicado a Sergei Rachmaninoff e ao compositor brasileiro Marco Padilha. Sob a regência da Maestrina Ligia Amadio, a OSUSP irá contar com a participação dos solistas Eduardo Flores (fagote) e Matheus Minczuk (oboé).

Confira a programação completa:

19 de agosto - sexta-feira, às 12h (excertos do concerto de 20 de agosto)
Anfiteatro Camargo Guarnieri - USP (350 lugares)
Rua do Anfiteatro, 109 - Cidade Universitária - São Paulo
Entrada Franca

20 de agosto - sábado, às 21h
Sala São Paulo (1500 lugares)
Praça Júlio Prestes, s/ nº
Ingressos de R$10,00 a R$ 50,00 (inteira)

 

Programa:

Marco Padilha
Sinfonia Concertante “Das Vozes Esquecidas”, para oboé, fagote, cordas e percussão, Op. 20 (23’)
Sergei Rachmaninoff
Sinfonia n.2, op.27, em mi menor (60’)

Compra de ingressos:

Ingresso Rápido: http://www.ingressorapido.com.br- Fone: 11 4003 1212
Bilheteria Sala São Paulo - Fone: 11 3223 3966

 

OSUSP - Orquestra Sinfônica da USP
www.sinfonica.usp.br
www.twitter.com/osusp
Tel.: 11-3091-3000/2392

Maestrina Ligia Amadio

DIVULGAÇÃO - Filarmônica de Câmera de Bremen

Em 2009, fez grande sucesso no Festival de Salzburgo, ao interpretar o ciclo completo de sinfonias de Beethoven.

Com direção artística do maestro Paavo Järvi, a orquestra figura entre as principais formações camerísticas do mundo, tendo se apresentado ao lado de solistas como Sabine Meyer, Viktoria Mullova, Heinz Hollinger e Heinrich Schiff.

Será conduzida pelo violinista alemão Christian Tetzlaff nos concertos realizados no Brasil.

 

PROGRAMA

Mozart
Concerto para violino no. 3

Schoenberg
Noite transfigurada

Haydn
Sinfonia no. 80

Mendelssohn
Concerto para violino

 


Filarmônica de Câmara de Bremen

Uma das principais orquestras do mundo, a Deutsche Kammerphilharmonie Bremen é dirigida desde 2004 pelo regente estoniano Paavo Järvi. Fundada em 1980, a Deutsche Kammerphilharmonie Bremen está baseada na Cidade Hanseática Livre de Bremen, onde tornou-se parte indispensável da vida musical da cidade.

A companhia apresenta em todas as temporadas três série de assinatura, concertos especiais, três séries de música de câmara, além de um festival ao ar livre, o “Sommer in Lesmona”. O conjunto também é componente essencial do Festival de Música de Bremen desde 1998.

Os antigos diretores artísticos e regentes convidados principais tem nomes como Mario Venzago, Heinrich Schiff, Jiří Belohlávek, e Thomas Hengelbrock. Entre 1999 e 2003, o posto foi assumido por Daniel Harding. Além de seus concertos, o conjunto desenvolve importantes projetos educacionais, que incluem introduções aos concertos e workshops, paralelamente a inovadoras colaborações com escolas e instituições de educação para adultos.

Em abril de 2007, a Deutsche Kammerphilharmonie Brementransferiu-se para suas novas salas de ensaio na Gesamtschule Bremen-Ost (Escola Inclusiva do Leste de Bremen). Lá, músicos e estudantes trabalham lado a lado — uma situação única no mundo. Neste “laboratório do futuro” são desenvolvidos muitos novos projetos e programas em cooperação com a escola, que geram um impacto não só na vizinhança como em toda a cidade de Bremen. A orquestra e a escola receberam o “Prêmio Zukunfts (Prêmio Futuro) 2007” de Melhor Inovação Social.

Deutsche Kammerphilharmonie Bremen é, desde 2005, a orquestra residente do Beethovenfest de Bonn. Muito à vontade no repertório clássico/romântico como na música contemporânea, o regente e violinista Christian Tetzlaff cria “standards” com suas interpretações dos concertos para violino de Beethoven, Brahms e Tchaikovsky, assim como, Berg, Ligeti e Shostakovich.

 

Christian Tetzlaff

ChristianTetzlaff  250 Filarmônica de Câmara de Bremen

Christian Tetzlaff

Violinista e parceiro freqüente do grupo, já recebeu inúmeras indicações para o Grammy e, entre suas principais premiações estão o Diapason d’Or e o Echo Klassik.

Interpretando obras que vão do período clássico e romântico até o contemporâneo, o violinista já se apresentou ao lado da Sinfônica de Birmingham, Filarmônica de Londres, NDR Sinfonieorchester e Philharmonia Orchestra, ale, de participar como solista convidado da Filarmônica de Berlim, Tonhalle-Orchester Zürich e as orquestras sinfônicas de São Francisco, Toronto e Washington.

Particularmente conhecido por suas performances incomparáveis do “Solo Sonatas and Partitas”, de Bach.

SERVIÇO

 

Rio de Janeiro – Série Dell’Arte

Theatro Municipal do RJ
Praça Marechal Floriano, s/no.
Fone: 21 2332 9134

Dia 22.08, às 20:30h.

Ingressos de R$ 90,00 a R$ 30,00

 

São Paulo

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, s/no.
Fone: 11 3223 3966

Dias 23 e 24.08, às 21h.

Ingressos de R$ 90,00 a R$ 190,00

FONTE: http://www.movimento.com/

DIVULGAÇÃO

40 ANOS DA ESPECIAL ACADEMIA DE BALLET

 

Em quarenta anos de atuação em São Paulo, a Especial Academia de Ballet plantou e colheu muitos frutos na arte da dança e fez desta, nos seus espetáculos, a palavra que não podia falar, o espaço para a crítica, a luz para produzir beleza e poesia, o movimento para celebrar a vida e dialogar com a dor, a arte que somente o corpo é capaz de transmitir nesse campo do saber humano que deve ser o mais democrático de todas as artes.



A existência e a continuidade da “Especial Academia de Ballet”, em quase meio século, chancelam o compromisso, a lealdade e competência desta instituição em manter acesa a chama da arte do movimento.  No mínimo, esse fato nos delega o papel de reconhecer e homenagear Aracy de Almeida, artista que através da dança, soube tão bem interpretar, expor e transmitir, usando a arte de ensinar, a grandeza e a beleza da arte da dança em todas as suas vertentes.



Para  comemorar esta data  acontecerá dias 20 e 21 de agosto no Theatro São Pedro, a  “Gala  40 anos da Especial Academia de Ballet”, apresentando a “ Cia Brasileira de Danças Clássicas” e tendo como convidados especiais nomes que fizeram parte desta história.



Erico Montes ( Royal Ballet)

Israel Alves (Studio3 Cia de Dança)

Mirela Costa Neto ( Miami Citty Ballet)

Paula Penachio e Ed Louzado (SP Cia de Dança)

Ronaldo Cezar (Ballet Theater Karlsruhe)





Direção Artística: Aracy e Guivalde de Almeida

Direção Executiva: Regiane Mirandêz



Duração: 120 minutos (com intervalo de 15 minutos).



Serviço:

Theatro São Pedro
Sala Principal - 636 lugares (balcão 1 - 110, balcão 2 - 124, platéia - 396); 06 lugares para deficientes físicos na platéia (sendo 3 p/ acompanhantes)
Rua Barra Funda, 171 - Barra Funda
São Paulo - SP
Estações do Metrô Próximas: Marechal Deodoro
Ar-condicionado
Acessibilidade para Pessoas com Necessidades Especiais (exceção para balcões 1 e 2)
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Indicação Etária: LIVRE
Informações: (11) 3667-0499 (de quarta a domingo, das 14h até 19h)
Horário da bilheteria: de quarta a domingo, das 14h às 19h ou até o início do espetáculo; para os concertos matinais aos domingo, abertura às 10 horas
Cartões: Visa e Visa Electron
Venda Antecipada: www.ingressorapido.com.br / (11) 4003-1212

 

Romeo et Juliette, Theatro São Pedro 13/08/2011

   Grandes solistas são marca registrada de Romeu et Juliette

 

A direção do Theatro São Pedro escala dois elencos para as récitas. Estes sempre se alternam em dias consecutivos. Na ensolarada tarde de sábado (13/08/2011) tivemos a apresentação do elenco dois. Sessão vovô, com início as 17:00 horas, horário interessante e muito adequado. A cidade de São Paulo é a terra de contrastes, em uma esquina temos o São Pedro, teatro de ópera e na outra esquina, em frente, o samba corre solto em um animado boteco. Quem não gosta de viver numa cidade como esta.

   O tenor Attala Ayan mostrou todo seu talento como Romeo . Sua voz tem grande qualidade vocal, luminosa e com um timbre agradável. Seus agudos são claros e consistentes em toda a récita. Sua voz transmite as diversas facetas do personagem, tem o brilho e seduz em todos os registros. Matizada de ouro, penetrante, sublime. Seu Romeo não é um apaixonado ingênuo , é um homem que corre atrás de seus sonhos. A voz de Atalla Ayan vai estar nos grandes teatros do mundo em breve. Aproveitemos que ele canta por estas terras, logo mais só o veremos na Europa ou nos States.

   A Juliette de Laryssa Alvarazi tem bons agudos e coloraturas interessantes. Um soprano que prima pelos belos e fartos graves e médios. Voz lírica e ágil , possuidora de um belo timbre. Venceu as dificuldades da partitura com desenvoltura, emocionou a platéia. O Mercutio de Amadeu Tasca tem belo timbre , marcante nos graves e regular nos agudos. 

  A direção acertou na escolha dos dois elencos. Cantores com condições de se apresentar em grandes teatros de ópera pelo mundo. Acertou na escolha do título, Romeo et Juliette é uma bela ópera de Gounod, com belas melodias. Acertou no horário das récitas, isso visa popularizar a ópera. Quando acertar na direção dos espetáculos, teremos obras primas em seu palco.

Atalla Ayan

Laryssa Alvarazi

        

Marcus Góes Especial para o Blog de Ópera e Ballet.

Nosso Segundo Hino Nacional deturpado: Que Fazer?

 

Assim de memória, parece-me que o Brasil tem quatro símbolos da pátria: nossa bandeira, nosso hino nacional, o selo nacional e o brasão de armas da república.

 No entanto, algumas obras de arte, monumentos, poemas, livros, peças musicais e outros itens que agora não me ocorrem, passam, no subconsciente coletivo, a fazer parte daqueles símbolos, pela estreita união com o que é e o que significa o Brasil.  Alguém duvida de que aquele conjunto de estátuas do Ibirapuera em São Paulo é um símbolo? Ou que o Pelourinho em São Salvador é outro ? Ou aquela estatua de Tiradentes na praça central de Ouro Preto? Ou os Arcos da Lapa no Rio de Janeiro? Se preferirem, pode-se definir que, no lugar de “símbolos”, são estes últimos citados “marcas registradas” de nossa terra.

A abertura sinfônica de Il Guarany, de Carlos Gomes, é, como obra de arte, aquela que mais se aproxima de todas as outras em símbolo da pátria. Tida sem discussões como  nosso segundo hino nacional, é conhecida de todos e todos a ligam em seus subconscientes à nossa terra. É portanto, parte do patrimônio histórico e artístico da nação e, como tal, deve permanecer intocável,livre de interpretações que deturpem em sua essencialidade o aspecto original , o que obviamente não se aplica a variações instrumentais, algumas verdadeiras homenagens como as de Gottschalk, arranjos publicitários e demais itens sem repercussão no mundo da música ao qual pertence.

Neste domingo dia 07/08, a Rádio Mec FM – RJ transmitiu a gravação da dita abertura, por volta de 11h.,com uma orquestra de Bonn, Alemanha, conduzida pelo regente de orquestra John Neschling. Essa execução, que fui o primeiro a denunciar como musicalmente deformante e incorreta no extinto site ‘Allegro’, de saudosa memória, e em várias cartas, mensagens e argumentações, logo ao início tranforma as fusas manuscritas por Carlos Gomes, em notas mais longas, o que faz desaparecer o aspecto “grandioso marcato” indicado por Carlos Gomes. Evitamos aqui explicações com terminologia musical que não seria entendida pela quase totalidade dos leitores. Estes deverão procurar ouvir a gravação em tela, para poder notar a diferença. É outra música, parecida com aquela em que se baseia, mas outra.

A partitura original manuscrita da abertura  que se encontra na Biblioteca Nacional e tem sua primeira página reproduzida a fls. 79 de meu livro “CARLOS GOMES – um pioniere alla Scala”, publicado na Itália, é claríssima: a abertura tem início com a célebre frase musical conhecida de todos, com as fusas, pontos e demais notações bem copiados pela segura e limpa escrita do autor marcando ritmo, melodia e notas essenciais ao pretendido, como o são as citadas fusas com seus três tracinhos bem visíveis e tudo mais.

Pois o regente Neschling, por esdrúxula iniciativa, talvez por ter visto reduções canto/piano que não trazem fusas e sim semi-colcheias, talvez por achar que a abertura em seu início devia repetir outras variantes da frase inicial existentes no resto da ópera, deformou a obra que é parte integrante e importantíssima de nosso patrimônio artístico , realizou uma gravação, e essa gravação corre mundo, a dano de nossa cultura e de nossa mais que centenária tradição popular musical. Só ouvindo a gravação poderá alguém ter ideia da deturpação, como dito acima.

Em nossa opinião, tal gravação deveria ter sua transmissão proibida nos meios de comunicação radiofônicos ou televisivos. Ou então que se recolhessem as cópias existentes e se elaborasse um enxerto, uma emenda ou qualquer correção em laboratório.

A permanecer como está, é como se alguém achasse que o Tiradentes da estátua deve ter a barba cortada ou que o tradiciohal losango de nossa bandeira deve se transformar em um quadrado ou que os Arcos da Lapa devem ser transformados em portais retangulares. A permitir-se a deturpação, encaixando-a na lista de “variantes interpretativas”, todas as obras musicais poderão ter sua essência e intenção primária do compositor mudadas a prazer do intérprete, como por exemplo a marcha fúnebre de Chopin ser executada em allegro vivace.

Com a palavra as autoridades da Cultura deste país.

O DIO DEGLI AIMORÈ – A NOI TI VOLGI OR TU
MARCUS GÓES – AGOSTO 2011

 

Fonte: http://www.movimento.com/

A Menina das Nuvens, Teatro Municipal de São Paulo, 11/08/2011

   Tem óperas que merecem ficar mofando na prateleira.

 A história tem milhares de óperas que caíram no esquecimento. Ficam mofando em um arquivo e nunca mais serão encenadas. Muitas delas são musicalmente fracas, outras tem libretos ruins e vai por ai. No século XIX , se a ópera não agradasse ao público, as vaias eram certas. Hoje em dia quem fazer isso é politicamente incorreto, artista pode fazer o que bem entender no palco e somos obrigados a aplaudir. Muitas óperas ficaram relegadas a apenas uma récita, outras nem terminaram a primeira devido aos tomates jogados no palco.

  A obra do nosso querido Villa-Lobos é imensa, o homem compôs de tudo. Depois de compor alterava as partituras. Até hoje não existe um catálogo com uma edição crítica de sua obra. Dizem por aí que o nosso compositor mor compôs dez óperas, temos notícias de quatro delas, as outras seis ninguém sabe, ninguém viu.  Izath (1912/14), Yerma (1971),  Magdalena (1947) e A menina das nuvens são as quatro conhecidas. A menina das Nuvens estava mofando em alguma biblioteca, até que o maestro Roberto Duarte resolveu ressucitá-la.Nem precisava caro maestro. 

  Os nacionalistas vão reclamar do que vou escrever, os patriotas vão ficar enraivecidos e os chatos de plantão vão soltar marimbondos africanos, a verdade é uma só. Musicalmente a partitura é fraca, simples e sem nexo. O primeiro ato é longo e eterno em chatices musicais. O segundo é mais curto e mostra uma música sem inspiração. No terceiro ato vemos um pouco da genialidade de Villa-Lobos, com algumas belas melodias. Roberto Duarte compôs um prelúdio, com elementos musicais constantes na partitura e inseriu alguns textos para fechar a história. Tentou organizar a bagunçada obra de Villa-Lobos, A Menina das Nuvens só foi ressuscitada porque a composição é de um  famoso compositor brasileiro. Como ópera  ou aventura musical como o compositor a definiu ,merece ficar mofando em uma prateleira.    

   A Orquestra Sinfônica Municipal conduzida por Roberto Duarte apresentou excelente sonoridade , venceu as firulas da partitura com volume correto. A direção de William Pereira é impecável, entendeu o universo infantil da obra e o transpôs para o teatro. Leitura correta , simplista e coesa. Não inventou moda, seguiu fiel ao libreto.  Um dos melhores diretores de ópera da atualidade ,agraciado por este blog como o melhor diretor de 2010 e vencedor do prêmio Carlos Gomes. Os cenários são espetaculares e os figurinos acompanham a idéia central. Todos se entenderam e conseguiram realizar uma grande produção.

   Os solistas são experientes cantores do cenário lírico nacional. Gabriela Pace incorporou a personagem, atuou como uma menina pura e ingênua. Sua voz some em diversos momentos, muitas vezes soou pequena.  Seu timbre é delicado . Conhecedora do papel fez uma apresentação segura. Lício Bruno emprestou majestade ao seu personagem, Tempo foi forte , um vozeirão penetrante. A atuação de Homero Velho como Vento Variável foi de bom nível juntamente com todos os demais solistas.

  Aconteceu um milagre no Brasil. A produção é originária do Palácio das Artes - Fundação Clóvis Salgado de 2009, terra das alterosas . Os grandes teatros estão fazendo intercâmbio de óperas, isso reduz os custos e dá oportunidade de mais pessoas conhecerem o trabalho. Espero que essa prática torne-se rotina entre os teatros brasileiros. Tomara que milagres como esse continuem acontecendo.

Ali Hassan Ayache 

 

     

Romeo et Juliette, Ópera de Gounod no Theatro São Pedro, 10/08/2011

  Ópera no Theatro São Pedro, sempre tem alguém que atrapalha.  

 

  A obra teatral Romeu e Julieta, do dramaturgo inglês William Shakespeare, é transposta para a ópera pelo grande compositor Gounoud. O amor e a morte encaixaram perfeitamente no gosto do romantismo do século XIX. Adaptar obras de Shakespeare é uma tarefa ingrata, a complexidade e a beleza dos personagens fazem muitos se perderem pelo caminho. Os quatro grandes duetos e uma música com um lirismo tipicamente francês faz a ópera ser tão grandiosa quanto ao original teatral. 

   O Theatro São Pedro escalou o que temos de melhor em matéria de elenco. Nomes de peso do cenário lírico nacional foram convidados para as récitas. Eles não decepcionaram. Fernando Portari conhece bem o papel de Romeo, já o vi cantar o mesmo no Teatro Municipal de São Paulo em 2005. Sua voz só melhorou, ganhou corpo e  potência. Lírica e consistente em todas as passagens e notas. Mostrou um Romeo apaixonado e sedutor. Alta qualidade em toda a récita.

  Tomei um baita susto com Rosana Lamosa, sua primeira entrada mostrou uma voz fria, sem cor. Lembrei de sua apresentação no Teatro Municipal de São Paulo e pensei , o que esta acontecendo ? Felizmente tudo se acertou na sua primeira grande ária. Sua emissão voltou ao normal, seus agudos brilhantes apareceram e toda a cor sedutora de sua voz nos emocionou. Sua última ária, do quarto ato foi empolgante, cantou com vontade, correu riscos, soltou a voz. Suas coloraturas tinham todas as nuances, sinais de cansaço são desprezíveis quando uma cantora se entrega dessa forma. Que seja um exemplo para os demais sopranos, não tenham medo de arriscar. Uma bela apresentação que emocionou demais. 

   A escolha dos comprimários foi acertada, todos em estado de graça. Leonardo Neiva esteve excelente como Mercutio. Uma voz segura, com grande beleza tímbrica. Saulo Javan mandou bem como Frere Laurente e a voz pequena e de belo timbre de Alzeny Nelo encantou a platéia.

   A leitura da partitura por Luis Gustavo Petri é de música extremamente forte nas cenas dos Capuletto e Montecchio e de delicadeza nas cenas entre Romeo e Juliette. A sonoridade soou volumosa demais nos atos ímpares e lírica nos pares, ouvem-se todas as nuances em detrimento das vozes dos cantores. Visão diferente e interessante da obra.

   Vinicius Torres Machado inventou moda, fez os coristas serem engraçados, em uma obra romântica, com movimentos esquisitos no primeiro ato. Todos mascarados como nos carnavais de Veneza, já ia me esquecendo, o romance se passa em Verona. Alguns jogam golfe, outros Basebol e os do fundo têm a roupa de açougueiro ensangüentada. Colocar os cantores pra se apresentar no meio da platéia já virou um clichê, a cama com o lençol vermelho é uma idéia comum. Falta de unidade na concepção, palhaços adentram as cenas sem a menor necessidade e um deles dá um grito ensurdecedor e anuncia o início do ato. Tudo sem nexo , que não contribui para o desenvolvimento do enredo. Depois falam que eu sou chato e ameaçam processo. Essa é a verdade nua e crua, uma concepção equivocada da obra.

   Os cenários são simples e funcionais, os figurinos oscilaram entre o interessante e o maluco e a luz regular. O início da ópera ,as 20:00 horas, fez com muitos se atrasassem, depois do primeiro ato o teatro lotou e todos se maravilharam com a grande música de Gounod. A tradição prevalece e os solistas vão receber os cumprimentos do respeitável público, todos se beijam e se abraçam em uma grande confraternização. Os mais empolgados tiram fotos para postar nas redes sociais, mas quem escreve crítica de ópera não tem nada a ver com isso. 

Ali Hassan Ayache       

DIVULGAÇÃO
A sinfonia dramática Romeu e Julieta (1839) é a última obra composta por Berlioz na década mais produtiva de sua carreira.
Esta fase se deu nos anos 1830, em que foram criadas a Sinfonia Fantástica (1830), Harold en Italie (1834) e a Grande Missa Dos Mortos (1837). As origens da obra, entretanto, remontam ao outono de 1827, quando Berlioz assistiu no Théâtre de l’Odéon, em Paris, à célebre tragédia de Shakespeare, com a atriz irlandesa Harriet Smithson, sua futura esposa, no papel de Julieta.

 Berlioz registrou em suas Memórias o poderoso efeito que aquela noite lhe causou: “Embeber-me do sol ardente e das noites amenas da Itália, testemunhar o drama daquela paixão imperiosa e irresistível — fervente como lava, pura e radiante como o olhar de um anjo —, as vinganças furiosas, os beijos desesperados, a frenética disputa entre o amor e a morte, era mais do que eu podia surportar. […] Naquela época, não sabia uma palavra de inglês, mas a força da atuação, em especial de Julieta, a rápida sequência das cenas, o jogo de expressão, voz e gesto me disseram mais e me deram uma compreensão muito mais rica das ideias e paixões do texto original do que poderiam dar as palavras de minha pobre tradução.

Segundo o poeta francês Émile Deschamps (1791-1871), que transcreveu em versos o texto que Berlioz redigiu para a sinfonia, ele e o compositor trabalharam em um plano para Romeu e Julieta logo no início de 1828. Contudo, a obra só seria composta mais de dez anos depois. Nesse meio tempo, Berlioz passaria dois anos na Itália (1831-32), onde teve a oportunidade de assistir à ópera I Capuleti e i Montecchi, de Vicenzo Bellini, baseada no drama de Romeu e Julieta, e se casaria com Harriet Smithson.

É nesse período, também, que Berlioz sofre maior influência da música de Beethoven, estudando detidamente as partituras do compositor alemão. Na Sinfonia Pastoral, ele encontrou uma realização altamente sofisticada e nada ingênua da ideia de música descritiva; na Nona, as possibilidades expressivas de uma sinfonia coral. Em uma espécie de prefácio à primeira edição da obra, Berlioz de fato ressalta que Romeu e Julieta não é uma ópera em versão de concerto nem uma cantata, mas uma sinfonia coral. Dessa forma, assinala o princípio que orientou a composição da obra: explorar os meios pelos quais a orquestra pode representar um drama sem o auxílio constante das palavras. Não por acaso, os solistas vocais e o coro interpretam personagens secundários ou “narradores” da peça, ao passo que é a orquestra quem “encarna” os dois amantes.

Romeu e Julieta contém três partes subdivididas em movimentos cujos títulos indicam a sequência dos episódios dramáticos. Inicia-se com um fugato que evoca os combates de espada entre as duas famílias inimigas nas ruas de Verona, ao qual se segue um recitativo dos metais representando a intervenção do príncipe, que faz cessar a luta. Coro e solistas entram após essa introdução orquestral, em um “Prólogo” em que o drama é apresentado e premonições sinistras são feitas.

Três movimentos compõem a segunda parte da sinfonia. O primeiro estrutura-se pelo contraste entre os ritmos de dança que remetem à festa na casa dos Capuleto e uma dolorosa melodia que exprime a solidão e a tristeza de Romeu. O movimento seguinte instaura uma atmosfera de silêncio noturno e tem em seu núcleo a bela “Cena de Amor”, adágio em que breves motivos rítmicos das madeiras (Julieta) alternam com o lirismo melódico dos violoncelos (Romeu).

Em 1858, Berlioz diria que, de toda a sua obra, a “Cena de Amor” de Romeu e Julieta era a peça de que mais gostava. O “Scherzo” seguinte constitui uma espécie de diversão ou de sonho ligeiro em que Berlioz evoca a Rainha Mab, fada a que se refere Mercúcio, amigo de Romeu, em uma passagem da peça de Shakespeare. Mab é uma fada que traz sonhos nos quais os desejos se realizam, o que em parte explica o uso, nesse “Scherzo”, de sonoridades originais — como a dos címbalos antigos —, impensáveis na época em que obra foi composta.

O “Cortejo Fúnebre de Julieta” inaugura a terceira e última parte da sinfonia. Em suas duas sinfonias anteriores, Berlioz também incluíra movimentos de marcha — a “Marcha Para o Suplício” da Sinfonia Fantástica e a “Marcha dos Peregrinos” de Harold en Italie. Para Romeu e Julieta, compõe uma marcha fúnebre, que evoca a procissão do enterro da filha dos Capuleto. Berlioz retornaria ao gênero na Sinfonia Fúnebre e Triunfal (1840) e na Marcha Fúnebre Para Hamlet (1844); além disso, o próprio “Offertorium” da Grande Missa Dos Mortos evoca uma procissão. O movimento seguinte de Romeu e Julieta, no qual Berlioz confere ao silêncio uma função expressiva, é talvez o mais “realista” da obra. Após o retorno da melodia da “Cena de Amor” — técnica que antecipa o leitmotiv wagneriano —, violinos sugerem os sobressaltos dos corpos dos amantes, que começam a sofrer a ação do veneno, e o oboé por fim exala em pianissimo os últimos suspiros de Julieta.

A sinfonia se encerra com um longo e grandioso “Finale”, em que Berlioz procura aproveitar ao máximo o potencial expressivo da combinação de orquestra, coro e solistas. O movimento lembra uma cena de grand opéra, marcada pela presença das multidões e estruturada pela sequência coro—recitativo—coro. Não por acaso, Romeu e Julieta causou forte impressão em Wagner, que assistiu à estreia da sinfonia em Paris. Em 1860, o compositor alemão enviaria a Berlioz a partitura de Tristão e Isolda com a dedicatória: “Ao grande e caro autor de Romeu e Julieta/ O grato autor de Tristão e Isolda”.

PEDRO FRAGELLI é doutor em Literatura Brasileira e editor da Revista da Osesp.

 

“Depois de longa indecisão, fixei-me na ideia de uma sinfonia com coros, solos de canto e recitativo coral, da qual o drama de Shakespeare, Romeu e Julieta, seria o tema sublime e sempre novo. Escrevi em prosa todo o texto; Émile Deschamps, com sua facilidade extraordinária, o transpôs em versos, e comecei a compor. Trabalhei durante sete meses, sem parar por mais de três a cada trinta dias. Que vida ardente vivi naquele período! Com que vigor nadava nesse grande mar de poesia, acariciado pela brisa louca da fantasia, sob os raios tépidos desse sol de amor que Shakespeare acendeu, acreditando-me capaz de chegar à ilha maravilhosa onde se eleva o templo da arte pura!” -HECTOR BERLIOZ . Memórias, XLIX (1865).

 

“Não deve haver dúvida sobre o gênero musical a que pertence esta obra. Ainda que vozes sejam frequentemente usadas aqui, não se trata de uma ópera em versão de concerto nem de uma cantata, mas de uma sinfonia coral. Se há canto quase desde o início, é para preparar a mente do ouvinte para as cenas dramáticas cujos sentimentos e paixões deverão ser expressos pela orquestra. É também para introduzir as massas corais gradualmente conforme a música se desenvolve, considerando-se que sua aparição súbita poderia prejudicar a unidade da composição. Assim, o “Prólogo”, no qual o coro apresenta a ação, é cantado por apenas quatorze vozes. Posteriormente, o coro dos homens da família Capuleto é ouvido fora do palco; então, na cerimônia do funeral, cantam homens e mulheres dos Capuleto. No início do “Finale”, os coros dos Capuleto e dos Montecchio aparecem com Frei Lourenço e, no fim, os três coros cantam juntos. A última cena da obra, a da reconciliação entre as duas famílias, é a única que entra no domínio da ópera ou do oratório. Nunca foi representada em palco algum desde o tempo de Shakespeare, mas é bela demais, musical demais, e conclui uma obra dessa natureza bem demais para que o compositor pense em tratá-la de maneira diferente. Se, nas famosas cenas do jardim e do cemitério, o diálogo dos dois amantes — os apartes de Julieta, as explosões apaixonadas de Romeu — não são cantados, se os duetos de amor e desespero são confiados à orquestra, as razões são numerosas e fáceis de compreender. Em primeiro lugar, e isto apenas seria suficiente, trata-se de uma sinfonia e não de uma ópera. Segundo, uma vez que duetos dessa natureza receberam tratamento vocal milhares de vezes pelos maiores mestres, era de bom senso, embora inusual, procurar um novo meio de expressão.  Além disso, a própria sublimidade desse amor tornava sua representação tão perigosa para o compositor que ele teve de dar à sua imaginação uma latitude que o significado das palavras cantadas não lhe poderia conferir. Recorreu, então, à linguagem instrumental, mais rica, mais variada e menos precisa, e que por sua indeterminação mesma será incomparavelmente mais poderosa num caso como esse.” - PRÓLOGO DE BERLIOZ PARA SUA “SINFONIA DRAMÁTICA” ROMEU E JULIETA.

 

ARTISTAS

Regente –  Stéphane Denève
Mezzo – Kristine Jepson
Tenor – Rúben Araújo
Barítono – Mikhail Petrenko
Orquestra Sinfônica do Estado de SP
Coro da Osesp
Coral Jovem do Estado

 

PROGRAMA

Hector BERLIOZ [1803-69]
Romeu e Julieta, Op.17 [1839]

Primeira Parte
- Introdução (Combates. Tumulto. Intervenção do Príncipe) Prólogo (Estrofes. Scherzetto)

Segunda Parte

- Romeu só. Tristeza. Ruído Distante de Baile e de Concerto. Grande Festa na Casa Dos Capuleto
- Noite Serena. O Jardim dos Capuleto, Silencioso e Deserto. Jovens da Família Capuleto Saem da Festa, Passam e Cantam Reminiscências da Música do Baile.
- Cena de Amor –  A Rainha Mab, ou a Fada dos Sonhos (Scherzo)

Terceira Parte

- Cortejo Fúnebre de Julieta
- Romeu no Mausoléu dos Capuleto. Invocação. Despertar de Julieta. Alegria Delirante, Desespero. Últimas Angústias e Morte Dos Dois Amantes
- Final (A Multidão Acorre ao Cemitério. Rixa Entre os Capuleto e os Montecchio. Recitativo e Ária de Frei Lourenço. Juramento de Reconciliação)

SERVIÇO

 

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, s/no.

Dias 18, às 10h. – dia 19, às 21h. e dia 20.08, às 16:30h.

Ingressos de R$ 40,00 a R$ 135,00

Fonte: http://www.movimento.com/

Obra inédita de Marlos Nobre estreia na Argentina.

   A obra, Maracatu Coroado ,do compositor Marlos Nobre teve sua estreia mundial no último dia 08 de Agosto no nono Simpósio Internacional da Federação Internacional de Corais  na Argentina.

 

9º World Symposium on Choral Music 3/10 August 2011

International Federation for Choral Music IFCM

Puerto Mdryn 2011, Argentina

 

On August 8, Monday, 20:00, the work “MARACATU COROADO” for mixed choir, written by the Brazilian composer MARLOS NOBRE  in 2010 and  commissioned by the 9º World Symposium on Choral Music will received its world premiere at a Gala Concert, presented  by The University of Phillipines MADRIGAL SINGERS, conducted by Mark Anthony Carpio.

 

In the work “MARACATU COROADO” Marlos Nobre used a text based on the words of the Maracatu of Recife, Pernambuco, where he was born. The music is a free and imaginative evocation of his memories on this great Afro- Brazilian traditional dance in his native town, Recife.

 

The composer MARLOS NOBRE is acclaimed as the greatest composer of Iberoamerican world, since he won the prestigious Tomás Luis de Victoria Prize in 2004 and is one of the most performed contemporary composers world wide in the recent years.

 

The choir of the University of Philipines Madrigal Singers is one of the Asia´s most awarded, having won all the top prizes in most of the world´s prestigious choral competitions. They hold the distinction of being the first choir in the world to win the European Grand Prix of Choral Singing twice.

 

Filarmônica de Minas Gerais ganhará moderna sala de concertos

O governador do estado de Minas Gerais, Antônio Anastasia, lançou na última quinta-feira, dia 4 de agosto, o projeto para a construção da Estação da Cultura Presidente Itamar Franco, complexo arquitetônico que abrigará a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, a Rádio Inconfidência e a Rede Minas de Televisão. O evento contou com a presença da secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, e dos presidentes das três instituições beneficiadas.

 

O nova Estação da Cultura ficará localizada no centro de Belo Horizonte, no Barro Preto, em um terreno de 14 mil m2. O custo estimado da obra é de R$ 140 milhões e a previsão para a conclusão é o ano de 2014. “A Estação da Cultura será um complexo que colocará, mais uma vez, Belo Horizonte e Minas Gerais na vanguarda das questões culturais de nosso país”, declarou o governador.

A nova sala de concertos sinfônicos da Filarmônica de Minas Gerais terá espaço para 1.400 lugares, tratamento acústico diferenciado, com padrão internacional, que contará com um sistema sonoro para diferentes repertórios por meio de um grande difusor móvel acima do palco e bandeiras acústicas nas paredes laterais. A Filarmônica disporá de toda a estrutura funcional para suas atividades diárias, além de salas de ensaio, salas para apoio técnico de palco e oficinas de manutenção de palco e instrumentos. O espaço também contará com infraestrutura para gravações de áudio e vídeo. O complexo cultural terá ainda lojas, cafés e um estacionamento para cerca de 500 veículos (veja imagens abaixo).

Já a Rádio Inconfidência e a Rede Minas de Televisão serão instaladas em um prédio de oito andares e terão estúdios com moderno tratamento acústico. As antenas de transmissão serão um dos pontos de referência da construção: com formato estilizado, comporão a arquitetura do prédio e ficarão sobre uma torre de 75 metros de altura.

O anúncio da construção da Estação da Cultura Presidente Itamar Franco em Belo Horizonte é auspicioso, pois trata-se de um passo decisivo para a consolidação do grande trabalho desenvolvido pela nova Filarmônica de Minas Gerais. Criada em 2008, a orquestra – que é administrada por uma Oscip em um modelo de parceria público-privada – é hoje uma das mais importantes do país. Dirigida pelo maestro Fabio Mechetti, a Filarmônica de Minas Gerais realiza concertos regulares em séries de assinaturas com destacados artistas nacionais e estrangeiros.

Neste mês, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fará apresentações no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (dia 17) e de São Paulo (dia 18). Não perca essa oportunidade para conhecer um dos mais importantes projetos musicais clássicos brasileiros da atualidade.

[Por Nelson Rubens Kunze, que viajou a Belo Horizonte para o lançamento do projeto a convite da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.]

Fonte: http://www.concerto.com.br/

DIVULGAÇÃO

Octeto da Filarmônica de Berlim interpreta Mozart, Schubert

e Beethoven  em apresentações em São Paulo e Santos

 

Conjunto formado por solistas da mais conceituada orquestra do mundo

 levam repertório clássico à Sala São Paulo e ao Teatro SESC Santos

 

 Em agosto, o Mozarteum traz ao país para três apresentações o Octeto da Filarmônica de Berlim, formado por instrumentistas da renomada orquestra alemã. No dia 15, segunda-feira, o grupo se apresenta às 20 horas no Teatro SESC Santos, e nos dias 16 e 17 (terça e quarta-feira), às 21 horas, na Sala São Paulo.

 

O octeto é formado por Lorenz Nasturica e Romano Tommasini (violinos), Wolfgang Talirz (viola), David Adorjan (violoncelo), Esko Laine (contrabaixo), Wenzel Fuchs (clarineta), Radek Baborak (trompa) e Bence Boganyi (fagote). Nos dias 15 e 16, o conjunto toca Mozart (Divertimento, K. 138 e Quinteto para clarineta e cordas) e Beethoven (Septeto, op.20). O programa do dia 17 traz Mozart (Divertimento K. 136 e Quinteto para trompa e cordas) e Schubert (Octeto, op. 166, D. 803).

 

Com 70 anos de tradição, o octeto foi a primeira formação de câmara da Filarmônica de Berlim. Desde então, o conjunto vem se renovando, e  sua biografia conta com grandes nomes e músicos de fama internacional como os spallas Spivakovsky, Rohn e Borries, os violoncelistas Piatigorsky, Graudan e de Machula, o clarinetista Bürkner e o fagotista Rothensteiner.

 

Depois da Segunda Grande Guerra, o conjunto ampliou as suas já intensas atividades de turnê dentro da Europa para viajar até outros continentes, visitando os Estados Unidos, Canadá, África, Japão, Coreia, China, Malásia, Nova Zelândia e Austrália.

 

Em 1978, o Berlin Philharmonic Octet fez os primeiros concertos em Israel e na União Soviética. O conjunto se apresenta com frequência nos festivais de Salzburg, Lucerna, Edimburgo e Berlim. Paul Hindemith dedicou o seu Octeto ao conjunto em 1958, e tocou como primeiro violista na estréia em Berlim. Outros compositores que escreveram para o Berlin Philharmonic Octet incluem Hans Werner Henze, Boris Blacher, Werner Thärichen, Karl Heinz Wahren, Karlheinz Stockhausen e Isang Yun.

 

 

Mozarteum Brasileiro - O Mozarteum foi fundado em 1981 por Sabine Lovatelli e Claude Sanguszko, com o compromisso de manter a sociedade atualizada sobre os conceitos e expressões artísticas que se desenvolvem nos principais centros ao redor do mundo.  Uma das mais importantes associações culturais do país, há 30 anos o Mozarteum traz o melhor da música de concerto internacional.

 

Ao longo de sua trajetória, a instituição trouxe ao Brasil algumas das mais importantes orquestras do mundo, entre elas as Filarmônicas de Berlim, Viena, Munique e de Nova York, companhias de dança como o Bolshoi e o New York City Ballet e também renomados solistas, grupos de câmara, coros e regentes. 

 

Masterclasses gratuitas – O Mozarteum tem como premissa a promoção periódica de encontros didáticos entre conceituados artistas do cenário internacional e estudantes brasileiros de música. Esses encontros estimulam e promovem um enorme enriquecimento para o currículo musical dos participantes.  As aulas são sempre acompanhadas de intérprete.

 

Este ano, o Mozarteum inaugura parceria com a EMESP Tom Jobim, Escola de Música do Estado de São Paulo. No dia 17 de agosto, das 10h às 13h, todos os integrantes do Octeto da Filarmônica de Berlim realizarão masterclasses de violino, viola, violoncelo, contrabaixo, clarineta, fagote e trompa na sede da escola (Largo  General Osório, 147, Campos Elíseos). Os interessados em participar como alunos ativos ou ouvintes deverão inscrever-se previamente através do telefone (11) 3815-6377 (Mozarteum Brasileiro), de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. A inscrição é gratuita e as vagas são limitadas.

 

Clube do Ouvinte - O maestro, compositor e pianista Sérgio Igor Chnee é o curador e apresentador dessas palestras de caráter informal, batizadas de Clube do Ouvinte e realizadas uma hora antes de cada apresentação em São Paulo. Elaborados para atender expectativas de todo tipo de público, os encontros relacionam a obra ao período histórico em que foi composta,  permitindo que os ouvintes entendam melhor o papel da música na sociedade.  As palestras ocorrem sempre antes dos espetáculos, a partir das 20 horas, com 40 minutos de duração.  A participação é gratuita, basta apresentar o ingresso para o concerto. As vagas são limitadas.

 

Patrocínio – Em 2011, o Mozarteum Brasileiro tem como Mantenedores: Banco Votorantim, Instituto Votorantim, Mantecorp, Osram e Siemens.

Patrocínio Ouro: BNDES, Bradesco, Camargo Corrêa, Clariant, Comgás, Credit Suisse, Deutsche Bank, Banco ING, Mercedes Benz, Novartis, Pirelli e Volkswagen.

Patrocínio Prata: Allianz, Bain & Company e Monsanto.

 

 Octeto da Filarmônica de Berlim

São Paulo

Datas: 16 e 17 de agosto de 2011, terça e quarta-feira

Local: Sala São Paulo

Horário: 21 horas

Lotação: 1.484 lugares

Endereço: Praça Julio Prestes, s/nº Centro São Paulo

Preços Ingressos avulsos: setor A – R$ 200,00 / setor B – R$ 170,00 / setor C – R$ 110,00 / setor D – R$ 70,00

Vendas:

Mozarteum Brasileiro - tel.: (11) 3815-6377 – (Visa, Master Card, American Express, Diners, cheque, dinheiro e depósito bancário)

Bilheteria da Sala São Paulo - tel.: (11) 3223-3966

Ingresso Rápido - www.ingressorapido.com.br 

Tel.: (11) 4003-1212  (incluindo sábados e as vendas pela Ingresso Rápido estão sujeitas a taxa de conveniência e taxa de entrega).1212

Estacionamento no local: R$ 12,00

Classificação etária indicativa: livre

Mozarteum Brasileiro
Tel.: (11) 3815-6377
ingressos@mozarteum.org.br / www.mozarteum.org.br

 

Santos

Data: 15 de agosto, segunda-feira

Local: Teatro SESC Santos

Horário: 20 horas

Endereço: rua Conselheiro Ribas, 136 - bairro Aparecida
Tel.: 13. 3278-9800
Ingressos: bilheteria no local

R$ 7,50 para comerciários matriculados no SESC

R$ 15,00 (outros matriculados no SESC, estudantes, idosos e professores da rede pública) e R$ 30,00 (público em geral)

O Novo Teatro Municipal de São Paulo.

  

Após uma longa e criticada reforma, novos ares dão vida a cultura paulistana. Nesse meio tempo tivemos brigas de músicos com o maestro e uma carência de espetáculos líricos. A reabertura do mais tradicional teatro paulistano volta a colocar São Paulo no mapa dos grandes espetáculos líricos brasileiros. Vimos nessa reinauguração uma série de acertos da direção do Teatro e constatamos alguns detalhes que podem ser melhorados.

ACERTOS:

   Estética: O Teatro Municipal de São Paulo esta novinho em folha, tudo foi reformado. A beleza das escadarias e dos vitrais enche os olhos, a acústica foi melhorada.   

  Temporada eclética : A direção do Teatro acertou nas escolhas : Balés nacionais e internacionais, concertos com grandes solistas, óperas de diversos períodos e orquestras convidadas fazem a temporada ser uma das melhores dos últimos anos.

  Intercâmbio: Montagens de outros teatros serão exibidas em São Paulo, uma forma inteligente de baratear as produções.

  Venda de ingressos: Podem ser comprados pela Internet ou pelo telefone. Facilita muito para quem não mora na cidade ou não tem tempo de ir ao teatro . A programação fixa permite a venda dos ingressos para toda a temporada e parece que o velho habito de cancelar espetáculos ficou no passado.

  Público: Esta quase tudo esgotado, espetáculos de qualidade trouxeram o interesse do público . Nas bilheterias está difícil conseguir ingressos, se você tem interesse em algum espetáculo apresse-se.

  Melhorias para o Teatro Municipal de São Paulo:

   Programa de assinaturas: É possível e interessante instituir um programa de assinaturas nos moldes feitos pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

  Estacionamento: É sempre uma confusão estacionar no centro de São Paulo, quando se consegue uma vaga se é coagido a deixar um grande valor aos famosos "flanelinhas". Os estacionamentos cobram um fortuna, vale mais a pena ir e voltar de táxi.

  Balé da Cidade de São Paulo:  O corpo de baile dedica-se exclusivamente a coreografias modernas. Esta mais do que na hora de começarem a ensaiar e produzir balés clássico e românticos completos. No teatro Municipal do Rio de Janeiro temos um repertório de balés clássicos, em São Paulo não vemos isso há anos.  

  Kirov: O afamado balé russo virá a São Paulo para apresentar O Lago dos Cisnes, o preço do ingresso beira ao absurdo.  

   Ali Hassan Ayache

Marcus Góes especial para o Blog de Ópera e Ballet.

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O EXERCÍCIO E O SENTIDO DA CRÍTICA.

A crítica, seja de que natureza for, não é um mero arrazoado de opiniões baseadas em gosto pessoal, mas outrossim o produto do conhecimento.

 

Neste blog e em  postos da mídia no Brasil e em muitos outros países, ocorre uma deturpação quase sempre danosa à arte de modo geral, a qual estatui que crítica é uma simples opinião calcada no “gostei ou não gostei”, uma declaração meramente subjetiva de preferências, e que cada um tem o direito de dizer o  que lhe aprouver sem o menor conhecimento técnico, teórico, ontológico ou prático do assunto abordado. De conhecimento histórico e vivencial nem se fala. Muito menos de inserções desses conhecimentos no grande painel abrangente da Filosofia da Arte.

Crítica é opinião, sim. No entanto, a crítica artística e a opinião devem, por força, ter por base não o simples “gostei ou não gostei”, mas o embasamento seguro no geral e abrangente conhecimento de quem emite julgamentos. Não é de se admitir por exemplo que alguém se intitule crítico de arquitetura sem saber o que é uma ogiva nem o que significa criar espaços, ou crítico de literatura sem saber quem é que tinha os dentes amarelos, ou crítico de pintura sem distinguir vermelhão da China de carmesim, ou crítico de teatro sem saber quem narrou a  Hamlet quem matou o narrador.

No caso da música, há vários pressupostos para que alguém escreva uma crítica. Em primeiro lugar, o crítico de música deve conhecer e saber o significado verbal e musical de uma quantidade razoável de teoria musical e seus termos. Deve saber o que é um “piano”, um “smorzando”, um “adagio”, uma “appogggiatura”, um “tremolo”; deve saber que o relativo de dó maior é lá menor, deve saber que um compasso 4/4 se preenche primariamente com quatro semínimas, que existem quiálteras, sinais de pausa, que os intervalos podem ser melódicos ou harmônicos, consonantes ou dissonantes, e muita coisa mais. Deve o crítico de música em seguida ter familiaridade com partituras e com tradições no modo de executá-las. Deve estar sempre atentíssimo à propriedade e estilo .

O ouvido do crítico de música deve ter sido longamente familiarizado com todos os sons e sonoridades de uma execução, para que ele possa perceber quando um instrumentista transformou por exemplo quiálteras de seis em quiálteras de três, quando um violino desafinou, quando um pianista “esbarrou”, quando um soprano emitiu uma nota “calante” ou errou as palavras do texto, quando o regente escolheu um tempo muito rápido ou muito lento, e muitíssimas outras coisas mais .

Munido desse arsenal que vai acima simples e sumariamente exemplificado, o crítico poderá aplicar a seus julgamentos sua sensibilidade de amante da música, procurando o principal: a “expressão” através da música. Nosso Carlos Gomes, em carta a Francisco Braga, é autor de frase lapidar: “Música é expressão e expressão não se escreve.”, dito que seria repetido  por Mahler de outra forma: “A partitura tem tudo, menos o essencial.

No caso de crítica de ópera, o crítico deverá estar familiarizado com vozes de vários intérpretes do mesmo papel, com as palavras e indicações do texto, com as dificuldades tradicionais, com locais usados para abaixamento de tonalidade, com deturpações da partitura para facilitar a superação de dificuldades, com dicção e pronúncia, com propriedade, com estilo.

De preferência, deve o crítico de ópera ter estado presente a várias récitas com elencos diferentes das óperas comuns do repertório, para poder ter uma visão comparativa mais aguçada. Para exemplificar mais objetivamente o assunto, um crítico verdadeiro jamais deixará de perceber que a coloratura aspirada e em staccato da cantora Cecilia Bartoli é uma deturpação  anti-musical. Ele, por exemplo, terá ouvido ao menos em gravações, no caso muito úteis, uma Joan Sutherland, uma Giulietta Simionato, uma Eleanor Steber, executando as coloraturas ligadas como escritas pelo compositor.

No caso de crítica por exemplo de piano, o crítico deverá ser capaz de aquilatar se uma mão esquerda está sendo tocada com mais volume do que o correto, se os pedais estão sendo usados a contento, se o discurso musical flui com facilidade e sem arestas. E mais se alongaria esse pequeno artigo se se mencionassem as atenções e cuidados que deve ter um crítico ao emitir julgamentos.

Não se trata pois uma crítica de uma mera opinião pessoal “gostei ou não gostei”. Quanto às palavras nela usadas, o público brasileiro, parte do “homem cordial”, célebre dito de Sérgio Buarque de Holanda, quer festa, ingressos grátis, jantares depois do espetáculo, tapinhas nas costas. Não conhecem as candentes ou irônicas expressões admitidas e até benvindas de críticas dos grandes críticos, desde Robert Schumann e Edward Hanslick , os dois maiores críticos de música do século XIX, até os escritos de um Sergio Segalinii, redator-chefe da revista especializada Opera International, de Paris, que passou anos chamando o tenor Placido Domingo de “PLAMINGO”, ou seja, o tenor sem o “si” e sem o “dó” (Domingo é um tenor curto, todos sabem)  sem que o crucificassem por isso. Nem conhecem as palavras de Rodney Milnes, importantíssimo crítico internacional, escrevendo sobre o soprano Lucia Aliberti em Opera, de Londres; nem o que Oscar Guanabarino escrevia de Villa-Lobos. Nem os escritos de Rosenthal, de Landini, de Osborne.

Conta-se que há muitos anos, em recital, um tenor em Porto Alegre, ao cantar a despedida de Lohengrin, saiu-se com um “Mein lieber Schwein” (Meu amado porco) no lugar do correto “Mein lieber Schwan” (Meu amado cisne), o que deu oportunidade a um crítico de escrever “O tenor X  esteve muito mal e foi responsável por várias porcarias…” Respeitável público, diante de tamanho disparate do tenor, esse crítico foi mal educado, grosseiro ou superiormente engraçado? Deveria ter simplesmente dito que o tenor X , coitadinho, ama os porcos em vez de preferir os cisnes, é o gosto dele, viva a liberdade !!!!

A regra de ouro da crítica ou julgamentos, opiniões e qualquer forma de declarações que ao final sejam uma apreciação crítica artística escrita em jornais ou em qualquer veículo é que o prolator das mesmas não entra em discussões, polêmicas e principalmente confraternizações e troca de elogios com aqueles que enviaram mensagens ao veículo. Crítico escreve, diz o que tem a dizer, e some, desaparece. Isto é uma regra vigente na mídia em geral. Assim não sendo, tudo vira circo, “você é o maior”, ”obrigado, sou sim”, “você é um idiota”,  “você é que é”, ”não tenho  rabo preso”,  “obrigado pelas palavras a meu respeito”, “de nada, você merece”. O bolo é cortado, todo mundo quer um pedacinho, pedaços são atirados na cara dos participantes julgados “mal educados”, ou de qualquer modo  adversários e caem todos no obscuro anonimato dos membros do oba-oba geral.

A demonstração de conhecimentos, as citações literárias, a internacionalidade, a vivência, o burilamento cuidadoso da escrita, no Brasil são um anátema, são o pedantismo, o rebuscamento.

Quousque tandem …
GOTT SOLL ALLEIN MEIN HERZE HABEN
MARCUS GÓES –JULHO 2011

Fonte: http://www.movimento.com/

La Bayadere, cada um monta a seu bel prazer.

Minkus: La Bayadere

O DVD proporciona coisas incríveis, são gravações de todos os tipos. Vinte anos atrás nem sonhava em ter uma versão do balé La Bayadère, hoje tenho mais de cinco. Cada teatro com seu coreografo faz sua versão desse belo balé de Marius Petipa e música de Minkus. Natalia Makarova não deixa por menos, inventa sua versão da obra. Acerta em muitos quesitos e pisa na bola em outros. Acerta no quarto ato, ao dar final a história de amor entre Solor e Nikiya. Erra nos segundo ato, diminui o número de bailarinas , das 32 originais temos apenas 24.

 A produção é de encher os olhos, balé clássico no sentido literal do termo. Elementos como o exotismo, o triângulo amoroso e o sobrenatural são perfeitamente explorados em cenários luxuosos e coloridos. A luz acompanha a imaginação da coreografia , dialoga com as cenas, simplesmente ótima. As imagens captadas em câmeras digitais detalham todas as riquezas da produção. A direção de cenas acerta nas tomadas, vemos as expressões e sentimentos dos personagens. Isso pode ser um problema!

  A orquestra mostra todas as nuances da partitura, música de Minkus é delicada. Rica em expressar emoções. Os problemas da apresentação são os solistas. Tamara Rojo é uma excelente bailarina, dona de uma técnica impressionante. Seu corpo excessivamente magro prejudica seu desempenho. Bailarina não precisa ser tão raquítica. Sua Nikiya é inexpressiva, esquece os sentimentos apaixonados da personagens, não atua. Consegue melhorar no segundo ato, mas suas expressões faciais não emocionam nem uma criança de 10 anos.

  Outra decepção foi Carlos Acosta, cansei de elogiar esse grande bailarino cubano. Seu Spartacus é soberbo,  seu Romeu é expressivo. Acosta não tem temperamento, estilo e a delicadeza necessária para o personagem Solor. Sua preocupação maior está em dançar e exibir sua técnica, dança para as palmas da platéia e se esquece do personagem.

   A melhor das solistas é Marianela Nunes, sua princesa Gamzatti é delicadeza combinada com o frescor da beleza juvenil. Incorpora a personagem e expressa seus sentimentos. Menina mimada , adolescente sem limites que satisfaz o desejo do pai de casar com o partidão. Suas variações e codas são de tirar o fôlego, suas piruetas triplas parecem fáceis. Seu sorriso encanta. Consegue uma química com Acosta que Tamara Rojo não tem, você torce por ela. O corpo de baile do Royal Ballet dança com destreza e excelente técnica. A dança das sombras, que abre o segundo ato, é uma das sequências mais belas do balé clássico. O Royal Ballet tira de letra, cena de arrepiar e emocionar.  

Ali Hassan Ayache 

Lorin Maazel regerá Festival Beethoven da Orquestra Sinfônica Brasileira

Está confirmado: o maestro Lorin Maazel substituirá Kurt Masur nos concertos do Festival Beethoven da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). Os sete concertos do Festival Beethoven, que a partir do próximo dia 10 de agosto marcarão a abertura da temporada 2011 da OSB, serão todos regidos por Maazel – assim, não acontecerá mais a participação do maestro Roberto Minczuk como originalmente programado.

 

Lorin Maazel é um dos mais extraordinários e brilhantes maestros da atualidade. Nascido na França em 1930, filho de judeus norte-americanos, Maazel cresceu nos Estados Unidos. A partir da década de 1960, o maestro trilhou uma carreira ímpar que o levou a dirigir as maiores orquestras do mundo. De 2002 a 2009, Lorin Maazel foi diretor artístico e regente titular da Filarmônica de Nova York.

O maestro Lorin Maazel substituirá Kurt Masur que, de acordo com seu representante, teve de cancelar sua viagem ao Brasil em razão de problemas de saúde [leia aqui]. Os concertos revestem-se de uma importância especial, já que serão os primeiros eventos públicos da OSB após a grave crise que a orquestra vem atravessando desde o começo do ano. Desentendimentos entre os artistas e a Fundação OSB levaram à demissão de mais de 30 músicos, que então passaram a exigir a saída do maestro Roberto Minczuk. O maestro acabou pedindo demissão de seu cargo de diretor artístico (Minczuk, contudo, segue regente titular) e a Fundação OSB contratou Fernando Bicudo e Pablo Castellar para uma gestão compartilhada. A dupla encaminhou uma generosa proposta de reconciliação – que entre outras questões contempla a readmissão de todos os demitidos [leia aqui] – e agora conseguiu viabilizar a substituição de Masur por Maazel.

Em resposta a reclamações de músicos que veem na contratação de Maazel uma tentativa de abafar a crise, Fernando Bicudo escreveu no Facebook: “Temos que encontrar soluções, através do diálogo, sem radicalismos. Assim como temos o maior respeito com os músicos, também temos que respeitar os nossos compromissos com o público, com os assinantes que adquiriram suas assinaturas para assistirem ao Festival Beethoven. Agora, ao conseguirmos viabilizar a regência do extraordinário Lorin Maazel, estamos procurando contribuir para a gloriosa história da OSB”. E, mais adiante, em relação à nova proposta de conciliação, Bicudo podera: “Atendemos aos anseios e pedidos dos músicos, exceto à decisão do Conselho Curador da FOSB de demitir o maestro Roberto Minczuk, que já não comanda a Direção Artística e se encontra apenas como regente titular. Criamos um novo corpo estável dentro da OSB para podermos receber de volta todos os músicos afastados, para solucionar o mais emergencial dos problemas, que é a sobrevivência financeira de músicos que dependem do recebimento de seus salários da OSB. Buscamos uma reaproximação com todos,  uma solução que atenda não só aos 33 músicos afastados, mas também aos interesses e empregos dos 59 músicos que estão ensaiando na OSB e ao público que adquiriu suas assinaturas para o Festival Beethoven”.

Fonte: http://www.concerto.com.br/

DIVULGAÇÃO

Curso em 12 aulas, ministrado pelo maestro Ricardo Rocha, que abrange do século IV ao século XX.

Introdução à história da música produzida no Ocidente entre os séculos 4 e 20 da Civilização Cristã, na forma de um grande painel, com análise e exame dos contextos político, social, econômico e religioso em que esta música foi se desenvolvendo, sempre ilustrado por gravações em CD e DVD de obras emblemáticas dos períodos abordados.

- Dia 09/08 – Introdução: painel sobre estes 16 séculos de música
Séculos IV a X - a gênese da música ocidental na monodia cristã; a era carolíngia; a necessidade da notação musical

- Dia 16/08 – Séculos XI e XII

- Dia 23/08 – A Escola de Notre Dame e o contexto dos séculos XIII e XIV

- Dia 30/08 – O pré-Renascimento e o século XV

- Dia 06/09 – Século XVI e o Renascimento na Itália

- Dia 13/09 – A Reforma Protestante

- Dia 27/09 – A Reforma Católica ou Contra-Reforma

- Dia 04/10 – O Barroco

- Dia 11/10 – O Classicismo

- Dia 18/10 – O Romantismo

- Dia 25/10 – O Impressionismo no final do século 19 e o Modernismo na primeira metade do século 20.

- Dia 01/11 – O experimentalismo, a música eletrônica e o resgate da música antiga com pesquisa e instrumentos de época na segunda metade do século XX. Considerações finais sobre a música e seus caminhos no novo milênio

 

RICARDO ROCHA

Ricardo Rocha 3451 Introdução à História da Música Ocidental

Maestro Ricardo Rocha

Maestro, recebeu o Prêmio do Governo do Estado do Rio de Janeiro na categoria Música Erudita em 2009, por seu trabalho à frente da Cia.Bachiana Brasileira. Incansável promotor da Música Brasileira de Concerto, no Brasil e no exterior, tem prestado igual contribuição na difusão de grandes obras orquestrais e coro-sinfônicas, pouco ou nunca montadas em nosso país. Suas gravações contam com mais de 15 concertos para a televisão e rádio, além de 8 CDs (1 inédito), e três DVDs.

Na Alemanha, Rocha criou e dirigiu por 11 anos (1989 a 2000) o ciclo “Brasilianische Musik im Konzert” à frente de orquestras como a Sinfônica de Bamberg, com a qual fez uma turnê e gravou para a Rádio da Baviera, as Filarmônicas da Turíngia e de Südwestfallen, com a qual gravou um CD já esgotado, e a Sinfônica de Baden-Baden. Na Argentina, foi regente residente frente à Orquesta Sinfónica Nacional de Cuyo, em Mendoza, e, no Brasil, regeu como convidado as Orquestras Sinfônica Brasileira, Teatro Municipal de São Paulo, Sinfônica de Minas Gerais, Petrobras Sinfônica e Sinfônica Nacional.

É autor do livro “Regência, uma arte complexa” (2004) e está preparando o lançamento, para 2012, do seu método de análise morfológica, intitulado Análise Estrutural, com a análise das Nove Sinfonias de Beethoven. Em novembro de 2009, dirigiu a Nona Sinfonia de Beethoven na estreia da Orquestra Jovem do Brasil, formada por jovens escolhidos em todo o país, em comemoração aos 20 anos da Queda do Muro de Berlin, e em 2010 a Rádio MEC produziu e apresentou quatro programas sobre sua vida e obra. É professor de cursos de extensão na Pós-Graduação da Faculdade de São Bento e do Conservatório Brasileiro de Música, assim como do Baukurs Cultural.

Mais informações e inscrições pelo site:  www.baukurscultural.com.br

ou pelos telefones 21 2530-4847.

SERVIÇO


Baukurs Cultural
Rua Goethe, 15 – Botafogo – RJ

Às terças-feiras, 20h – 22h, de 09 de agosto a 01 de novembro de 2011.

São 30 vagas

Pagamento em 3 parcelas de R$ 250,00

20% de desconto para os Associados da Cia. Bachiana Brasileira (3 parcelas de R$ 200)

FONTE: http://www.movimento.com/

DIVULGAÇÃO
SÉRIE RECITAIS CASA DA MÚSICA
Dia 12 de agosto - 19h - Sexta-feira
Recital de Violino e Piano
Ingrid Gerling - Violino
Cristina Capparelli - Piano


Ingresso: colaboração espontânea

SÉRIE RECITAIS EXTRAS CASA DA MÚSICA
Dia 05 de agosto - 20h - Sexta-feira
RECITAL DE CANTO
STRAUSS E MÚSICA ALEMÃ

Juremir Vieira - Tenor
Leando Faber - Pianista

Ingresso: R$ 20,00

Dia 13 de agosto - 19h - Sábado
Piano Class 2011 de Pelotas
Recital de piano com Victor Gastaud

Participação de Fernanda Castilho

Entrada franca

Mais informações podem ser obtidas no site www.pianoclass.com, pelo email pianoclass@pianoclass.com ou pelos telefones: (53) 3227.0545, 8402.6735 ou 8402.6734 com os pianistas Fernanda Castilho e Júlio Machado.


Dia 14 de agosto - 19h - Domingo
Duo Shieh-Sperandio
Recital de violoncelo e piano

Rogério Shieh - Violoncelo
Pedro Sperandio - Piano
 
Repertório: Bach, Beethoven, Brahms, Paganini e Guarnieri.

Valor do ingresso: R$ 10,00

Dia 20 de agosto - 19h - Sábado
Concerto Brouwer & Piazzolla

Duo Ariel e Duo Faber-Estivalet

Leando Faber, Daniel Müeller e Marcel Estivalet

Valor do ingresso: R$ 15,00

SÉRIE SARAUS CASA DA MÚSICA
Dia 27 de agosto - 20h - Sábado 
URBI ET ORBI
'para a cidade e para o mundo'

TOTALMENTE DESPLUGADOS!
Orestes Dornelles - violão e voz
Lucas Kinoshita - percussão e vocais
Filipe Narcizo - contrabaixo e vocais

Ingresso: R$ 10,00

AULAS E CURSOS
APRENDA INGLÊS E ESPANHOL CANTANDO
Na Casa da Música, todas as terças-feiras das 10:30 às 12:00, reúnem-se aqueles que desejam aprender Inglês e Espanhol de uma forma diferente e divertida.

Objetivos do Curso:
- efetivo aprendizado do Idioma;
- exercício da memória e demais atividades cognitivas;
- desenvolvimento da capacidade técnico-vocal e musical.
Período do curso: de 2 de agosto a 13 de dezembro.
Aulas em grupo de 3 a 8 pessoas.
Investimento: R$ 360,00 ou 4 x de R$ 100,00.

Inscrições:
Prof. Kiko Hafner clisteneshf@gmail.com

Workshop com o tenor Juremir Vieira
06 e 07 de agosto de 2011 – sábado e domingo
Das 14h às 18h
Classes de técnica vocal, coaching e interpretação para cantores líricos profissionais, ou não,  que pretendem   aprimorar    seus conhecimentos no palco, ministradas por cantor radicado há 15 anos na Europa.

Valores:

Alunos ativos: R$ 120,00
Alunos ouvintes: R$ 40,00
Inscrições pelo email: vieirajuremir@gmail.com

Curso de Formação em Música para Professores
Início: 08 de Agosto - 2-feiras das 19 às 21h
Público alvo: professores de todas as áreas             
Carga horária: 40h.  (Agosto a Dezembro 2011)
Dia e horário: segundas-feiras das 19 às 21h
Investimento: R$100 mensais

Vagas limitadas!
CERTIFICAÇÃO FORNECIDA PELA SMED PORTO ALEGRE

Local: Casa da Música
Contato: (51) 9288-5205 ou (51) 3237-5205

MASTERCLASS DE CANTO
Dia 24 e 25 de agosto - Quarta e Quinta 
Das 10h às 12h30h e das 14h às 18h
com o Maestro Linus Lerner

Inscrições com Débora Faustino
deh_acisum@hotmail.com

Valores:
R$ 150,00 para participantes ativos
(incluso pianista acompanhador
)
R$60,00 para ouvintes

Oficina de Percussão com Ari Colares (SP)
Dia 01 de setembro
Turmas:
I -  das 14h às 18h
II -  das 19h às 23h

Valor: R$ 80,00
ps: trazer instrumentos


Local: Casa da Música

Inscrição: casadamusicapoa@hotmail.com
Aquecimento para a ópera Roméo et Juliette no Theatro São Pedro/SP

Charles Gounod: Roméo et Juliette [Blu-ray]

 

 

 

   Existe uma gravação não comercial da récita de 2004 , realizada no Teatro Municipal de São Paulo:

 ROMEO ET JULIETTE, Lamosa, Portari, Bruno, Nardoto, Painno,Botelho,Szot, Amir,Alvarez, Gallisa , MALUF. Teatro Municipal de São Paulo,2004. DVD com legendas em português e entrevista com os solistas,Francês, 180 min. 

 

Prezados amigos, cantores e amigos da Música Lírica;

 

Está sendo um dia que começou triste com a notícia de falecimento dessa grande Mestra do Canto Lírico, soprano Neyde Thomas, ocorrido há poucas horas. Já tínhamos notícia da piora do seu estado de saúde desde que Neyde Thomas participou da abertura do Festival de Londrina, realizando a primeira oficina desse evento mas tendo que se internar em seguida.

 

Com muito pesar, lamentando por essa perda para nossa música, e solidarizando-nos com familiares, como o grande barítono Rio Novello, esposo de Neyde, seus alunos, ex-alunos e uma imensa legião de admiradores, que vão aninhar essa saudade pela vida afora, reproduzimos a notícia que retiramos do Blog do jornalista de O ESTADO DE S. PAULO, João Luiz Sampaio:

 

 

 

 

“Chega de Curitiba a notícia da morte, hoje cedo, da soprano Neyde Thomas. Foi uma das grandes cantoras líricas brasileiras, com carreira de sucesso aqui e lá fora, onde integrou o elenco da Deutsche Oper, em Berlim. Lá, fez, entre tantas outras coisas, uma “Traviata” de sonho regida por Lorin Maazel, da qual há gravações piratas que testemunham o belo timbre, a expressividade da voz e a técnica, da qual também dão testemunho as gerações de alunos que formou ao lado do marido, o barítono Rio Novello. Estive na casa deles em Curitiba há alguns anos, para uma longa conversa, e me impressionou muito o clima familiar, com alunos reunidos em volta da mesa do almoço. À tarde, sentamos para ouvir algumas de suas criações. E nunca me esqueci dos olhos cheios de lágrimas, esboçando um sorriso, enquanto ela ouvia emocionada sua Traviata. Primeiro, Benito Maresca, agora Neyde Thomas. Ano difícil para a ópera brasileira”. João Luiz Sampaio (O Estado de S. Paulo – 1/8/2011)

 

Nossas condolências. Que Deus acolha em sua Glória, essa extraordinária artista lírica, que tanto bem produziu em vida!

José Eduardo Gagliardi Florence Teixeira.  jegft@terra.com.br

DIVULGAÇÃO

ESTÚDIO ÓPERA PARÁ-AMAZÔNIA

Esta semana começa a primeira ação do Estúdio Ópera Pará-Amazônia: a Oficina de Interpretação para Cantores Líricos. As aulas serão ministradas pelos professores Paulo Santana Santana e Milton Monte. Até o momento temos dois espetáculos programados: um espetáculo cênico para o Teatro Universitário Cláudio Barradas para os dias 21, 22 ...e 23 de outubro e uma récita dentro do 38º ENARTE no dia 09 de dezembro de 2011, no Teatro da Paz, com regência do Maestro francês Philippe Forget. Queremos muito poder fazer a circulação destes espetáculos pelo interior do Estado do Pará! Você está interessados em nos patrocinar? Você conhece alguém que poderia estar interessado em nos patrocinar? Aguardamos os seus contatos! Milton Monte. http://facebook.com/milton.monte

DIVULAGAÇÃO

Angelika Kirchschlager e Camerata Bern se apresentam no Rio e São Paulo

 

 

 

 

 

 

Pela primeira vez no Brasil, a mezzo soprano austríaca Angelika Kirchschlager apresenta-se ao lado da Camerata Bern no sábado, dia 30 de julho, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro pela série da Sala Cecília Meireles e nos dias 2 e 3 de agosto, terça e quarta, na Sala São Paulo pela temporada do Mozarteum Brasileiro.

Com direção artística da violinista Antje Weithaas, serão abordados nos concertos os repertórios barroco, romântico e contemporâneo, com solos de Kirchschlager nas árias de Händel Cara speme e Svegliatevi nel core, da ópera Giulio Cesare, Si tra i ceppi, da ópera Berenice, e Lord to thee each night and day, de Theodora. Ela também interpreta sete Lieder de Schubert (Ganymed,  Geheimes, Heideröslein, Du bist die Ruh, Rastlose Liebe, Der Erlkönig e Ellens Gesang).

A Camerata Bern apresenta também Concerto ripieno em Dó, de Vivaldi; uma versão para orquestra de cordas do Quinteto de cordas nº 2 op. 87 de Mendelssohn, além de Verdis Traum, peça do compositor contemporâneo suíço  Martin Wettstein.

Angelika Kirchschlager iniciou seu aprendizado musical ao piano, no Mozarteum, em Salzburg. Formou-se na Escola de Música da mesma cidade, e logo depois, em 1984, matriculou-se na Academia de Música de Viena, onde estudou canto com o baixo-barítono Walter Berry. Consagrada internacionalmente, hoje Kirchschlager sente-se à vontade nos palcos das principais casas de ópera e salas de concerto do mundo, sejam elas na Europa, na América do Norte ou no Extremo Oriente.

Fundada em 1962 com a ideia de ser uma formação pequena, flexível e sem regente, a Camerata Bern evoluiu rapidamente para uma orquestra de câmara.  Os 14 membros do conjunto sem exceção têm formação solista. O grupo se apresenta nos principais palcos do mundo, com artistas de renome como Heinz Holliger, András Schiff, Vadim Repin, Emmanuel Pahud, Tabea Zimmermann, Paul Meyer, Jean-Pierre Rampal, Maurice André, Radu Lupu, Gidon Kremer, Barbara Hendricks, Peter Schreier e Leonidas Kavakos.

FONTE: http://www.concerto.com.br/

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