MELHOR LIVRO DE MÚSICA CLÁSSICA, 2009: BIOGRAFIA DOS COMPOSITORES ERUDITOS DE LAURO MACHADO COELHO.

Lauro Machado Coelho nos brindou com 4 exemplares da coleção Biografia dos Compositores Eruditos.Franz Litz, Hector Berlioz, Jean Sibelius e Anton Bruckner foram os contemplados de 2009. Análises profundas da vida e obra de cada compositor fazem dessa coleção ser única na língua portuguesa.

  

DESTAQUE LÍRICO 2009-FEMININO: LUCIANA BUENO

Sua Carmen de Curitiba foi memorável, transmitida pela televisão, me deixou com sentimento de culpa por não ter ido a capital paranaense. Sua Rosina, no Teatro São Pedro, foi magnífica. Mezzo-soprano de voz escura, aveludada, que evoluí a cada espetáculo. Sua técnica precisa , junto a boas coloraturas fazem dela a melhor mezzo-soprano do Brasil na atualidade. Estuda cada persongem e se transforma por ele. Valeu Luciana! Espero que em 2010 continue cantando assim.

DESTAQUE LÍRICO 2009-MASCULINO :RODRIGO ESTEVES

Barítono em ascensão, em 2009 teve um grande ano.Voz lírica, clara , potente, límpida. Tive a oportunidade de ver Rodrigo Esteves em 3 ocasiões em 2009. Il Barbieri di Siviglia, Cavalleria Rusticana e Der Rosenkavalier. Em todas as ocasiões o jovem baríotono mostrou todo seu talento vocal e cênico. Imperdível e engraçadíssimo como Fígaro. Participou do CD "Das Lied Von De Erde",a Canção da Terra de Gustav Mahler. Versão de câmara realizada por Schoenberg e Riehm,  lançado pela Algol editora. Esse garoto vai longe!

OS MELHORES DE 2009:CD

MELHOR CD DE ÓPERA: I CAPULETI e I MONTECCHI-BELLINI

Bellini: I Capuleti e i Montecchi

  Netrebko, e pricipalmente Garranca estão em total sintonia nas árias e duetos dessa ópera.Netrebko demosntra excelente técnica e Garranca mostra que entende a arte do belcanto. Um cd imperdível!  

MELHOR RÉCITA DE ÓPERA-2009: Der ROSENKAVALIER-OSESP

Um ano sem óperas no Teatro Municipal de São Paulo, ficamos com o Teatro São Pedro e a Sala São Paulo. O destaque fica para Der Rosenkavalier(O Cavalheiro da Rosa), que mesmo apresentada em forma de concerto, se destacou pela excelência vocal e a grande performance da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo sob a regência de Richard Armstrong.

 

  MELHOR ESPETÁCULO DE BALÉ-2009 :GISELLE- BALÉ NACIONAL DE CUBA 

  Poucos espetáculos de balé clássico em 2009. O destaque é o Balé Nacional de Cuba, dirigido por Alicia Alonso, mostrou tudo que os cubanos aprenderam com o balé russo. Grande atuação de todo corpo de baile. 

PIOR APRESENTAÇÃO DE 2009: DON QUIXOTE, GRAND MOSCOW CLASSICAL BALLET

Solistas fracos, corpo de baile desatento que conversa entre si, bailarino que leva um tombo, ingressos caros e vai por ai. O Grand Moscow Classical Ballet (Nome pomposo) apresentou Don Quixote de Minkus esse ano em São Paulo e outras cidades brasileiras.Faturaram uma bela grana e não apresentaram nada de interessante. Nem tudo que vem da Rússia é sinônimo de qualidade em balé. Existem as grandes companhias , que prezam a excelência e existem as que pegam uma carona. Contratadas por empresas de entreterimento apresentam espetáculos medíocres a preços elevados.E o público aplaude de pé. 

OS MELHORES DE 2009: DVD

MELHOR DVD DE ÓPERA :

Cherubini: Medea

    Medea e Maria Callas são insepráveis. A coragem de cantar um papel, que foi imortalizado pela diva, com grande talento vocal e cênico fazem desse DVD o melhor lançamento de 2009.

MELHOR DVD DE BALÉ:

Manon

     As qualidades e virtudes desse espetáculo já foram comentadas nesse blog. Simplismente, uma Manon espetacular, o melhor balé de 2009.

 

 Foi considerado o ano de lançamento do DVD, 2009  e não o ano de sua gravação. 

OS PIORES DE 2009:DVD

O PIOR DVD DE ÓPERA:

Aida

  A voz é de Renata Tebaldi e a interpretação é de Sophia Loren no frescor da juventude. Uma cantando e a outra dublando em formato de filme  fez a ópera Aida, de Giuseppe Verdi ficar uma chatice enorme.

Prateleia nele, esse merece ser enterrado no sarcófago de algum faraó desconhecido e que nunca será encontrado.

PIOR DVD DE BALÉ:

 Giselle

 A leitura que Mats Ek's faz do balé romântico Giselle, de Adolphe Adam em nada combina com a concepção original. Tentou modernizar a obra em uma releitura estranha, que distorce o contexto original e não acrescenta nada.

Prateleita nele, esse merece ficar esquecido no longínquo ano de 1987, data de sua gravação.  

 

 

Foi considerado o ano de lançamento do DVD, 2009  e não o ano de sua gravação. 

Divulgação:Temporada da Sociedade de Cultura Artística -2010

PROGRAMAÇÃO

13 e 14 de abril
Vadim Repin violino
Itamar Golan piano

3 e 4 de maio
Orquestra Filarmônica de Dresden
Rafael Frühbeck de Burgos regência
Johannes Moser violoncelo

18 e 19 de maio
Nelson Goerner piano

31 de maio e 1° de junho
Orquestra de Câmara de Basel
Sol Gabetta violoncelo

15 e 16 de junho
Yo-Yo Ma violoncelo
Kathryn Stott piano

20 e 22 de julho
Anna Caterina Antonacci soprano
Donald Sulzen piano

14 e 16 de agosto
Hong Kong Sinfonietta
Yip Wing-Sie regência

20 e 22 de setembro
“Musica angélica”
Carolyn Sampson soprano
Daniel Taylor contratenor

19 e 20 de outubro
Orquestra Filarmônica da Radio France
Myung-Whun Chung regência
Sergio Tiempo piano

22 e 23 de novembro
Itzhak Perlman violino

AIDA, MONUMENTAL ÓPERA DE VERDI COM NINA STEMME

   Verdi - Aida

  Eleita Cantora Internacional em Destaque por este blog em tempos pretéritos, Nina Stemme nos apresenta Aida, de Giuseppe Verdi. Estou acostumado a ver essa ópera com os clichês de sempre. Faraós, múmias, tumbas, sarcófagos, pirâmides e vai por aí. A versão apresentada pelo diretor, Nicolas Joël elimina tudo isso. Sua ópera se passa nos tempos do Egito colonial, dominado pelos ingleses, justamente na época da sua composição. Idéia interessante, que visa modernizar a ópera , muitas vezes fica fora de contexto.

   Nina Stemme faz a primeira Aida que não se maquia de etíope. Sua voz é de potência avassaladora,  com estridências em algumas passagens (Será cansaço?). Sua interpretação é  deveras artificial. Ela e o diretor parecem que não se entenderam muito bem. O que se salva, entre mortos e feridos, ou melhor, entre ingleses e egípcios, é seu timbre, lírico-dramático, escuro, quente, noturno como as noites sem luar do Nilo. Imagino que sua voz é mais adaptada para papéis wagnerianos, sua Isolda é memorável.

O destaque fica com Luciana D'Intino, vozeirão soberbo com extensão enorme. Sua interpretação se adapta às firulas do diretor, sua Amneris é apaixonada, revoltada e sacana. Salvatore Licitra é tenor com agudos que nos lembram o Pavarotti em melhor forma. Juan Pons e Matti Salminen dão conta do recado como Amonasro e Ramfis.

A orquestra de Zurich, comandada por Adam Fischer, mostra andamentos corretos e sonoridade mais alemã que italiana. O balé é cafona, os figurinos fazem o que manda a direção. Transportam a ação para o Egito do século XIX, dominado pela rainha Vitória. A direção de imagens inova, põem na tela diversos quadros de uma mesma cena. O efeito de ver o instrumento principal ser tocado junto com a atuação dos solistas e coro é deveras interessante.  

 Aída, não é o melhor que Nina Steme pode apresentar, mas a sueca mostra que tem grande potencial para cantar papéis pesados, em uma ópera tipicamente italiana.Em breve comentarei mais gravações com ela. O diretor de ópera, Walter Neiva, definiu perfeitamente Nina Stemme em comentário para este blog: "Ela é uma Isolda maravilhosa, mas no repertório italiano falta feeling, sua Aida está anos luz aquém  de sua Isolda. Dá para conferir no Youtube, lá tem um concerto onde ela interpreta um Liebestod exemplar, imagino que seu timbre escuro era o que Wagner pretendia."

 

Ali Hassan Ayache

ali.hassan.123@hotmail.com        

 

DVD Lançamento: Balés para 2010

Adolphe Adam - Giselle / Dutch National BalletMais uma giselle no mercado.

 

Buffalo Soldier - The BalletNem faço idéia do que signifca isso.

 

The SeagullNão conheço o balé, mas a plisetskaya é espetacular.

 

Stravinsky and the Ballets Russes: The Firebird/Le Sacre du PrintempsNova versão dos balés de Stravinsky

DVD Lançamento:Óperas para 2010

Bellini: La SonnambulaElenco estrelar

 

Wagner: Das Rheingold [Blu-ray]

                                                         Mais um Anel dos Nibelungos no mercado, tenho 7 ciclos completos e a coleção só aumenta.

Wagner: Die Walkure [Blu-ray]

 

Massenet - Thais (Metropolitan Opera)Fleming como Thais, é ver pra crer.

 

Rossini - La Cenerentola (Metropolitan Opera)Mais uma do Metropolitan Opera House

 

Wagner: Tristan und Isolde [Blu-ray]Wagner em alta para 2010.

 

Gluck: Oprheus and Eurydike [Blu-ray]

Manon-Ballet com a melodia de Massenet.

Manon

Manon é uma das poucas óperas que tem duas versões no repertório dos grandes teatros líricos do mundo. Puccini e Massenet , cada um a seu modo transformou a história de Antoine François Prévost em música de grande sensibilidade e beleza. Mas a riqueza dessa história é pouco demais para apenas duas óperas. Na literatura, pintura, no teatro e no balé , a mulher fatal foi representada. Personagem ambígua, as vezes apaixonada, volúvel e principalmente  ambiciosa, agrada em cheio ao público.

   O The Royal Opera House já nos apresentou uma versão em balé de Manon, com produção de 1974 e vídeo gravado em 1982. O coreografo Kenneth Macmillan tem uma visão realista da história, mostra a ambíguidade da personagem através de uma coreografia direta, muitas vezes incisiva. Retrata a França do século XVIII , sociedade decadente, voluptosa, interesseira. Reduz a história para três atos, mas mantém sua essência. Sua dança apresenta a face humana, o lado escuro . Ninguém é ingênuo na Manon   de Macmillan. Na versão gravada em 2008, ele faz uma releitura da obra, moderniza o balé, atualiza a história e amplia as emoções . Abusa dos " Pas de deux" , a obra apresenta quatro deles. Todos bem coreografados, misturando passos da dança contemporânea com o balé balé clássico.   

   A adaptação musical de Leighton Lucas não se limita a tocar as belas melodias de Massenet. Usa temas para definir personagens, lembrar cenas. No melhor estilo wagneriano , os "lietmotivs" estão presentes à toda hora. Combinam com o clima e se acertam com a dança. Missão das mais difíceis é acertar música e dança, isso porque, as canções  foram compostas para outros propósitos. No balé, Manon , música e dança são um casamento perfeito. Todo o leque de belas melodias do compositor foi aproveitado, desde 11 óperas, suítes orquestrais e peças para canto. 

   Os solistas são de primeiro nível. Tamara Rojo é uma Manon que parte da ingênuidade a malandragem com extrema facilidade. Sua personagem explode em sensualidade, mulher que sabe do que é capaz e consegue o que quer com sua beleza e charme. Dança graciosamente, espontânea, e uma segurança poucas vezes vista. Manisfesta Manon nas expressões faciais e na levesa dos passos. Convence como atriz e bailarina, as vezes com inocência, outras vezes com galanteos e muitas vezes com sexualidade. Uma dançarina moderna, antenada com o que há de atual em seu meio e com plenas condições de fazê-lo.

   O cubano Carlos Acosta é bailarino de destaque internacional. Seu diferencial é a técnica, aprimorada pela escola russa e transmitida aos cubanos via revolução socialista. Alguma coisa boa do Fidel ficou. Carismático , forte. Faz Tamara Rojo parecer leve em seus fortes braços. Seus arabesques são cativantes, sua interpretação é convincente. Manon é balé que exige técnica e grande capacidade de interpretação, Acosta e Rojo conseguem isso com louvor.

   José Martin faz um Lescaut fanfarão. Sua cena do segundo ato é seu ápice. O personagem se apresenta ébrio, dança de forma cômica e arranca risos da platéia. Única cena engraçada em meio a um balé que se destaca pela seriedade  e interesses próprios.

   Os três atos de Manon são apresentados em pouco mais de duas horas, desnecessário a gravação em dois DVDs. Os extras mostram a criação da obra , mas sem legendas. A direção de TV acerta nas tomadas, a imagem  e o som  são de excelente qualidade. Os cenários leves contrastam com figurinos ora pesados, retratam a Paris do século XVIII. A luz é dinâmica, auxilia a evolução do enredo. Tende para o laranja, clara , limpída,atraente. A orquestra tem excelente sonoridade,Martin Yates tira suavidade e força, conforme a necessidade.

   Realmente uma Manon inesquecível.

 

Ali Hassan Ayache 

ali.hassan.123@hotmail.com

POLÍGONO -Coreografia da São Paulo Companhia de Dança

 

Ao anunciar a fundação da São Paulo Cia de Dança em 2008, setores da imprensa a definiram como a OSESP(Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) da dança. Primeiro porque a sua futura sede ficará em frente a da orquestra paulista.Segundo, busca-se a difusão , formação , registro e memória da dança. Mas o ponto central é o alto nível técnico que se almeja. Isso só se consegue com anos de trabalho.

 A coreografia de estréia é Polígono, do italiano Alessio Silvestrin , baseada na Oferenda Musical de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Apresentada no último dia 10/12.  Dança que mostra linguagem quase que exclusivamente contemporânea, passos geométricos, raros "pas de deux " e muitos números coletivos. Temas abordados são repetidos inúmeras vezes, com leituras diferenciadas, em diferentes formas.Lietmotivs da dança. Movimentos rápidos , ora surpreendentes , com apoio de painéis geométricos que se movem, ou melhor,parecem flutuar.Telas dividem o palco, dimensionam as cenas com a ajuda de uma luz monocromática.Figurinos simples se entrelaçam com ela. Criatividade elevada a máxima potência , forçando o espectador a reflexão.

A música amplificada soou alta em diversos momentos, chegando a incomodar. Perdeu-se a pureza dos instrumentos musicais ,quando tocados sem interferências.A Oferenda Musical de Johann Sebastian Bach não é sua obra prima, mas sua adaptação atinge o objetivo. Passos de dança e música se unem, casam-se nos números. A cena final, com projeção em primeiro plano e os bailarinos em segundo é de grande impacto, ponto máximo do espetáculo. Condensa o tema central.

A técnica dos bailarinos é de bom nível, com espaço para aperfeiçoamento. Evolução que vem com o tempo . O grande teste é a produção de um grande balé romântico ou clássico. Nenhuma companhia ganha maturidade sem eles em seu repertório. 

Polígono é atemporal, faz o espectador ter milhares de sensações, provoca , estimula questionamentos. Do por quê , de onde, como?  Esse é o objetivo. Como coreografia de estréia mostra-se eficaz , reflexiva. A São Paulo Cia de Dança, com Polígono, mostra sua filosofia. Vejo grande futuro nesse caminho. Corpo de bailarinos fixos , em breve uma sede prórpria e a busca de um apuro técnico levarão a Cia. com o tempo ao nível técnico atingido pela OSESP. 

Ali Hassan Ayache    

                                                                                           

 Noite GALA 2009, último programa do ano no TD

 Fechando a programação de dezembro de 2009 do TEATRO DE DANÇA (instituição vinculada à Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo, gerenciada pela Associação Paulista de Amigos da Arte - APAA), o Espaço de Danças e Artes Paulista apresenta, em 19 de dezembro, a noite Gala 2009, que será dividida em duas partes.

 

A primeira será a coreografia Estudo Acadêmico, baseada nas práticas diárias para a formação de um bailarino e inspirada no Ballet Etude, de Hayland.  A segunda é o Baile dos Graduados, que mostra os preparativos para um baile de formatura vienense que se passa em 1840.

 

Neste último, é explorado o entusiasmo das garotas e da diretora da escola com a chegada dos cadetes e do general de uma Academia Militar da região, convidados para o evento. Como parte do entretenimento programado para a festa, os jovens preparam uma séria de apresentações, incluindo o Correio do Amor, no qual uma carta mal endereçada causa várias confusões.

 

GALA 2009

19 de dezembro, às 20h, 90 minutos, classificação livre

 

Espaço de Danças & Artes Paulista

Direção Geral: Camilla Pupa e Fernando Cesar

Direção Artística: Camilla Pupa

Direção Administrativa.Fernando Cesar e Tania Mara

Remontagens: Camilla Pupa, Cesar Albuquerque, Tatiana Stamato, Wilma Cagnani, Cindy Denadai

Figurinos: Zize Pereira, Vera Luz Ghidotti, Melissa Santos

Iluminação: Camilla Pupa

Sonorização: Fernando Cesar

Solistas: Bruno Veloso, Renata Medeiros, Nina Queiroz, Pedro Pupa, Liliane Bapstistucci, Cindy Denadai, Talita Rubio. 

 

TD - Teatro de Dança - Secretaria de Estado da Cultura

APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte

Avenida Ipiranga, 344 - Subsolo, Edifício Itália - São Paulo, SP, Brasil - Metrô República - Email: info.teatrodedanca@apaa.org.br  Telefone da bilheteria: 2189 2555 /// Informações: 2189 2555 Capacidade: 278 lugares/Ar-condicionado ///Acessibilidade para pessoas com necessidades especiais /// Ingresso: R$ 2,00 e R$ 1,00 (meia) /// Estacionamento: R$ 15,00 com manobrista /// Bilheteria, abertura: Vendas para o dia do espetáculo - 4ª a domingo, a partir das 14h/// www.teatrodedanca.org.br /// Vendas online www.ingressorapido.com.br

 

 

O Teatro de Dança tem apoio da Folha de São Paulo, Alcaçuz, Leonor Flores, Circolo Italiano, Luna Di Capri e Planeta´s. No programa "Prêmio Teatro de Dança", conta com o apoio do SESC São Paulo

 

 

Informações para imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa

Márcia Marques - (11) 3798 9510 / 2914 0770/ 9126 0425

www.canalaberto.com.br

Divulgação

O CONCURSO NACIONAL DE CANTO LÍRICO / ÓPERA 2010 foi criado pela Escola de
Música da UFRJ com o objetivo de incentivar e revelar os novos talentos do
canto lírico brasileiro. A iniciativa só se tornou possível graças ao
patrocínio do Banco do Brasil e ao apoio fundamental de instituições como o
Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Sala Cecília Meireles, IBAM, Música no
Museu, Orquestra Petrobras Sinfônica e Orquestra Sinfônica Nacional da UFF.
O concurso distribuirá prêmios em dinheiro e na forma de concertos nas
temporadas artísticas das principais salas e orquestras sinfônicas do Rio de
Janeiro. As inscrições estão abertas do dia 01 de dezembro de 2009 a 05 de
março de 2010. O regulamento e ficha de inscrição encontram-se no site:
www.musica.ufrj.br. Informações através do telefone (21) 2262-8742 ou
através do e-mail artistico@musica.ufrj.br
.

 

Extra! Extra! Arthur Nestrovski assume como diretor artístico da OSESP

  Arthur Nestrovski, jornalista, assume o cargo de diretor artísitico da Orquestra Sinfonica do Estado de São Paulo(OSESP).Ele será responsável pelo projeto cultural e artístico da instituição. Trabalhará juntamente com o maestro Yan Pascal Tortelier(Que reclamou das filas da imigração no aeroporto internacional de São Paulo e quase foi extraditado pela Polícia Federal na última quinta-feira), que foi efetivado como  regente titular até o final do ano de 2011. Segundo o ex-presidente da República e presidente do Conselho da Fundação OSESP, Fernando Henrique Cardoso "acabou a fase de transição". Nestrovski é contratado por tempo indeterminado e sua missão oficial é " aprofundar a relação da Osesp com o estado que a mantém, dar vitalidade à Sala São Paulo como centro de produção artística, aprofundar a criação de conteúdo educacional e aumentar o diálogo com outras instituições brasileiras".Bela balela burocrática.

Não sei se o Nestrovski já trabalhou em outra orquestra, se tem experiência e bagagem para encarar a OSESP. Mas vou torcer para que faça um bom trabalho. 

Arthur Nestrovski assume como novo diretor artístico da OSESP, a programação de 2010 já está concluída e a do primeiro semestre de 2011 também.

Yan Pascal Yortelier , fica mais dois anos na OSESP

Notas Operísticas-Abel Rocha, Julio Medaglia, O Quebra-Nozes

-Abel Rocha: A Banda Sinfônica do Estado de São Paulo está sem títular. O maestro Abel Rocha foi demitido, a alegação oficial da APAA(Associação Paulista dos Amigos da Arte) é : "A decisão foi motivada por questões administrativas" . Boatos correm soltos, conversas ao pé de ouvido indicam que a intenção é criar uma orquestra permanente para o Theatro São Pedro/SP , dedicada apenas à ópera. Primeiro Neschling, depois Minczuk e agora Abel Rocha.  Maestros de todos os cantos do Brasil, uní-vos. Seus cargos estão na corda bamba.

-Enquanto alguns ficam desempregados, outros se ajeitam:  Julio Medaglia foi eleito membro  da Academia Paulista de Letras. Agora ele é um Imortal Paulista. O famoso maestro vai ocupar a cadeira número 3 , cujo patrono é ,Matias Aires. Como a Rainha da Inglaterra , o maestro vai ter a árdua tarefa de tomar o chá das 5 e conversar, com seus pares, sobre cultura e outras coisas mais. Boa sorte nessa nova empreitada maestro.

     

-O Quebra-Nozes:O tradicional balé de natal, composto por Tchaikovsky vai estrear no próximo dia 10, no Teatro Alfa. Já faz alguns anos que o Alfa apresenta esse balé. Não morro de amores por ele. A história de Clara que se encanta pelo boneco Quebra-Nozes agrada as crianças e a muitos marmanjos. O Alfa poderia produzir outros balés e colocá-los em seu repertório.Todo ano Quebra-Nozes não dá! 

"O Quebra-Nozes"
Quando:
De 10 a 20 de dezembro; segunda a quinta, às 21h; sextas, às 21h30, sábados, às 17h e 21h e domingos, às 16h e 19h
Quanto: De R$ 50 a R$ 90
Onde: Teatro Alfa (R. Bento Branco de Andrade Filho, 722; tel. 11 5693-4000)


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Het Collectief se apresenta ao vivo em espetáculo da São Paulo Companhia de Dança

 Grupo belga revisita a  Oferenda Musical, BWV 1079, de Johann Sebastian Bach (1685-1750) nas apresentações da coreografia Polígono, de 10 a 13 de dezembro, no Teatro Sérgio Cardoso

          Fundado em Bruxelas, na Bélgica, em 1998, o Het Collectief formado por por Thomas Dieltjens (piano, organeto, cravo, piano Fender Rhodes), Wibert Aerts (violino), Martijn Vink (violoncelo), Toon Fret (flauta, flauta baixo, flauta em Sol, piccolo) e Benjamim Dieltjens (clarinete, clarone),  é um ensemble de repertório abrangente – executam de peças barrocas a obras dodecafônicas modernas.

    Desde sua criação, o grupo criou uma forma particular de execução das peças, que mistura diversos sons de cordas, instrumentos de sopro e piano. O grupo explora importantes repertórios do século 20 e os revisita de forma contemporânea. Reconhecido pela crítica internacional, o Het Collectief se apresenta frequentemente em países da Europa.

       A peça de de Johann Sebastian Bach (1685-1750), Oferenda Musical, BWV 1079, que o grupo revisita nas apresentações de Polígono Revisitado, do italiano Alessio Silvestrin, fora composta como uma resposta ao desafio lançado por Federico II no momento em que este inaugurava seu pianoforte. A obra é uma sofisticada composição em seis vozes, baseada em construções contrapontísticas.

      Para a execução desta peça musical, o grupo belga atentou, por um lado, à notação instrumentalmente inconclusa e indistinta da peça bachiana, usando as lacunas como um desafio para recriar esse clássico sem lhe alterar uma nota sequer. Por outro, graças à ampla liberdade de ordem oferecida pela partitura, o grupo optou por uma construção simétrica com duas ricercari nos extremos e a sonata como movimento central. Com essa peculiar disposição de movimentos somada a uma instrumentação atualizada, o Het Collectief trouxe novas sonoridades para a Oferenda Musical de Bach.

 

Polígono

 

A montagem de Alessio Silvestrin para a São Paulo Companhia de Dança une o rigor clássico e a linguagem contemporânea e foi elaborada a partir da Oferenda Musical de Johann Sebastian Bach revisitada pelo Het Collectief, exemplificando nos movimentos a estrutura da música. Assim como na construção contrapontística da composição, a criação coreográfica elabora motivos que são enunciados e retomados pelos muitos corpos dançantes, em tempos e configurações variadas.

      Alessio Silvestrin nasceu em 1973 em Vicenza, Itália. Formou-se pela Académie de Danse Princesse Grace em Monte Carlo e estudou também na École Atelier Rudra Béjart, em Lausanne, Suíça. Já atuou como bailarino e coreógrafo nas companhias de Maurice Béjart, Copenhagen International Ballet, Balé da Ópera Nacional de Lion, sob direção de Yorgos Loukos, e Balé de Frankfurt, sob direção de William Forsythe, entre outros. Silvestrin é também músico e compositor com obras editadas pelo selo Edizioni Arca Musica. Desde 2003 reside no Japão como artista independente.

 

São Paulo Companhia de Dança

 

A São Paulo Companhia de Dança, que tem como diretoras Iracity Cardoso e Inês Bogéa, foi criada em 2008 pelo Governo do Estado por meio de sua Secretaria da Cultura. A Companhia tem a atribuição de tornar a dança cênica acessível ao grande público, por meio de espetáculos, programas educativos e de formação de platéias. Procura, assim, desenvolver projetos de integração entre a dança e outras áreas do conhecimento, criando espaços para debates e discussões, com vistas ao público acesso à cultura, à formação dos estudantes e ao aperfeiçoamento dos profissionais da dança. Para tanto, a Companhia atua em três vertentes interligadas: Produção de Espetáculos, Programas Educativos e Programas de Registro e Memória.

 

 

 

SERVIÇO

 

São Paulo Companhia de Dança | Teatro Sérgio Cardoso

rua Rui Barbosa, 153 | Bela Vista | Fone: (11) 3288-0136

Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00.

Quinta e sábado, 21h | Sexta, 21h30 | Domingo, 19h.

 

de 10 a 13 de dezembro (Polígono Revisitado, de Alessio Silvestrin, com execução musical ao vivo do grupo belga Het Collectief)

 

imprensa: Marcy Junqueira – Pool de Comunicação 

(11 3032 1599 | marcyjunqueira@uol.com.br)

Tributo a La Berganza no Theatro São Pedro.

 

Conhecer Tereza Berganza! Nunca imaginei que teria essa chance. Na era do CD, ouvia sua Carmen de Bizet ao lado de Plácido Domingo. A voz encorpada de mezzo-soprano me fazia sonhar: viajar pelo Mediterrâneo, ir à  Espanha, conhecer Sevilha e adjacências. Lembro que não tinha ainda nenhuma Carmen em vídeo e não tinha assistido a nenhuma récita ao vivo, a voz da Tereza era a única referência dessa ópera. Voz quente, espanhola como a Carmen, técnica soberba, emoção no fraseado.Que cantora! Da escola antiga,  que exige voz e técnica.  
Tudo começa quando recebo uma mensagem eletrônica de Paulo Esper:  "Vou trazer a Tereza Berganza", ele dizia. Quando o Paulo diz uma coisa dessas é batata. Acontece. 
Divulguei com prazer,  nesse blog,  o tributo em sua homenagem. Na récita do Barbeiro de Sevilha ele ainda insiste para que eu vá no dia 30 ver o Tributo. Nem precisava insisitir Paulinho, eu não perderia por nada desse mundo!
   Quando aquela senhora entra na platéia, de imediato é reconhecida e aplaudida de pé por todos. Começa o Tributo:  uma seqüência de jovens cantores, cantando árias difíceis e conhecidas do repertório operístico. Algumas promessas se apresentam,  como Tati Helene, que interpreta uma ária perigosa, "Non mi Dir", da ópera Don Giovanni .  Soprano de beleza ímpar, voz clara, agudos fáceis, timbre fresco como a manhã dos Alpes Suiços. Está de ida para a Itália, vai aprimorar sua voz, duvido que volte.  
        No final, a simpática Tereza sobe ao palco, canta em português, ganha discursos elogiosos e placa de homenagens. Simpática, recebe todos com atenção e  a todos atende com presteza. Meu amigo Edson Lima lembra das  suas récitas ao vivo, e  as lágrimas quase descem, emocionado ao relembrar tempos que ele considera áureos da ópera. Onde desfilavam cantores como Gigli, Callas, Tebaldi, Cossoto, Bergonzi, Del Monaco e tantos outros. Realmente era uma geração única. 

O Núcleo Universitário de Ópera (NUO), dirigido pelo Maestro Paulo Maron, apresenta mais uma montagem dedicada à obra da dupla inglesa Gilbert e Sullivan. Trata-se da primeira montagem brasileira da ópera cômica Utopia, Limitada, que será apresentada nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, sexta e sábado (20h30) e domingo (17 horas), no Theatro São Pedro, em São Paulo.

"Utopia, Limitada" é uma sátira política e social que brinca com um dos símbolos do capitalismo moderno, a Empresa Limitada. As cenas musicais (em inglês) são intercaladas por diálogos (em português) muito bem elaborados e cômicos, características que fizeram jus à reputação dos autores. Esta é a 12ª criação de W.S. Gilbert e Sir Arthur Sullivan, respectivamente libretista e compositor, que dominaram o meio musical britânico, entre os anos de 1875 e 1896, com suas divertidas operetas que sempre fizeram enorme sucesso, por onde quer que sejam montadas.

Esta é a sétima produção do Núcleo Universitário de Ópera com obra de Gilbert e Sullivan, sendo reconhecido como único grupo estável de ópera, da América Latina, especializado em encenar esse autores. O NUO é também pioneiro no trabalho operístico com jovens universitários, vindos das mais diversas faculdades de música. O trabalho de formação artística vai além da música; os jovens estudam interpretação e têm aulas de preparação corporal, formando um grupo estável e diferenciado, desde 2003, especializado em operetas.


Intérpretes/personagens

- Jorge Trabanco (barítono): Paramount I (Rei de Utopia)
- Marco Rodrigues e Fábio Visconde (barítonos): Scaphio e Phantis (Juízes da Suprema Corte de Utopia)
- Caio Oliveira (tenor): Capitão Fitzbattleaxe da cavalaria britânica
- Natalia Kawana (soprano): Princesa Zara (filha mais velha do Rei Paramount)
- Lenara Abreu (mezzo-soprano): Lady Sophy (governanta inglesa)
- Alexandra Liambos e Marina Lobato (sopranos): Nekaia e Kaliba (filhas mais novas do Rei)

Participação especial:
- Pedro Ometto (barítono): Capitão Corcoran da Marinha Britânica
- Luciano Simões (barítono): Sir Goldbury
- Luiz Gumarães (tenor): Sir Bailey Barre

Onde, quando e quanto

Local: Theatro São Pedro
Rua Barra Funda, nº 171 – Barra Funda/SP
Tel: (11) 3667-0499

Récitas: Dias 11, 12 e 13 de dezembro
Horários: sexta e sábado (às 20h30) e domingo (às 17 horas)

Ingressos: R$ 30,00 (com ½ entrada

- Desaconselhável para menores de 7 anos
- Metrô: Marechal Deodoro

Fonte: movimento.com

Il Barbiere di Siviglia no Teatro São Pedro

 

  Faz um calorão em São Paulo, as temperaturas elevadas neste verão estão matando os paulistanos. Mas o calor paulista tem suas vantagens: contagiou a turma do Il Barbiere di Seviglia. Na apresentação do dia 25/11, no pequeno e confortável Teatro São Pedro/SP a coisa esquentou. Solistas inspirados, cenários corretos, figurinos hilários, direção acertada, luz correta. Tudo conspirou a favor de um grande espetáculo. A coisa ficou quente, beirou aos 40 graus ou mais.
     William Pereira transporta a ação para tempos modernos, proposta arriscada, na tentativa muitos se deram mal. Ele, com sutilezas,consegue fazer com que uma história escrita no século XVIII fique  atual. Rosina vira uma patricinha dondoca que adora uma academia de ginástica, Figaro,  um cabelereiro profissional.  Don Bartolo,  um renomado médico e assim vai. Figurinos exagerados, com cores berrantes  e extremamente cômicos ajudaram a direção a conseguir seu objetivo, ou seja,  tornar a ópera engraçada, uma "Commedia dell'arte"  típica, com seus personagens fanfarrões, quiproquós e  trocas de identidade. Os cenários simples e móveis cumprem a função de dinamizar o texto. O diretor abusa dos movimentos, exige o máximo da veia cômica dos cantores através de gestos e expressões. Grande direção, criativa e de bom gosto. Modernizou a ópera bufa sem deturpá-la. 

   Luciana Bueno é mezzo-soprano no auge vocal. Seu timbre escuro, às vezes aveludado,  agrada aos ouvidos. Cantora em constante evolução, sua voz está melhor a cada récita, a cada temporada. Uma doçura. Sua técnica  precisa, junto a boas coloraturas,   fazem dela o melhor mezzo-soprano dessas terras. Faz uma Rosina palhaça, com agilidade vocal e uma jovialidade inerente à personagem. (Neschling, sugiro Luciana Bueno para a sua montagem do Il Barbieri di Siviglia em 2010). O Brasil merece ouvir essa voz.
   Rodrigo Esteves é outro cantor em ascensão, barítono de voz portentosa. Seus graves são fartos e fáceis. Seu timbre ora escuro, ora médio,  é agradável . Atuação magnífica, eu nem imaginava que o barítono que cantou Alfio, da ópera Cavalleria Rusticana,  de Mascagni, no mesmo Teatro São Pedro, pudesse ser tão engraçado. Consegue uma agilidade e coloraturas impressionantes. Esse garoto vai longe.
   Flávio Leite é tenor que não tem o material vocal pronto para o Conde de Almaviva. Penou para tentar atingir as notas na sua grande ária. Se conseguiu, não faço a menor idéia (haja diapasão), só sei que ele fez muita força  e se perdeu. Mas a galera aplaudiu, no Brasil se aplaude tudo. Sua voz lírica, clara,  carece de técnica . Em árias longas isso faz a diferença. Atua e empresta comicidade ao personagem. Com estudo,  pode evoluir e se tornar um bom tenor.
   Saulo Javan, baixo com voz de grandes graves que enche o teatro. Don Bartolo fica engraçado em sua interpretação, um médico atrapalhado que quer se casar com a jovem Rosina. O demais solistas se garantem. O coro, exclusivamente masculino é fraco, um tanto perdido às vezes. A Orquestra Jovem de Guarulhos,  comandada por Emiliano Patarra,  dá conta do recado. Na abertura soou alta, mas no restante da récita tocou em andamentos corretos, destaque às suas cordas.
   A Associação Paulista dos Amigos da Arte prova que é possível fazer grandes óperas sem orçamentos volumosos. Simplicidade e boas idéias são a chave do sucesso. Parábens à iniciativa e a ousadia do diretor artístico Paulo Abrão Esper.

Ali Hassan Ayache  

 

 Luciana Bueno,Mezzo-Soprano

 Rodrigo Esteves, Barítono  

 Saulo Javan, Baixo   

Extra! Extra!

 John Neschling assume o TMSP em 2010

John Neschling assumirá em 2010 a direção artística do Teatro Municipal de SP, sendo responsável pelos seus corpos estáveis. 

A data ainda não foi acertada, mas, fontes internas da casa confirmam o maestro Neschling (para as fãs derramadas, pai do ator global Pedro Neschling) no lugar de Jamil Maluf, que volta a se dedicar-se exclusivamente à Orquestra Experimental de Repertório e ambos atuarão no conselho artístico do teatro. Se concretizada, seria a segunda passagem de John Neschling pelo TMSP.

Como missão, o ex-regente da OSESP deve trazer grandes patrocinadores, renovar os quadros dos corpos e deixar apto o teatro para as comemorações dos cem anos, em 2011.

Lembrando que o cargo está vago desde 4 de Novembro, quando Jamil Maluf deixou o comando artístico da casa e assumiu o posto no Conselho de Orientação Artística.


Companhia de Ópera

John Neschling assume também em 2010, a Companhia Brasileira de Ópera.

Confirmado pelo próprio Ministro da Cultura, Juca Ferreira, o maestro regerá em 20 cidades do Brasil a ópera “O Barbeiro de Sevilha” de Rossini.

Os regentes Abel Rocha, Ira Levin e Victor Hugo Toro também conduzem a companhia itinerante, que terá três elencos para as apresentações.


Livro

Recentemente, John Neschling ainda lançou um livro - Música Mundana - da Editora Rocco, onde conta a sua história pessoal e profissional e fala de sua estreita relação com a música. Diferente de outras análises –
político-partidárias – Neschling explora de forma breve sua demissão da OSESP.

Fonte: movimento.com 

 

Tribuno a La Berganza encerra o Projeto Grandes Vozes 2009

                                                                                                           

Dia 30 de novembro, segunda-feira, às 21h, acontece o recital Tribuno a La Berganza em homenagem a grande mezzo-soprano espanhola Teresa Berganza, uma das maiores cantoras de todos os tempos, que estará no Brasil. A apresentação encerra o Projeto Grandes Vozes 2009 que tem a realização da Cia Ópera São Paulo e da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA). Apoio: Sociedade Cultura Artística. Grátis!

 

Teresa Berganza ministrará master-classes e os alunos Mere Oliveira, Keila de Moraes, Miguel Geraldi, David Marcondes, Angélica Feital, Guilherme Rosa, Tati Helene e Randal Oliveira cantarão no recital. Os pianistas serão Maria Rasetti e Vitor Philomeno.

 

O Projeto Grandes Vozes 2009 traz anualmente os mais importantes cantores líricos internacionais, o primeiro da série foi em maio com a grande mezzo-soprano italiana Bruna Baglioni.

 

Teresa Berganza nasceu em Madri e é considerada uma das maiores cantoras de todos os tempos. Ficou internacionalmente conhecida pelas interpretações dos personagens Cherubino, Dorabella, Cenerentola e Carmen. Iniciou sua carreira em 1957 no Festival de Aix na Provença.

Se apresentou nos mais importantes teatros do mundo como: Ópera de Paris, Scalla de Milão, Covent Garden, Metropolitan, Teatro Colón em Buenos Aires, Ópera de Roma, Viena, Hamburgo, Estocolmo, Chicago, Dallas, San Francisco. Foi regida pelos grandes maestros como:
Giulini, Rescigno, Von Karajan, Solti, Mehta, Claudio Abbado, Barenboim e Muti, Adler. 

Discografia: http://www.operadis-opera-discography.org.uk/CLSIBERG.HTM

 

Youtube: Teresa BERGANZA sings Habanera from Carmen

 http://www.youtube.com/watch?v=oby-hCgZLJc

Teresa BERGANZA & Placido Domingo - finale from Carmen

 - http://www.youtube.com/watch?v=zsgZacAo9LU

Teresa BERGANZA & Neil Shicoff - duetto from Werther - http://www.youtube.com/watch?v=F19bbNJ3EJ8

Teresa BERGANZA sings "Ah quel diner" J.Offenbach - http://www.youtube.com/watch?v=lOKIrNQGrio

Teresa BERGANZA sings "Die post" – Schubert http://www.youtube.com/watch?v=myzKSfGmSu0

 

Página Brava Berganza com vários vídeos: http://www.youtube.com/user/BravaBerganza01

 

Há 4 anos o Projeto Grandes Vozes trouxe ao Brasil nomes como Fiorenza Cossotto, Mara Zampieri, Maria Pia Piscitelli e Bruna Baglioni (Itália), Mariola Cantarero e Jaime Aragall (Espanha), Elena Obraztsova e Yevgeny Nesterenko (Rússia), Luís Gaeta (Argentina), Niza de Castro Tank (Brasil) e Rita Contino (Uruguai).

 

Serviço:

Tribuno a La Berganza

Projeto Grandes Vozes

Realização: da Cia Ópera São Paulo e da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA)

Dia 30 de novembro, segunda-feira, às 21h

Theatro São Pedro

Rua Barra Funda, 171

Barra Funda

Tel. 3667-0499

636 lugares.

Grátis

Os ingressos poderão ser retirados antecipadamente na bilheteria até uma hora antes do espetáculo

Horário da bilheteria: De quarta a domingo - Das 14h às 19h ou até o início do espetáculo

Cantora Internacional em Destaque: Nina Stemme

Soprano Sueca nascida em 11 de Maio de 1963.Considerada como grande soprano Spinto e começando a cantar títulos de Soprano Dramático.

Debutou na ópera como Cherubino em Cortona, Itália em 1989.

Estudou no National College of Opera de Estocolmo onde se graduou em 1994.

Faturou o Concurso, Plácido Domingo Competition, fato esse que catapultou sua carreira internacional.

Gravou com o mesmo Plácido Domingo a ópera Tristan und Isolde de Richard Wagner.

Cantou em grandes teatros líricos do mundo e tem diversos papéis em seu repertório.

Vou destacar 3 importantes interpretações de Nina Stemme,que em breve serão comentadas nesse blog com mais detalhes. 

Isolde, da ópera Tristan und Isolde

Tristan und Isolde

Jenufa de Leos Janácek

Janacek - Jenufa

Aida de Giuseppe Verdi

Verdi - Aida

Vejam só amigos, são 3 óperas que exigem grande técnica e experiência vocal, cantadas em 3 idiomas diferentes.

Por essas e por outras que Ninna Stemme é Cantora Internacional em Destaque

 

 

Eugene Onegin-Obra prima de Tchaikovsky em montagem memorável do MET

   Tchaikovsky - Eugene Onegin / Fleming, Vargas, Hvorostovsky, Gergiev, Carsen [Metropolitan Opera 2007]

  Uma de minhas óperas russas favoritas, Eugene Onegin,  de Tchaikovsky, foi recentemente apresentada nos cinemas nacionais. Como não tenho tempo para ir ao cinema, me contentei com o DVD. Igualzinho ao apresentado no cinema.
As óperas produzidas nos dias atuais são pensadas e programadas do teatro para o vídeo. Cada vez mais, se nota a estética da imagem nas apresentações: cenários, figurinos, iluminação, movimentações dos cantores e coral, tudo é pensado para que a gravação fique plástica. Acabou o tempo de uma câmera no centro gravando tudo. Agora  temos diversas câmeras,  que cobrem ângulos antes inimagináveis. 
A Versão do Metropolitan Opera House de New York tem elenco estrelar. O barítono Dmitri Hvorostovsky, excepcional como Onegin. O soprano Renée Fleming , voz lírica, adocicada,manda muito bem na Ária da Carta, grande Tatiana. Ramón Vargas é  um dos grandes tenores da atualidade, e sua ária de despedida é comovente. Destaque com louvor para Sergei Aleksashkin como Príncipe Gremin, belíssima ária cantada por um baixo portentoso e o por mim desconhecido Jean-Paul Fouchécourt, um Triquet hilário. Não posso afirmar se houve manipulação das vozes no vídeo, o que ouvi beirava a perfeição.
Os cenários  concebidos por Michael Levine são quase inexistentes, tem virado moda espetáculos com palcos limpos. Dá um ar de moderno à função, e ainda se economiza uma bela grana. Os figurinos são corretos, pecam na cena do baile do segundo ato, visual caipira demais aos participates da festa. A direção de Peter McClintock usa uma idéia manjada, faz com que Onegin apareça no começo do espetáculo lamentando seu destino. Com a carta de Tatiana na mão, ele vai relembrando os acontecimentos através da ópera. A iluminação é ponto forte da produção, inteligente e criativa, realça os acontecimentos com clareza.
Apresentado pela saudosa Beverly Sills, o  DVD contém entrevistas com os protagonistas e produtores e mostra os bastidores da montagem.  A regência de Gergiev é simples, direta, efetiva. Maestro russo que entende a sutileza e  a delicadeza da partitura e faz a orquestra expressar essa sensibildade. A imagem e o som gravados em HD são impecáveis, a direção de imagens do veterano e experimentado Brian Large é excelente. Enfim! Um DVD de Eugene Onegin imperdível para quem gosta de ópera russa.
 

  Eugene Onegin-Ópera baseada no poema de Alexander Pushkin de Piotr Ilyich Tchaikovsky

 Elenco-Renne Fleming, Elena Zaremba, Svetlana Volkova, Larisa Shevchenko, Ramon Vargas, Dmitri Hvorostovsky, Keith Miller, Jean-Paul Fouchecourt, Richard Bernstein, Sergei Aleksashkin

Valery Gergiev, Condutor

Renée Fleming and Dmitri Hvorostovsky triumph in Tchaikovsky's operatic masterpiece Eugene Onegin, filmed live at the Metropolitan Opera. Their onstage chemistry, emotional singing and outstanding acting make this a very special production. Valery Gergiev, Russia's greatest living conductor, leads Russia's classic opera, with a thrilling account of Tchaikovsky's most intense and passionate score.

Audio: LPCM Stereo and DTS 5.1
Legendas: English, French, German, Italian Spanish and Chinese
Extras: "Eugene Onegin: In Rehearsal" - "Backstage at the Met" with Beverly Sills
Widescreen 1.78:1
Color
156:00 mins. + 19:00 mins. (Extras)
Região: Todas

 

Ópera -O Barbeiro de Sevilha no Teatro São Pedro-SP

ÓPERA O BARBEIRO DE SEVILHA

A Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA) realizará a encenação da ópera O Barbeiro de Sevilha de G. Rossini, dentro da Temporada de Ópera 2009 do Theatro São Pedro.

As récitas serão nos dias 25, 27 de novembro e dias 1° e 03 de dezembro às 20:30hs e no dia 29 de novembro às 17 hs.

No total serão cinco apresentações com um grande elenco de solistas brasileiros, sendo Rodrigo Esteves como Fígaro, Luciana Bueno como Rosina, Flávio Leite como Conde de Almaviva e ainda Saulo Javan (Don Bártolo), Eduardo Janho-Abumrad(Don Basílio), Priscila Zamlutti (Berta), Ricardo Bruns (Fiorello) e Marcos Kaczan (Oficial).
A encenação e direção cênica é de William Pereira, com a Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos e o Coral Vozes de São Paulo regidos pelo maestro Emiliano Patarra. Ambos estiveram juntos na encenação de Gianni Schicchi na Temporada 2009 do Theatro São Pedro com muito sucesso. A direção artística é de Paulo Abrão Esper.
Um dos maiores sucessos do compositore obra indispensável anualmente nas temporadas dos grandes teatros de repertório, a ópera volta ao teatro depois de sua última produção em 2005.

Serviço:

Theatro São Pedro
Sala Principal - 636 lugares (balcão 1 - 110, balcão 2 - 124, platéia - 396); 06 lugares para deficientes físicos na platéia (sendo 3 p/ acompanhantes)
Rua Barra Funda, 171 - Barra Funda
São Paulo - SP
Estações do Metrô Próximas: Marechal Deodoro
Ar-condicionado
Acessibilidade para Pessoas com Necessidades Especiais
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Indicação Etária: 10 ANOS
Informações: (11) 3667-0499 (de quarta a domingo, das 14h até 19h)
Horário da bilheteria: de quarta a domingo, das 14h às 19h ou até o início do espetáculo; para os concertos matinais aos domingo, abertura às 10 horas
Cartões: Visa e Visa Electron
Venda Antecipada: www.ingressorapido.com.br

Sonia Rubinsky ganha Grammy Latino 2009

 

 

A grande pianista brasileira Sonia Rubinsky ganha o Grammy Latino 2009 de Melhor Álbum Clássico pela gravação da obra integral para piano solo de Villa-Lobos pela Naxos. Em 2008, lançou pela Algol Editora o CD Sonatas de Scarlatti que resultou no Prêmio Carlos Gomes 2009 de Melhor Solista Instrumental.

 

Site do Grammy Latino: http://latingrammy.com/en/nominees/17-classic

 

Foto de Guy Vivien

 

Sonia Rubinsky pertence à grande tradição do virtuose: uma técnica impressionante e um profundo compromisso com a Música. Nasceu no Brasil, onde começou sua formação pianística; estudou em Israel e em seguida em Nova Yorque, onde passou grande parte de sua vida adulta. Atualmente está radicada em Paris. Participou do filme Arthur Rubinstein em Jerusalém no qual seu temperamento musical impressionou fortemente o grande mestre. Sonia Rubinsky obteve o título de Doutor em Piano Performance pela Juilliard School of Music em Nova Yorque.

 

Seu repertório compreende todos os períodos, do Barroco ao Contemporâneo. Tem sido aclamada mundialmente como solista de orquestras famosas e como recitalista. Gravou a obra completa para piano de Villa-Lobos (8 volumes). O volume I foi indicado para o Prêmio Grammy e também foi escolhido pela revista Gramophone um dos cinco melhores lançamentos de 1999. O volume V foi novamente selecionado pela Gramophone como um dos dez melhores lançamentos de outubro de 2006. Sonia Rubinsky gravou também obras de John Adams, Debussy, Messiaen, Jorge Liderman e Mozart.

 

Notas Operísticas- Maluf, Pagliacci, Neschling

-Jamil Maluf pediu demissão do cargo de Diretor-Artístico do Teatro Municipal de São Paulo no último dia 05/11.O motivo alegado foi a eventual transformação do TMSP em uma fundação.Sua saída visa facilitar a transição para um novo formato, que ninguém sabe como será. Uma reforma que nunca acaba, transformação do teatro em uma fundação, vem encrenca por aí.

- Pagliacci, a obra-prima de Leoncavallo foi apresentada no Teatro São Pedro. Com redução para piano e arranjos para um conjunto camerístico pelo compositor Maurício de Bonis.O público é levado a acompanhar situações dos bastidores.Por essas e por outras que eu não fui assistir esse espetáculo.

-Mais uma do Neschling.O maestro vai faturar uma bolada, ganhou em primeira instãncia a ação trabalhista contra a OSESP.Pelos 12 anos de trabalho , mais danos morais ele deve faturar R$ 4 300 000, 00 (Quatro milhões e trezentos mil reais) .Bela Grana!

  

 

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